Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vila Formosa - São Paulo - Brasil

2018 – O ano que a Igreja dedicou aos agentes leigos

Desde 26 de novembro de 2017 até o dia 25 de novembro deste ano, a Igreja Católica no Brasil celebra o chamado “Ano do Laicato”. Um momento ímpar para valorizar e refletir sobre a participação dos cristãos leigos e leigas na sociedade e a sua missão na igreja.

Qual é a importância dos leigos na Igreja Católica?

Por muito tempo, muita gente achou que os leigos são aqueles que só ouvem e pouco fazem na igreja, outros consideravam que eles eram os mais inferiores, já que na hierarquia padres e religiosos estariam bem a frente deles nessa questão. Mas, não é isso que acontece e o ano do Laicato mostra isso. Os leigos são todos os cristãos batizados que tornam-se apóstolos missionários da fé. Eles são muito importantes porque são parte da Igreja e têm a missão de evangelizar. É claro que, para pregar a fé, eles vivem também intensamente a fé e o encontro com Deus.

A missão dos leigos e leigas de viver a igreja e evangelizar

Em um texto esclarecedor sobre o Ano do Laicato, o portal da Arquidiocese de São Paulo destaca: “O lugar da atuação e testemunho de leigos e leigas é duplo: de um lado, sua participação é indispensável na vida e na missão interna da própria comunidade eclesial. Cada batizado, participa, de maneira própria ao seu estado, da missão evangelizadora através do testemunho da fé, da catequese e anúncio da Palavra de Deus”, diz o texto publicado no portal.

E na era digital em que vivemos, vale lembrar que a evangelização pode começar por todos os meios sociais, inclusive nas redes de socialização digital. É possível falar de Deus, contar sua experiência e mostrar o caminho de fé, como um exemplo de força.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, Dom Severino Clasen, lembra que os leigos são capazes de terem inclusive a nobre missão de assumirem junto com os religiosos a ação transformadora na Igreja e no mundo “A obra é de Deus e de todos nós”, afirmou Dom Severino ao portal da CNBB.

Diferentemente do que muita gente imagina, o leigo deve ajudar na evangelização. Por isso, muitos dizem que nesse ano que vamos viver uma ocasião ainda melhor quando o assunto é valorização dos leigos e leigas na igreja. Não deve haver desmerecimento, a igreja católica não pode e nem coloca ninguém a frente de ninguém. Somos todos iguais, servos prontos de Jesus e instrumento da evangelização!

Aline Imercio
Imagem: Logo oficial do Ano do Laicato (CNBB)


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte Final

Durante os últimos dois meses contamos um pouquinho sobre a história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Santa Padroeira do Brasil. No último episódio da série falamos um pouco sobre a devoção à mãezinha tão adorada pelos fiéis brasileiros e pelo mundo afora!
Construção do maior Santuário dedicado a Maria:
Quem vê hoje a grandiosidade da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, que fica na cidade de Aparecida, em São Paulo, não imagina que tudo começou com uma pedra fundamental lançada em 1946. A partir daí iniciou-se a construção do primeiro Santuário dedicado a Nossa Senhora Aparecida, que teve sua primeira missa celebrada em 11 de setembro do mesmo ano.

Nos anos de 1980, as atividades principais do Santuário se concentraram na Basílica Nova de Aparecida, que foi consagrada pelo papa João Paulo II, em 04/07/1980, em sua primeira visita ao Brasil. Atualmente, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida é considerada a maior no mundo dedicada à Maria e já recebeu a visita de fiéis do mundo todo e de três papas: João Paulo II, Bento XVI e o atual papa Francisco.

A estrutura do Santuário Nacional dedicado a nossa mãezinha impressiona: 1,3 milhão de metros quadrados , com cerca de 143 mil m² de área construída. Uma Basílica gigantesca que acolhe aproximadamente 12 milhões de fiéis todos os anos. Apesar de ter muitos pavimentos o mais visitado pelos turistas é a região em que fica a imagem original de Nossa Senhora, encontrada por pescadores há 300 anos, além do espaço das sala dos milagres que reúne relatos verídicos de milagres impressionantes realizados por Nossa Senhora Aparecida.

Devoção por Nossa Senhora Aparecida em todo o Brasil:

Em todo o território nacional, temos diversas paróquias dedicadas ao título de Nossa Senhora Aparecida. Aqui no Setor Episcopal Carrão-Formosa, por exemplo, temos a paróquia Nossa Senhora Aparecida que é localizada na Rua Amarais, nº 470.

A devoção pela Padroeira do Brasil também é difundida pelos Missionários do Sagrado Coração, que trabalham em dois Santuários dedicados a ela, localizados em Bauru (SP) e Itapetininga (SP), além de duas paróquias que ficam em São Gabriel da Cachoeira (AM) e Marmelópolis (MG).

Aline Imercio

Fotos: Portal A12.com

NS Aparecida


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte 2

Nossa Senhora Aparecida Original“Nossa Senhora Aparecida é reconhecida” 

No primeiro texto da nossa série sobre a Padroeira do Brasil, contamos como a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida surgiu para os pobres pescadores da região de Guaratinguetá e, em pouco tempo, encantou muitos fiéis.

Por 15 anos (de 1717 a 1732), a imagem de Aparecida fez uma peregrinação pelas regiões de Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguassu. No final deste período, o pescador Felipe Pedroso entregou a imagem ao filho Anastásio. Foi ele quem construiu o primeiro oratório de Aparecida.

Por conta da devoção, em 1740 o vigário de Guaratinguetá, padre José Alves Vilela, construiu a primeira capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, onde os fiéis sempre rezavam o terço e a ladainha.

No ano de 1743, o vigário, impressionado com os milagres da Mãe, fez um relatório, onde pedia ao Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei João da Cruz, para que ele autorizasse a construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora. A autorização chegou e a igreja foi construída no Morro dos Coqueiros, na cidade de Aparecida.

Os primeiros milagres de Nossa Senhora Aparecida:

Primeira Capela de NS AparecidaNão foi só o milagre de trazer muitos peixes aos três pescadores que não encontravam nada no rio, que trouxe a devoção à Mãe Aparecida. A fé das pessoas só aumentava a cada vez que se ouvia um novo milagre. E foi isso que ajudou para que a Igreja reconhecesse o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Destacamos alguns dos mais famosos:

– Velas: Ainda no pequeno oratório dedicado à Aparecida, era comum ver a comunidade se reunir ao redor da imagem da santa para rezar a ladainha. Como de costume, as velas eram acendidas. Em um dia de forte ventania a comunidade viu todas se apagarem repentinamente. Silvana Rocha, uma das que estavam rezando, levantou-se para acendê-las novamente. Mas não precisou. Em instantes, todas as velas acenderam-se sozinhas.

– Menina cega: Gertrudes Vaz, em 1874, enfrentou o desafio de viajar com sua filha cega de Jabuticabal até a cidade de Aparecida. O motivo era de que a menina pedia muito para ir onde ficava a imagem da Santa. Ao chegar perto de Aparecida, a garota disse uma frase que emocionou a mãe: “Olhe, mãe, a capela da santa!”. A partir desse momento, a jovem passou a enxergar.

– Escravo Zacarias: Na época em que a imagem apareceu, era comum no Brasil o regime escravocrata. Certa vez, um escravo chamado Zacarias passou com seu feitor perto do Santuário de Nossa Senhora e pediu para rezar um pouco. Entrou no local, ajoelhou-se aos pés da image de Aparecida e viu suas correntes se romperem. A partir desse momento ele estava livre!

E tanta devoção fez com que fosse criado um Santuário, um dos maiores do mundo, dedicado a Nossa Senhora Aparecida! É o que a gente conta no próximo episódio.

(Continua no próximo mês)

Aline Imercio
Fonte: Portal A12.com
Fotos: Arquivo do Santuário de N.Sra. Aparecida

 

 


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte 1

O ano de 2017 está muito especial para os fiéis católicos. Em maio, comemoramos os 100 anos de aparição de Nossa Senhora de Fátima e, em outubro, será a vez de lembrarmos os 300 anos em que a Mãe Aparecida surgiu nas águas do rio Paraíba, para humildes pescadores brasileiros, tornando-se, anos depois, a Padroeira do nosso país.

Para comemorar esses 300 anos de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, o jornal Santuário de Maria preparou uma série especial que vai contar um pouco da história da padroeira do Brasil nos próximos três meses, começando com a aparição de Nossa Senhora, há idos de 1717…

A Mãe que surge aos humildes pescadores 

Era outubro de 1717, época das capitanias hereditárias. A Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá estava em festa: Dom Pedro de Almeida e Portugal, conhecido como o Conde de Assumar, governador das províncias de São Paulo e Minas Gerais, visitava a cidade. E os pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia acabavam de receber uma missão muito importante de pescar para o jantar que seria preparado para o governador.

Uma missão importante, mas que deixava os pescadores aflitos. Naquela época o Rio Paraíba estava sofrendo com a falta de peixes na região e trazer alimento para um banquete era um grande desafio, que só um milagre poderia salvar.

Depois de várias tentativas os três pescadores não conseguiam nenhum peixe. Foi quando puxaram algo diferente na rede: era uma imagem com o corpo de uma santa. Logo depois, veio a cabeça. Os homens colocaram a imagem no barco e, em seguida, viram o milagre da Mãe acontecer: a rede se encheu de peixes, muito mais que o esperado.

Ao chegarem da pescaria, entregaram a imagem para Silvana, esposa do pescador Domingos, mãe de João e irmã de Felipe. A mulher construiu um altar para Nossa Senhora em sua casa, para agradecer por aquela pesca. Não demorou muito para que todos os sábados os moradores fossem rezar o terço e a ladainha para a santa, que só acumulava cada vez mais milagres.

(Continua no próximo mês)
Aline Imercio
Fonte: Portal A12.com
Foto: Reprodução em cera, do Memorial da Devoção – Aparecida do Norte/SP


Centenário de Nossa Senhora de Fátima – Os Três Pastorinhos

Você já imaginou ouvir de três crianças que elas acabaram de receber mensagens de Nossa Senhora? Pouca gente acreditaria, não é verdade? Mas com Lúcia, Francisco e Jacinta foi diferente. Os três relataram para o povo todo de Fátima, em Portugal, que viram a imagem da Mãe Santíssima, logo depois que voltaram da missa e se preparavam para pastorear o rebanho das terras do pai de um deles. E as crianças não tinham visto só a imagem da nossa Mãe. Eles também receberam mensagens de Nossa Senhora que, a pedido dela, deveriam ser repassadas a outras pessoas.

As aparições de Nossa Senhora:

Lúcia, Jacinta e Francisco eram os nomes dos três pastorinhos que tinham acabado de ver Nossa Senhora e receber mensagens dela. Na primeira aparição, a Virgem Maria fez um pedido para que as crianças voltassem nos próximos 6 meses, todo dia 13, naquele mesmo local, e também falou da importância de rezar sempre o terço.

Nas outras aparições, ela falou sobre a guerra que acontecia na época e da necessidade da oração para amenizar aquilo. A doce Mãe, segundo relato das crianças, dizia: “Rezem o terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”.

Por outro lado, as crianças pediam a ela para que as levassem para o céu. Maria falava que todos iriam, mas que muito em breve os irmãos Jacinta e Francisco a conheceriam. O que realmente aconteceu, pois pouco depois de um ano as duas crianças foram acometidas por bronco-pneumonia e faleceram. Mas Lúcia, que era prima de Jacinta e Francisco, sobreviveu e evangelizou muita gente ao seu redor. Ela se tornou, inclusive, uma irmã consagrada e faleceu em 2005, aos 97 anos.

Canonização:

No momento em que as aparições da Virgem Maria em Fátima completaram 100 anos, Jacinta e Francisco se tornaram santos da Igreja Católica. No dia 13 de maio deste ano, sua Santidade Papa Francisco aproveitou a movimentação dos festejos do centenário de Nossa Senhora de Fátima e celebrou a canonização dos dois irmãos, que viveram só até os 9 e 10 anos. Já a Ir. Lúcia, como faleceu recentemente, seu processo de beatificação está apenas começando.

Aline Imercio
Foto: Arquivo da Santa Sé


78ª Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Fé e devoção no grande dia da Mãe de Deus 

O dia 28/05/2017 começava nublado e com o sol nascendo tímido, mas nada que afetasse a energia e a fé daqueles romeiros que chegavam de tantas partes do Brasil: Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Marmelópolis (MG), São Vicente (SP), Jaú (SP), entre outras regiões. E o que motivou aquelas pessoas, num dia frio, a saírem de madrugada de casa e estarem, a partir das 5h da manhã do domingo, em Vila Formosa, São Paulo capital? Resposta simples: a 78ª Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração, que comemorou 160 anos de seu título!

A Festa de Nossa Senhora começou cedo, com o cheiro do café quentinho preparado pelos voluntários para quem veio de tão longe. O Momento Mariano, realizado pela Congregação das Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração, abriu as celebrações do dia. Às 7h30, com o sol entrando aos poucos pelas portas da igreja, teve início a primeira Missa que foi celebrada pelo superior provincial dos Missionários do Sagrado Coração, Pe. Edvaldo Rosa Mendonça MSC.

A multidão que canta à Virgem Maria!

Um dos momentos mais especiais da Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração é a procissão. Eram 9h da manhã quando romeiros, paroquianos, voluntários, padres, religiosos e religiosas ocupavam a frente do Santuário e esperavam pelo início da caminhada com Maria. Com as tradicionais bandeirinhas em forma de coração vermelho, com a imagem de Nossa Senhora, todos cantavam as músicas como uma prece. Os passos pelas ruas da Vila Formosa seguiam e a fé só aumentava.

Pausa na frente do Colégio de Nossa Senhora do Sagrado Coração. E as irmãs preparam uma surpresa: um lindo terço feito com balões é elevado aos céus, assim que a imagem da Mãe passa por ali! A multidão aplaude, se emociona e canta cheia de louvor a Consagração a Nossa Senhora.

“Maria nos inspira para que abramos nosso olhar a Deus!” (D. Luiz Carlos)

Depois da caminhada cheia de oração, os fiéis entram aos poucos no Santuário. A Missa solene, celebrada pelo Bispo da Região Episcopal Belém, D. Luiz Carlos Dias, iria começar. Antes do início, nosso pároco e reitor Pe. Valdecir Soares Santos MSC lembrou: há um ano, a multidão de fiéis estava ali no mesmo Santuário celebrando a nomeação do Bispo.

A homilia, feita pelo D. Luiz Carlos nesse dia em que a liturgia celebrou a Ascensão de Jesus, ressaltou aos fiéis a fé necessária para viver o amor de Cristo. Em tempos difíceis de falta de esperança cabe a quem sabe da força do amor de Jesus espalhar a fé! O Bispo ainda ressaltou o quanto é importante contarmos com ajuda de Deus para que Ele sempre venha em nosso auxílio e ter a Mãe como inspiração: “Maria nos inspira para que abramos nosso olhar para Deus, que é de onde vem o nosso auxílio”, disse D. Luiz Carlos. A Missa se encerrou com um canto lindo em homenagem a Nossa Senhora do Sagrado Coração.

Coroação e devoção

Tradicional, o momento da Coroação de Nossa Senhora do Sagrado Coração sempre emociona e surpreende. A linda apresentação e coreografia preparada com tanto carinho neste ano contou também com homenagem aos títulos marianos de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima. Quem coroou a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração foi uma jovem, com uma história de fé: o Pe. Valdecir a batizou quando ela estava na UTI de um hospital. Prova viva do milagre de Nossa Senhora, ela estava ali para cantar junto com o povo de fé a consagração a nossa rainha!

E para finalizar, a última Missa do dia celebrou o encerramento da Novena Perpétua de Nossa Senhora do Sagrado Coração, presidida pelo Pe. Valdecir às 18h. Sua liturgia também contou com uma linda apresentação cheia de amor, no momento de ação de graças, assim como foi ao longo dos 9 dias da Novena.

Uma festa que, como todos os anos, reúne várias pessoas e traz uma mensagem de fé, de paz e de amor a Maria, a nossa mãezinha! Que Nossa Senhora interceda ao Sagrado Coração de Jesus por todos seus fiéis devotos e por todos os agentes que realizaram, com muita dedicação, todos esses gloriosos momentos.

Os devotos e seu amor por Nossa Senhora do Sagrado Coração

Todos os anos, na festa da Padroeira, Nossa Senhora do Sagrado Coração, nosso Santuário atrai pessoas de todas as partes do Brasil.

Como foi dito durante o período da Novena, os romeiros veem o Santuário como um lugar especial para pedir graças, agradecer e fazer peregrinações de fé.

As romarias que são realizadas até o Santuário se tornaram uma tradição passada de geração, conforme conta Maria Eloísa, de Taubaté (SP): ”Minha mãe organizou romarias até aqui por 45 anos. Devido a idade, isso não foi mais possível. Então eu passei a organizar. É uma festa muito bonita”.

Quem vem à casa da Mãe quer sempre retornar, como afirma Lúcia Aparecida Ramos, de Caçapava (SP): “Participo da festa há 28 anos. Quem me trouxe pela primeira vez foi a dona Maria Amélia, hoje falecida. E mantenho a romaria de nossa cidade viva, trazendo as pessoas”.

Os devotos Gabriel e Maria Benedita, de Itapetininga (SP), sempre estão presentes em nossa festa: “A festa é linda, bem organizada e sentimos aqui uma devoção mariana muito bonita”.

Nossa Senhora do Sagrado Coração nunca abandona seus filhos, que alcançam muitas graças.

A devota Elizabeth, de Taubaté (SP), recebeu uma linda graça, como afirma: “Tinha um problema de saúde, e estava com cirurgia marcada para o dia 23 de janeiro deste ano. Eu tomei a água benta de Nossa Senhora aqui do Santuário e senti um cheiro de rosas que nunca havia sentido igual. Qual não foi a surpresa quando o médico disse que não havia mais necessidade de intervenção cirúrgica! Eu amo Nossa Senhora, todos os dias rezo o terço e digo ‘Salve Maria Imaculada’!”

Expedita de Brito, paroquiana, também recebeu uma grande graça de nossa Mãe: “Fazia aqui no Santuário o curso de noivos. No dia seguinte ao término do curso, da noite para o dia, fiquei entrevada, não conseguia andar. Foi um período difícil, me tornei dependente das pessoas, cheguei a ficar na cadeira de rodas, e o médico disse que eu nunca voltaria a andar. Depois de muito pedir a intercessão de Nossa Senhora, hoje estou andando normalmente, recuperada, me casei aqui e participo da comunidade”.

Nossa Senhora do Sagrado Coração também não deixou de ouvir as preces de Simone Pressinoto, paroquiana, que nos contou a graça recebida: “Minha mãe saiu para ir ao mercado e não voltava. Comecei a ficar preocupada. Meu tio ligou, dizendo que ela havia caído no mercado, batido com a cabeça, e se encontrava no hospital, com um grande galo na cabeça. Na hora em que cheguei ao hospital, e vi minha mãe daquele jeito, me ajoelhei e pedi que Nossa Senhora do Sagrado Coração passasse na frente e intercedesse por minha mãe para que ela fosse curada. Fui para casa, e meu tio ligou dizendo que o galo havia abaixado”.

E assim, colocamos todo nosso amor e confiança em Nossa Senhora do Sagrado Coração, cuja intercessão jamais passa despercebida diante do Coração de Jesus.

Aline Imercio (narrativa)
Juliana Moles (depoimentos)

 

fotos: Patrícia e Bella Pelizzari


Campanha da Fraternidade 2017 da CNBB: 

O cuidado com a ecologia e a diversidade

Cuidar da natureza e preservar a diversidade que Deus nos oferece é uma das tarefas mais importantes do ser humano. Mas, a verdade é que, a devastação do verde e a intolerância, tem tornado essa tarefa cada vez mais difícil no Brasil e no mundo. Pensando nisso, a Campanha da Fraternidade deste ano de 2017 lança o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

Com o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2, 15), a CF 2017 busca mostrar aos fiéis a beleza da obra criadora, passando desde os recursos naturais, a diversidade da natureza e a riqueza cultural de diferentes povos. O objetivo? Mostrar que todas as famílias podem ser despertadas para o cuidado a nossa chamada “Casa Comum”.

Para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o secretário geral, Dom Leonardo Ulrich Steiner, disse que a proposta desta campanha é sobretudo dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações mais respeitosas com a vida e a cultura dos povos que nele habitam, especialmente à luz do Evangelho.

No Cartaz de divulgação, a CF 2017 mostra o desenho do Brasil e seus biomas, a imagem da comunidade de pescadores e do encontro de Nossa Senhora Aparecida, que completa 300 anos de bênçãos em 2017.

Confira o texto-base e mais informações sobre a CF-2017 neste link: www. campanhadafraternidade2017. com.br .

Acesse também a fanpage oficial no Facebook: https://www.facebook.com/ campanhascnbb/?fref=ts

Aline Rodrigues Imercio

cartaz-cf-2017


Vaticano e Panamá dão início aos trabalhos para a JMJ 2019

Equipe do Vaticano visita o Panamá para conhecer de perto realidade social e eclesial, em preparação para a JMJ 2019.

O prefeito do Pontifício Conselho para os leigos, a família e a Vida, Cardeal Kevin Farrell, chegou ao Panamá nesta segunda-feira, 5, para participar de um encontro de preparação para próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá neste país em 2019.

Além do encontro, o cardeal e sua equipe,  composta pelo responsável do setor da juventude do Dicastério, Padre João Chagas, e pelo Presidente da Fundação “João Paulo II para os jovens”, Dr. Marcello Bedeschi, pretendem conhecer o país, sua realidade social e eclesial, avaliar possíveis lugares para os atos centrais da JMJ e reunir-se com os membros do Comitê Organizador Local (COL) da Arquidiocese de Panamá.

“As primeiras peças do quebra-cabeça já estão sendo montadas, já teve uma primeira visita de representantes do Comitê Organizador em Roma, e vamos com uma pequena Comitiva no Panamá, conhecer, ver também alguns lugares que poderão ser utilizados durante a Jornada”, explicou Padre João Chagas, antes do início da viagem.

Na tarde de 6 de dezembro, o cardeal tem um encontro com os jovens panamenhos, na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, e também com o clero local, na sede do arcebispado do Panamá.

Dom Farrell regressa a Roma no dia 9 de dezembro, porém sua equipe continuará os trabalhos no país até dia 11.

A última JMJ foi realizada na Polônia, em julho de 2016, terra natal de João Paulo II e contou com a presença do Papa Francisco.
Fonte: Imprensa da Comunidade Canção Nova e Comunicação da Arquidiocese de São Paulo


Nota Oficial da CNBB contra o aborto

DIANTE DE DECISÃO DO STF, CNBB DIVULGA NOTA CONTRA O ABORTO.

Os bispos conclamam as comunidades a se manifestarem publicamente em defesa da vida.

Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou nota oficial na qual reafirma a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.

Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.

Leia a Nota:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA

“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).

A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.

Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.

Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Brasília, 1º de dezembro de 2016.

CARDEAL SÉRGIO DA ROCHA Arcebispo de Brasília-DF Presidente da CNBB

DOM MURILO S. R. KRIEGER Arcebispo de São Salvador-BA Vice-Presidente da CNBB

DOM LEONARDO ULRICH STEINER Bispo Auxiliar de Brasília-DF Secretário-Geral da CNBB


“Esse é apenas o começo da Igreja para buscar a dimensão da Misericórdia de Deus”

padre-valdecirSempre muito simpático e cheio de brilho nos olhos ao falar da fé, Padre Valdecir Soares Santos, MSC, segue sua vocação na igreja há 13 anos e está em nosso Santuário há um ano e nove meses. À frente da maioria das atividades da igreja, o sacerdote maranhense fala com alegria do Ano da Misericórdia no Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração: “Me sinto muito grato por estar na Igreja que acolheu a porta Santa da Misericórdia!”, e foi sobre o ano jubilar que o padre conversou com o Jornal Santuário de Maria nesta entrevista exclusiva:

Jornal Santuário (JS): Qual o balanço que o senhor faz sobre o Ano Santo da Misericórdia na Igreja Católica?

Pe. Valdecir: O Ano Santo da Misericórdia foi instituído pelo Papa Francisco no dia 11 de abril de 2015, com a pretensão de que cada um de nós devemos nos despertar para a “misericórdia de Deus”. Ela que nos abraça, não enxergando quem somos, o que fazemos ou deixamos de fazer, essa misericórdia que está sempre ao nosso alcance.

O ano teve uma boa repercussão, mas também mostrou que talvez não estejamos conscientes ainda dessa grandeza da misericórdia divina. Acredito que poderia ser mais abrangente, algo na dimensão da vivência. Quantas vezes, temos mais consciência de um Deus que pune, um Deus que castiga, que pode não acolher, e pouca consciência da misericórdia de Deus, que abraça e acolhe todas as pessoas.

JS: Falta, então, entendermos melhor a didática da Misericórdia, o que ela significa?

Pe. Valdecir: Acredito que não seja uma questão de didática, mas sim de vivência. Temos a visão de uma igreja punitiva, cheia de normas e regras, mas pouca dimensão de uma igreja misericordiosa, mas isso não significa que ela não seja misericordiosa.

O Papa Francisco fala da necessidade de uma Igreja que busque a misericórdia, não uma Igreja que esteja sempre bonitinha e direitinha, mas sim uma Igreja enlameada, no sentido que se suja porque vai resgatar aqueles que estão na miséria, que não se fecha para isso, que busca a ovelha perdida e que, sobretudo, quer alcançar a todos e não só aqueles que estão ao seu redor.

A misericórdia de Deus não vê apenas a pessoa em si, mas especialmente a vida, que recebeu como dom de Deus. Misericórdia tem o significado de miséria e de córdia, que quer dizer coração. Um Deus que vem com um coração amoroso sobre as nossas misérias e nos acolhe.

Nosso Deus é exigente, ele não se contenta com 99 ovelhas, ele quer as 100. Quantas pessoas estão precisando de uma palavra? Tem uma história de vida sofrida e precisam da misericórdia em suas vidas? Uma coisa muito simples é um abraço, quantas pessoas estão carentes de abraço e o quanto isso pode fazer a diferença na vida de muitas delas? É essa dimensão que a igreja deve buscar.

JS: O que pode ter representado esse Ano Extraordinário da Misericórdia?

Pe. Valdecir: Normalmente, o ano jubilar tem a porta somente lá em Roma, mas o Papa Francisco quis que, pela primeira vez, a Porta da Misericórdia estivesse presente em diferentes regiões do mundo. Ele desejou ter essa maior aproximação entre a Igreja e os fiéis, quis que todos tivessem a oportunidade de ver Porta Santa da Misericórdia de perto e passar por ela.

O Papa Francisco quer despertar no coração de cada um de nós, a consciência de que somos abraçados pela misericórdia de Deus. Misericórdia não vê religião, não vê igreja, não vê raça, não vê condição social. A misericórdia não é falta de dinheiro, você pode ter tudo economicamente, mas ter um coração miserável. Ela acolhe e transforma. Não é só o anúncio da misericórdia de Deus, mas, especialmente, a vivência.

Essa dimensão é muito nova e é apenas o começo de uma longa caminhada da igreja para buscar a misericórdia.

E a dimensão de um Deus que abre e quer acolher a todos. Os fiéis devem se sentir amados por Deus.

JS: E como foi a repercussão do Ano Santo da Misericórdia no Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração?

Pe. Valdecir: Aqui tivemos agendadas 29 peregrinações, 31, se contarmos a abertura e o encerramento da Porta Santa. Acho que foi muito positivo, mas poderia ter sido mais forte e envolvente, porque, talvez, nem todos tenham essa real dimensão da misericórdia de Deus.

É interessante observar que muitos trabalham mais para o povo e menos para si, no sentido de acolher essa graça. As pessoas da própria comunidade acabam ficando mais funcional e menos no vivencial e testemunhal.

Eu vejo, por exemplo, pessoas de fora que entram na igreja, ajoelham na porta, fazem a oração com fé, enquanto as pessoas daqui acabam, muitas vezes, passando por qualquer porta, menos a da misericórdia e quando passam veem apenas uma porta. Tenho uma imagem muito bonita de ter visto uma criança de ajoelhar sozinha e fazer sua oração diante da Porta da Misericórdia, e os próprios pais dessa criança não fizeram isso. Isso é evangelizador.

Acolher bem as pessoas de fora passa pelo “seja bem-vindo”, mas também é preciso demonstrar a fé, dar o exemplo para os que estão chegando. Jesus já falava isso para Marta,

que ela não deveria ficar tão desesperada, mas sim se juntar com Maria para viver em oração. É isso que precisamos viver sermos mais testemunhas, e menos exclusivamente funcionais.

JS: As pessoas procuravam o senhor nesse período para saber o significado da Porta da Misericórdia?

Pe. Valdecir: Muito pouco, a gente falava também bastante nas celebrações do significado do ano e da Porta. É uma palavra que a gente escuta muito, mas também a gente entende pouco. Muitas pessoas se escondem para dizer que conhecem sem conhecer, uma ou outra pessoa me procurou, mas não muitas.

JS: E para o senhor, o que representou ter a Porta da Misericórdia?

Pe. Valdecir: Alguns sentimentos. Quando nós pensamos em solicitar que essa igreja recebesse a Porta da Misericórdia, eu me sentia muito desafiado, quase inseguro, era uma coisa nova. Quando chegou a afirmação que essa igreja receberia a Porta Santa da Misericórdia questionei-me como isso iria se desenvolver, já que era para toda região Belém, foi um novo desafio. Mas, depois de tudo como me sinto hoje? Gratificado, sinto-me bem por ter tido essa oportunidade de estar trabalhando nessa igreja que, por sua vez, foi escolhida para ter a Porta da Misericórdia. Minha avaliação pessoal é muito positiva, vendo que tudo isso é fruto da Misericórdia de Deus.

JS: O senhor gostaria de fazer algum agradecimento aos fiéis que participaram deste ano Santo da Misericórdia?

Pe. Valdecir: Primeiro gostaria de fazer o convite para que todos estejam presentes no encerramento do ano jubilar, que acontece no dia 13 de novembro, às 15h, em nosso Santuário.

Também gostaria de chamar a atenção para que todos continuem ainda mais motivados, já que estamos coroando esse tempo.

Agradecer a todos pela doação, pela entrega, pela gratidão, pela compreensão, pelo esforço dedicado. À confiança provincial que permitiu que tivéssemos aqui a Porta Santa, o senhor Bispo na época Dom Edmar e o cardeal D. Odilo, nosso setor e a região Belém e, no mais, a todos pela disponibilidade e pelo esforço que fizeram. E dizer que o ano é da Misericórdia, mas sabemos que a Misericórdia não tem fim.
Aline Imercio

Fotos: Beto Rocha (Santuátio) e Aline Imercio (Pe. Valdecir)

 

 

 

 

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