Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vila Formosa - São Paulo - Brasil

Maio, o mês de Maria!

Você já deve ter percebido que o mês de maio, na Igreja Católica, é sempre dedicado a Maria. Mas, você sabe por que é justamente esse o mês dedicado a nossa mãezinha?

Bom, primeiro precisamos entender que essa tradição não é atual mas, sim, bem antiga. Foi na Idade Média que se começou a celebrar 30 dias com exercícios piedosos para honrar Maria, uma devoção chamada de Tricesimum. Mas, não era durante o mês de maio, esses trinta dias na verdade aconteciam entre agosto e setembro.

Então, por que Maio virou o mês de Maria? A razão foi a de que buscou-se celebrar então toda essa devoção a Nossa Senhora em um mês que se celebrava a chegada da Primavera no hemisfério norte.

Para os devotos, a Primavera seria o período de renascer as esperanças (que podem ter ficado perdidas com o rigoroso inverno), assim como a Mãe de Jesus fez nossa grande esperança no mundo, o Filho de Deus.

Na Grécia antiga, maio era o mês em que a civilização comemorava a fecundidade, de onde vem também a associação à fecundidade de Maria, grande mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ah, e sem contar que maio também é o mês do Dia das Mães, em nosso calendário civil.

E você, como começou este mês de Maria? Participe da Santa Missa, reze o Rosário e peça sempre a intercessão e a proteção de Nossa Senhora. “Pede à Mãe que o Filho atende!”


Campanha da Fraternidade 2018 : Fraternidade e Superação da Violência

Se tem um tema que a gente ouve falar todos os dias nas rádios, nas ruas, na televisão, nos jornais, é a violência. O tempo todo tememos um assalto, uma reação mais violenta de alguém próximo, uma intolerância de alguém na rua e, por isso, muitas vezes perdemos a nossa paz de espírito. Todos os anos a igreja católica escolhe um tema para a tradicional campanha da fraternidade e, nesse ano, o tema mais urgente é a violência. Com o a frase “Fraternidade e superação da violência”, a campanha promete discutir como a união é capaz de trazer a cultura da paz.

“Vós sois todos irmãos” (Mt 23, 8)

Esse será o lema da Campanha da Fraternidade 2018. Nele há a passagem onde Jesus repreendeu os fariseus e mestres da lei por valorizarem a sociedade em hierarquia, Ele então propõe um modelo mais fraterno, que é justamente o que precisamos hoje para reduzir a violência em todos os lugares.

O tema vem após dados cada vez mais alarmantes e crescentes de violência em nosso país. Em seu texto base, a Campanha da Fraternidade 2018 elenca alguns de seus objetivos como: analisar as diversas formas de violência e quais são as consequências delas para a sociedade ( por exemplo, o tráfico de drogas), identificar o alcance da violência tanto no âmbito rural, quanto urbano para ver o que pode ser feito para melhorar essa situação.

Em entrevista ao portal Canção Nova, o secretário-executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luís Fernando Silva, lembrou que esse não é um tema novo para os debates da Igreja, mas que agora se faz ainda mais necessário “Esse tema já foi discutido na década de 90, num contexto em que o país vivia a recessão militar e dentro desse contexto foi possível mapear diversas formas de violência”, diz Pe. Luiz.

Sem violência

Esse lema escolhido para a Campanha da Fraternidade 2018 acaba se tornando uma verdadeira missão para todos nós. Reconhecer todas as maneiras de violência para conseguir superá-las da melhor maneira possível é um grande e importante desafio atual. E quando falamos de violência não falamos somente das ações mais abrangentes, que requer competências que vão além do nosso poder, como a implementação de novas políticas públicas. O texto-base fala também em cuidar para que valorizemos o ambiente familiar, de convivência e sempre sejamos testemunhos do amor e do perdão.

Aline Imercio
Imagem: Cartaz oficial da CF-2018 (CNBB)


2018 – O ano que a Igreja dedicou aos agentes leigos

Desde 26 de novembro de 2017 até o dia 25 de novembro deste ano, a Igreja Católica no Brasil celebra o chamado “Ano do Laicato”. Um momento ímpar para valorizar e refletir sobre a participação dos cristãos leigos e leigas na sociedade e a sua missão na igreja.

Qual é a importância dos leigos na Igreja Católica?

Por muito tempo, muita gente achou que os leigos são aqueles que só ouvem e pouco fazem na igreja, outros consideravam que eles eram os mais inferiores, já que na hierarquia padres e religiosos estariam bem a frente deles nessa questão. Mas, não é isso que acontece e o ano do Laicato mostra isso. Os leigos são todos os cristãos batizados que tornam-se apóstolos missionários da fé. Eles são muito importantes porque são parte da Igreja e têm a missão de evangelizar. É claro que, para pregar a fé, eles vivem também intensamente a fé e o encontro com Deus.

A missão dos leigos e leigas de viver a igreja e evangelizar

Em um texto esclarecedor sobre o Ano do Laicato, o portal da Arquidiocese de São Paulo destaca: “O lugar da atuação e testemunho de leigos e leigas é duplo: de um lado, sua participação é indispensável na vida e na missão interna da própria comunidade eclesial. Cada batizado, participa, de maneira própria ao seu estado, da missão evangelizadora através do testemunho da fé, da catequese e anúncio da Palavra de Deus”, diz o texto publicado no portal.

E na era digital em que vivemos, vale lembrar que a evangelização pode começar por todos os meios sociais, inclusive nas redes de socialização digital. É possível falar de Deus, contar sua experiência e mostrar o caminho de fé, como um exemplo de força.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, Dom Severino Clasen, lembra que os leigos são capazes de terem inclusive a nobre missão de assumirem junto com os religiosos a ação transformadora na Igreja e no mundo “A obra é de Deus e de todos nós”, afirmou Dom Severino ao portal da CNBB.

Diferentemente do que muita gente imagina, o leigo deve ajudar na evangelização. Por isso, muitos dizem que nesse ano que vamos viver uma ocasião ainda melhor quando o assunto é valorização dos leigos e leigas na igreja. Não deve haver desmerecimento, a igreja católica não pode e nem coloca ninguém a frente de ninguém. Somos todos iguais, servos prontos de Jesus e instrumento da evangelização!

Aline Imercio
Imagem: Logo oficial do Ano do Laicato (CNBB)


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte Final

Durante os últimos dois meses contamos um pouquinho sobre a história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Santa Padroeira do Brasil. No último episódio da série falamos um pouco sobre a devoção à mãezinha tão adorada pelos fiéis brasileiros e pelo mundo afora!
Construção do maior Santuário dedicado a Maria:
Quem vê hoje a grandiosidade da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, que fica na cidade de Aparecida, em São Paulo, não imagina que tudo começou com uma pedra fundamental lançada em 1946. A partir daí iniciou-se a construção do primeiro Santuário dedicado a Nossa Senhora Aparecida, que teve sua primeira missa celebrada em 11 de setembro do mesmo ano.

Nos anos de 1980, as atividades principais do Santuário se concentraram na Basílica Nova de Aparecida, que foi consagrada pelo papa João Paulo II, em 04/07/1980, em sua primeira visita ao Brasil. Atualmente, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida é considerada a maior no mundo dedicada à Maria e já recebeu a visita de fiéis do mundo todo e de três papas: João Paulo II, Bento XVI e o atual papa Francisco.

A estrutura do Santuário Nacional dedicado a nossa mãezinha impressiona: 1,3 milhão de metros quadrados , com cerca de 143 mil m² de área construída. Uma Basílica gigantesca que acolhe aproximadamente 12 milhões de fiéis todos os anos. Apesar de ter muitos pavimentos o mais visitado pelos turistas é a região em que fica a imagem original de Nossa Senhora, encontrada por pescadores há 300 anos, além do espaço das sala dos milagres que reúne relatos verídicos de milagres impressionantes realizados por Nossa Senhora Aparecida.

Devoção por Nossa Senhora Aparecida em todo o Brasil:

Em todo o território nacional, temos diversas paróquias dedicadas ao título de Nossa Senhora Aparecida. Aqui no Setor Episcopal Carrão-Formosa, por exemplo, temos a paróquia Nossa Senhora Aparecida que é localizada na Rua Amarais, nº 470.

A devoção pela Padroeira do Brasil também é difundida pelos Missionários do Sagrado Coração, que trabalham em dois Santuários dedicados a ela, localizados em Bauru (SP) e Itapetininga (SP), além de duas paróquias que ficam em São Gabriel da Cachoeira (AM) e Marmelópolis (MG).

Aline Imercio

Fotos: Portal A12.com

NS Aparecida


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte 2

Nossa Senhora Aparecida Original“Nossa Senhora Aparecida é reconhecida” 

No primeiro texto da nossa série sobre a Padroeira do Brasil, contamos como a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida surgiu para os pobres pescadores da região de Guaratinguetá e, em pouco tempo, encantou muitos fiéis.

Por 15 anos (de 1717 a 1732), a imagem de Aparecida fez uma peregrinação pelas regiões de Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguassu. No final deste período, o pescador Felipe Pedroso entregou a imagem ao filho Anastásio. Foi ele quem construiu o primeiro oratório de Aparecida.

Por conta da devoção, em 1740 o vigário de Guaratinguetá, padre José Alves Vilela, construiu a primeira capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, onde os fiéis sempre rezavam o terço e a ladainha.

No ano de 1743, o vigário, impressionado com os milagres da Mãe, fez um relatório, onde pedia ao Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei João da Cruz, para que ele autorizasse a construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora. A autorização chegou e a igreja foi construída no Morro dos Coqueiros, na cidade de Aparecida.

Os primeiros milagres de Nossa Senhora Aparecida:

Primeira Capela de NS AparecidaNão foi só o milagre de trazer muitos peixes aos três pescadores que não encontravam nada no rio, que trouxe a devoção à Mãe Aparecida. A fé das pessoas só aumentava a cada vez que se ouvia um novo milagre. E foi isso que ajudou para que a Igreja reconhecesse o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Destacamos alguns dos mais famosos:

– Velas: Ainda no pequeno oratório dedicado à Aparecida, era comum ver a comunidade se reunir ao redor da imagem da santa para rezar a ladainha. Como de costume, as velas eram acendidas. Em um dia de forte ventania a comunidade viu todas se apagarem repentinamente. Silvana Rocha, uma das que estavam rezando, levantou-se para acendê-las novamente. Mas não precisou. Em instantes, todas as velas acenderam-se sozinhas.

– Menina cega: Gertrudes Vaz, em 1874, enfrentou o desafio de viajar com sua filha cega de Jabuticabal até a cidade de Aparecida. O motivo era de que a menina pedia muito para ir onde ficava a imagem da Santa. Ao chegar perto de Aparecida, a garota disse uma frase que emocionou a mãe: “Olhe, mãe, a capela da santa!”. A partir desse momento, a jovem passou a enxergar.

– Escravo Zacarias: Na época em que a imagem apareceu, era comum no Brasil o regime escravocrata. Certa vez, um escravo chamado Zacarias passou com seu feitor perto do Santuário de Nossa Senhora e pediu para rezar um pouco. Entrou no local, ajoelhou-se aos pés da image de Aparecida e viu suas correntes se romperem. A partir desse momento ele estava livre!

E tanta devoção fez com que fosse criado um Santuário, um dos maiores do mundo, dedicado a Nossa Senhora Aparecida! É o que a gente conta no próximo episódio.

(Continua no próximo mês)

Aline Imercio
Fonte: Portal A12.com
Fotos: Arquivo do Santuário de N.Sra. Aparecida

 

 


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte 1

O ano de 2017 está muito especial para os fiéis católicos. Em maio, comemoramos os 100 anos de aparição de Nossa Senhora de Fátima e, em outubro, será a vez de lembrarmos os 300 anos em que a Mãe Aparecida surgiu nas águas do rio Paraíba, para humildes pescadores brasileiros, tornando-se, anos depois, a Padroeira do nosso país.

Para comemorar esses 300 anos de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, o jornal Santuário de Maria preparou uma série especial que vai contar um pouco da história da padroeira do Brasil nos próximos três meses, começando com a aparição de Nossa Senhora, há idos de 1717…

A Mãe que surge aos humildes pescadores 

Era outubro de 1717, época das capitanias hereditárias. A Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá estava em festa: Dom Pedro de Almeida e Portugal, conhecido como o Conde de Assumar, governador das províncias de São Paulo e Minas Gerais, visitava a cidade. E os pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia acabavam de receber uma missão muito importante de pescar para o jantar que seria preparado para o governador.

Uma missão importante, mas que deixava os pescadores aflitos. Naquela época o Rio Paraíba estava sofrendo com a falta de peixes na região e trazer alimento para um banquete era um grande desafio, que só um milagre poderia salvar.

Depois de várias tentativas os três pescadores não conseguiam nenhum peixe. Foi quando puxaram algo diferente na rede: era uma imagem com o corpo de uma santa. Logo depois, veio a cabeça. Os homens colocaram a imagem no barco e, em seguida, viram o milagre da Mãe acontecer: a rede se encheu de peixes, muito mais que o esperado.

Ao chegarem da pescaria, entregaram a imagem para Silvana, esposa do pescador Domingos, mãe de João e irmã de Felipe. A mulher construiu um altar para Nossa Senhora em sua casa, para agradecer por aquela pesca. Não demorou muito para que todos os sábados os moradores fossem rezar o terço e a ladainha para a santa, que só acumulava cada vez mais milagres.

(Continua no próximo mês)
Aline Imercio
Fonte: Portal A12.com
Foto: Reprodução em cera, do Memorial da Devoção – Aparecida do Norte/SP


Centenário de Nossa Senhora de Fátima – Os Três Pastorinhos

Você já imaginou ouvir de três crianças que elas acabaram de receber mensagens de Nossa Senhora? Pouca gente acreditaria, não é verdade? Mas com Lúcia, Francisco e Jacinta foi diferente. Os três relataram para o povo todo de Fátima, em Portugal, que viram a imagem da Mãe Santíssima, logo depois que voltaram da missa e se preparavam para pastorear o rebanho das terras do pai de um deles. E as crianças não tinham visto só a imagem da nossa Mãe. Eles também receberam mensagens de Nossa Senhora que, a pedido dela, deveriam ser repassadas a outras pessoas.

As aparições de Nossa Senhora:

Lúcia, Jacinta e Francisco eram os nomes dos três pastorinhos que tinham acabado de ver Nossa Senhora e receber mensagens dela. Na primeira aparição, a Virgem Maria fez um pedido para que as crianças voltassem nos próximos 6 meses, todo dia 13, naquele mesmo local, e também falou da importância de rezar sempre o terço.

Nas outras aparições, ela falou sobre a guerra que acontecia na época e da necessidade da oração para amenizar aquilo. A doce Mãe, segundo relato das crianças, dizia: “Rezem o terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”.

Por outro lado, as crianças pediam a ela para que as levassem para o céu. Maria falava que todos iriam, mas que muito em breve os irmãos Jacinta e Francisco a conheceriam. O que realmente aconteceu, pois pouco depois de um ano as duas crianças foram acometidas por bronco-pneumonia e faleceram. Mas Lúcia, que era prima de Jacinta e Francisco, sobreviveu e evangelizou muita gente ao seu redor. Ela se tornou, inclusive, uma irmã consagrada e faleceu em 2005, aos 97 anos.

Canonização:

No momento em que as aparições da Virgem Maria em Fátima completaram 100 anos, Jacinta e Francisco se tornaram santos da Igreja Católica. No dia 13 de maio deste ano, sua Santidade Papa Francisco aproveitou a movimentação dos festejos do centenário de Nossa Senhora de Fátima e celebrou a canonização dos dois irmãos, que viveram só até os 9 e 10 anos. Já a Ir. Lúcia, como faleceu recentemente, seu processo de beatificação está apenas começando.

Aline Imercio
Foto: Arquivo da Santa Sé


78ª Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Fé e devoção no grande dia da Mãe de Deus 

O dia 28/05/2017 começava nublado e com o sol nascendo tímido, mas nada que afetasse a energia e a fé daqueles romeiros que chegavam de tantas partes do Brasil: Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Marmelópolis (MG), São Vicente (SP), Jaú (SP), entre outras regiões. E o que motivou aquelas pessoas, num dia frio, a saírem de madrugada de casa e estarem, a partir das 5h da manhã do domingo, em Vila Formosa, São Paulo capital? Resposta simples: a 78ª Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração, que comemorou 160 anos de seu título!

A Festa de Nossa Senhora começou cedo, com o cheiro do café quentinho preparado pelos voluntários para quem veio de tão longe. O Momento Mariano, realizado pela Congregação das Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração, abriu as celebrações do dia. Às 7h30, com o sol entrando aos poucos pelas portas da igreja, teve início a primeira Missa que foi celebrada pelo superior provincial dos Missionários do Sagrado Coração, Pe. Edvaldo Rosa Mendonça MSC.

A multidão que canta à Virgem Maria!

Um dos momentos mais especiais da Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração é a procissão. Eram 9h da manhã quando romeiros, paroquianos, voluntários, padres, religiosos e religiosas ocupavam a frente do Santuário e esperavam pelo início da caminhada com Maria. Com as tradicionais bandeirinhas em forma de coração vermelho, com a imagem de Nossa Senhora, todos cantavam as músicas como uma prece. Os passos pelas ruas da Vila Formosa seguiam e a fé só aumentava.

Pausa na frente do Colégio de Nossa Senhora do Sagrado Coração. E as irmãs preparam uma surpresa: um lindo terço feito com balões é elevado aos céus, assim que a imagem da Mãe passa por ali! A multidão aplaude, se emociona e canta cheia de louvor a Consagração a Nossa Senhora.

“Maria nos inspira para que abramos nosso olhar a Deus!” (D. Luiz Carlos)

Depois da caminhada cheia de oração, os fiéis entram aos poucos no Santuário. A Missa solene, celebrada pelo Bispo da Região Episcopal Belém, D. Luiz Carlos Dias, iria começar. Antes do início, nosso pároco e reitor Pe. Valdecir Soares Santos MSC lembrou: há um ano, a multidão de fiéis estava ali no mesmo Santuário celebrando a nomeação do Bispo.

A homilia, feita pelo D. Luiz Carlos nesse dia em que a liturgia celebrou a Ascensão de Jesus, ressaltou aos fiéis a fé necessária para viver o amor de Cristo. Em tempos difíceis de falta de esperança cabe a quem sabe da força do amor de Jesus espalhar a fé! O Bispo ainda ressaltou o quanto é importante contarmos com ajuda de Deus para que Ele sempre venha em nosso auxílio e ter a Mãe como inspiração: “Maria nos inspira para que abramos nosso olhar para Deus, que é de onde vem o nosso auxílio”, disse D. Luiz Carlos. A Missa se encerrou com um canto lindo em homenagem a Nossa Senhora do Sagrado Coração.

Coroação e devoção

Tradicional, o momento da Coroação de Nossa Senhora do Sagrado Coração sempre emociona e surpreende. A linda apresentação e coreografia preparada com tanto carinho neste ano contou também com homenagem aos títulos marianos de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima. Quem coroou a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração foi uma jovem, com uma história de fé: o Pe. Valdecir a batizou quando ela estava na UTI de um hospital. Prova viva do milagre de Nossa Senhora, ela estava ali para cantar junto com o povo de fé a consagração a nossa rainha!

E para finalizar, a última Missa do dia celebrou o encerramento da Novena Perpétua de Nossa Senhora do Sagrado Coração, presidida pelo Pe. Valdecir às 18h. Sua liturgia também contou com uma linda apresentação cheia de amor, no momento de ação de graças, assim como foi ao longo dos 9 dias da Novena.

Uma festa que, como todos os anos, reúne várias pessoas e traz uma mensagem de fé, de paz e de amor a Maria, a nossa mãezinha! Que Nossa Senhora interceda ao Sagrado Coração de Jesus por todos seus fiéis devotos e por todos os agentes que realizaram, com muita dedicação, todos esses gloriosos momentos.

Os devotos e seu amor por Nossa Senhora do Sagrado Coração

Todos os anos, na festa da Padroeira, Nossa Senhora do Sagrado Coração, nosso Santuário atrai pessoas de todas as partes do Brasil.

Como foi dito durante o período da Novena, os romeiros veem o Santuário como um lugar especial para pedir graças, agradecer e fazer peregrinações de fé.

As romarias que são realizadas até o Santuário se tornaram uma tradição passada de geração, conforme conta Maria Eloísa, de Taubaté (SP): ”Minha mãe organizou romarias até aqui por 45 anos. Devido a idade, isso não foi mais possível. Então eu passei a organizar. É uma festa muito bonita”.

Quem vem à casa da Mãe quer sempre retornar, como afirma Lúcia Aparecida Ramos, de Caçapava (SP): “Participo da festa há 28 anos. Quem me trouxe pela primeira vez foi a dona Maria Amélia, hoje falecida. E mantenho a romaria de nossa cidade viva, trazendo as pessoas”.

Os devotos Gabriel e Maria Benedita, de Itapetininga (SP), sempre estão presentes em nossa festa: “A festa é linda, bem organizada e sentimos aqui uma devoção mariana muito bonita”.

Nossa Senhora do Sagrado Coração nunca abandona seus filhos, que alcançam muitas graças.

A devota Elizabeth, de Taubaté (SP), recebeu uma linda graça, como afirma: “Tinha um problema de saúde, e estava com cirurgia marcada para o dia 23 de janeiro deste ano. Eu tomei a água benta de Nossa Senhora aqui do Santuário e senti um cheiro de rosas que nunca havia sentido igual. Qual não foi a surpresa quando o médico disse que não havia mais necessidade de intervenção cirúrgica! Eu amo Nossa Senhora, todos os dias rezo o terço e digo ‘Salve Maria Imaculada’!”

Expedita de Brito, paroquiana, também recebeu uma grande graça de nossa Mãe: “Fazia aqui no Santuário o curso de noivos. No dia seguinte ao término do curso, da noite para o dia, fiquei entrevada, não conseguia andar. Foi um período difícil, me tornei dependente das pessoas, cheguei a ficar na cadeira de rodas, e o médico disse que eu nunca voltaria a andar. Depois de muito pedir a intercessão de Nossa Senhora, hoje estou andando normalmente, recuperada, me casei aqui e participo da comunidade”.

Nossa Senhora do Sagrado Coração também não deixou de ouvir as preces de Simone Pressinoto, paroquiana, que nos contou a graça recebida: “Minha mãe saiu para ir ao mercado e não voltava. Comecei a ficar preocupada. Meu tio ligou, dizendo que ela havia caído no mercado, batido com a cabeça, e se encontrava no hospital, com um grande galo na cabeça. Na hora em que cheguei ao hospital, e vi minha mãe daquele jeito, me ajoelhei e pedi que Nossa Senhora do Sagrado Coração passasse na frente e intercedesse por minha mãe para que ela fosse curada. Fui para casa, e meu tio ligou dizendo que o galo havia abaixado”.

E assim, colocamos todo nosso amor e confiança em Nossa Senhora do Sagrado Coração, cuja intercessão jamais passa despercebida diante do Coração de Jesus.

Aline Imercio (narrativa)
Juliana Moles (depoimentos)

 

fotos: Patrícia e Bella Pelizzari


Campanha da Fraternidade 2017 da CNBB: 

O cuidado com a ecologia e a diversidade

Cuidar da natureza e preservar a diversidade que Deus nos oferece é uma das tarefas mais importantes do ser humano. Mas, a verdade é que, a devastação do verde e a intolerância, tem tornado essa tarefa cada vez mais difícil no Brasil e no mundo. Pensando nisso, a Campanha da Fraternidade deste ano de 2017 lança o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

Com o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2, 15), a CF 2017 busca mostrar aos fiéis a beleza da obra criadora, passando desde os recursos naturais, a diversidade da natureza e a riqueza cultural de diferentes povos. O objetivo? Mostrar que todas as famílias podem ser despertadas para o cuidado a nossa chamada “Casa Comum”.

Para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o secretário geral, Dom Leonardo Ulrich Steiner, disse que a proposta desta campanha é sobretudo dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações mais respeitosas com a vida e a cultura dos povos que nele habitam, especialmente à luz do Evangelho.

No Cartaz de divulgação, a CF 2017 mostra o desenho do Brasil e seus biomas, a imagem da comunidade de pescadores e do encontro de Nossa Senhora Aparecida, que completa 300 anos de bênçãos em 2017.

Confira o texto-base e mais informações sobre a CF-2017 neste link: www. campanhadafraternidade2017. com.br .

Acesse também a fanpage oficial no Facebook: https://www.facebook.com/ campanhascnbb/?fref=ts

Aline Rodrigues Imercio

cartaz-cf-2017


Vaticano e Panamá dão início aos trabalhos para a JMJ 2019

Equipe do Vaticano visita o Panamá para conhecer de perto realidade social e eclesial, em preparação para a JMJ 2019.

O prefeito do Pontifício Conselho para os leigos, a família e a Vida, Cardeal Kevin Farrell, chegou ao Panamá nesta segunda-feira, 5, para participar de um encontro de preparação para próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá neste país em 2019.

Além do encontro, o cardeal e sua equipe,  composta pelo responsável do setor da juventude do Dicastério, Padre João Chagas, e pelo Presidente da Fundação “João Paulo II para os jovens”, Dr. Marcello Bedeschi, pretendem conhecer o país, sua realidade social e eclesial, avaliar possíveis lugares para os atos centrais da JMJ e reunir-se com os membros do Comitê Organizador Local (COL) da Arquidiocese de Panamá.

“As primeiras peças do quebra-cabeça já estão sendo montadas, já teve uma primeira visita de representantes do Comitê Organizador em Roma, e vamos com uma pequena Comitiva no Panamá, conhecer, ver também alguns lugares que poderão ser utilizados durante a Jornada”, explicou Padre João Chagas, antes do início da viagem.

Na tarde de 6 de dezembro, o cardeal tem um encontro com os jovens panamenhos, na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, e também com o clero local, na sede do arcebispado do Panamá.

Dom Farrell regressa a Roma no dia 9 de dezembro, porém sua equipe continuará os trabalhos no país até dia 11.

A última JMJ foi realizada na Polônia, em julho de 2016, terra natal de João Paulo II e contou com a presença do Papa Francisco.
Fonte: Imprensa da Comunidade Canção Nova e Comunicação da Arquidiocese de São Paulo


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