Nossa Senhora do Sagrado Coração Nossa Senhora do Sagrado Coração
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Santuário

Nossa História

Conheça o Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vamos conhecer um pouco da história do nosso Santuário. Quando os padres holandeses aqui chegaram, a estrutura não era muito favorável para a realização das missões. Havia algumas casas simples e o convento Cristo Rei das monjas dominicanas. As necessidades eram muitas mas a espiritualidade também era grande.

Já havia a intenção de construir uma igreja em honra à Mãe de Jesus, com o título de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

No final da década de 1930, a Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração iniciou suas atividades em uma capela, localizada próxima de onde é atualmente a Praça Sampaio Vidal.

CAPELA NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO - ANOS 40

Em 1945 começa a construção da primeira parte do Santuário. A construção começaria da frente da igreja até a torre. De qualquer lado da colina que se olhasse, poder-se-ia ver aquela imensa construção. Era lindo apreciar.

CONSTRUÇÃO DO SANTUÁRIO - FINAL DOS ANOS 40

Já em 1949/1950 estava erguida a segunda parte do Santuário, caindo por terra a enorme divisória que separava as duas partes, ficando no lugar um imenso espaço, que poderia ser visto pela primeira vez.

SANTUÁRIO RECÉM CONSTRUÍDO -  DÉCADA DE 50

A colina onde está o nosso Santuário passou a ser chamada “Colina Sagrada” e tem o mesmo nível do marco zero da Praça da Sé. Na frente da torre está localizado um lacre de latão que marca o seu nível e ainda está protegido pela Prefeitura de São Paulo.

Na época, as igrejas em geral eram totalmente construídas com muitos símbolos cristãos na arquitetura: colunas, janelas, escadas, arcos e até a própria igreja. Vamos então conhecer riqueza simbólica deste nosso Santuário.

Vamos então conhecer riqueza simbólica deste nosso Santuário.


A igreja

A planta veio da Holanda, em estilo gótico (ogival). Tem o formato de uma cruz e da entrada até o presbitério tem a forma do corpo da cruz.

As colunas
Temos 12 grandes colunas à mostra, sendo 6 de cada lado. Elas simbolizam as 12 tribos de Israel e os 12 apóstolos, alicerces da Igreja e colunas de nossa comunidade.

Arcos
Essas mesmas colunas vão se transformando em arcos, onde se unificam no centro e o centro é Deus.

Escadas
Em frente do presbitério, encontramos uma escadaria com 7 degraus, que simbolizam as sete palavras que Jesus pronunciou na cruz, os 7 dons do Espírito Santo, os 7 sacramentos, os 7 dias em que Deus criou o universo. O 7 é o número da plenitude e da perfeição. Próximo ao altar temos três degraus, que simbolizam a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Rosácea
É um ornamento arquitetônico em forma de rosa ou estrela. Normalmente são grandes vitrais em cores e rendilhados, 12 pétalas que formam as rosáceas simbolizando as 12 tribos de Israel e os 12 apóstolos, e o círculo simboliza Deus: contínuo e sem fim. A flor é Maria, a mulher do sim.

Em nosso Santuário encontramos 3 grandes rosáceas, simbolizando a Santíssima Trindade e 12 rosáceas pequenas simbolizando o alicerce, os 12 apóstolos.

Altares
Há quatro altares em nosso Santuário: o primeiro é de Nossa Senhora do Sagrado Coração ao centro. Ela fica bem no alto olhando por todos nós. O segundo altar é o do Sagrado Coração de Jesus, de tamanho natural, de madeira e revestido de gesso. O terceiro é o de São José, também de tamanho natural, de madeira e revestido em gesso. O quarto é o de Nossa Senhora Aparecida, em madeira, uma réplica da imagem original.

Pia batismal
Feita de tijolos e revestida em mármore. Está localizada no fundo da igreja, para que, em procissão, as pessoas caminhem até ela.

Sacristias
A sacristia é um lugar onde o padre e a equipe se preparam para iniciar a celebração. Temos duas sacristias: uma na entrada esquerda do Santuário e outra à direita do presbitério.

Capela do Santíssimo Sacramento

A Capela do Santíssimo se encontra ao lado esquerdo do presbitério. É o ambiente que se encontra o Cristo sacramentado e, portanto, nos convida à oração e adoração de maneira intensa e permanente.

Sótão
Possui 4 janelas formadas por três círculos, simbolizando a Santíssima Trindade.

Púlpitos
Há dois púlpitos. Um é usado pelo padre para fazer a homilia – hoje também usamos para proclamação das leituras. Na primeira reforma do Santuário, foram colocados no presbitério dois ambões: um para o comentarista à direita e outro para a mesa da Palavra, à esquerda. Anteriormente ao Concílio Vaticano II esta participação era menor, pois as missas eram celebradas em latim. Hoje todo o povo participa cantando, rezando e agradecendo a Deus.

Coro

Antigamente usava-se muito o coro. É um lugar atrás e no alto da igreja. Tem uma boa acústica. Ali o coral ou algumas pessoas cantavam e tocavam. Com a reforma da geral da igreja, o coral foi se desfazendo e formando grupos de animadores de canto. Sua função é animar e ligar o povo ao presbitério.

Havia no coro, antigamente, uma sacada que dava para o lado de fora da igreja. Quando as paredes foram rebocadas, o padre Cornélio tirou a sacada e colocou no lugar uma cruz de pedra, na parede.

Altar
É o lugar onde, segundo o Antigo Testamento, se realizavam os sacrifícios.

Com a vinda de Jesus, o sacrifício mudou, pois ele se tornou o Cordeiro imolado por Deus. Posteriormente, o altar passou a ser uma mesa consagrada onde o sacerdote repete tudo o que Jesus falou na última ceia, onde Ele deu seu corpo e Sangue como alimento.

No centro do altar se encontra uma pedra, chamada ara. Nela se encontram relíquias de algum Santo. Por isso o padre beija o altar, em respeito, pois o altar é consagrado. Nos quatro cantos há uma cruz. Embaixo do altar, havia duas aberturas onde, antigamente, eram depositados os pedidos e intenções.

Desenhos das paredes

Cada desenho das paredes tem o seu significado bíblico, que deve ser observado com muito carinho e atenção por todos nós. O nosso santuário é uma verdadeira catequese. Tudo isso, poderemos apresentar aos romeiros que chegarem até nós.

A Torre do Santuário

A torre do Santuário também é simbólica. Cada andar simboliza a evolução do ser humano na terra, em busca de Deus. Temos sempre a necessidade de estar ligados a Deus, pois sabemos de Sua presença, Sua generosidade e o quanto é amoroso com todas as pessoas. A torre mede 51 metros, com 8 andares, contando com o pico. No sexto andar encontramos duas grandes janelas que simbolizam as duas primeiras pessoas: Adão e Eva. Conta, ainda, com 4 lados cada uma com o número 8, lembrando os netos de Adão e Eva. (Gn 5, 1-31)

No sétimo andar encontramos 3 janelas que representam o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Conta, ainda, com 4 lados cada uma, que dá o número 12, lembrando as 12 tribos de Israel: (Gn 35, 16-29) e os 12 Apóstolos: (Mt 10, 1-4).

O pico da torre aponta para o céu, indicando que Deus está presente em nossa história. A torre recebeu, em 1951, o primeiro carrilhão da América Latina, com 47 sinos, todos de puro bronze. Na inauguração havia gente de toda São Paulo e de outros lugares. Do alto da torre via-se tanta gente que parecia um formigueiro. Era lindo de ver! A torre recebeu o nome carinhoso de “a torre que canta”: canta para Deus e para seus filhos. Vamos conhecer melhor por dentro a torre que canta.

No sexto andar encontramos o coração da torre. O relógio que vemos na foto, de origem holandesa, veio junto com o sino. Seu mecanismo e bem simples, o eixo central está ligado a engrenagens que por sua vez estão ligadas ao quarto relógio da face da torre. Estes quatro eixos horizontais, ligados ao relógio, são responsáveis pelo movimento dos ponteiros de fora.

Os motores ajudam a dar corda nele. Quando acaba a força, o peso do relógio vai descendo, e dura mais ou menos 12 horas.

RELÓGIO-MÃE DA TORRE

Há três grandes sinos, o maior é chamado “Tesoureira do Sagrado Coração”, o segundo, “Esperança dos Desesperados” e o terceiro “Estrela do Mar”. São movidos a motores e são eles que chamam os fiéis à missa.

SINOS GRANDES

O carrilhão é um conjunto de sinos que permite tocar todo e qualquer tipo de música. Cada sino corresponde a uma nota musical.

Seu teclado é como se fossem cabos de vassoura, que o carrilhonista soca dando assim as notas; cada cabo é ligado a uma série de arames de aço inoxidável e suas pedaleiras também são ligadas por cabos de arames, seu teclado possui quatro oitavas.

Atrás ia uma peça de ferro aonde era colocado o solenóide (solenóides são bobinas eletrônicas, que quando recebem eletricidade, se retraem e puxam o arame que está ligado ao sino). Hoje existe um novo sistema de solenóides e assim podemos ouvir as mais lindas canções de Maria ou outras músicas populares.

Para a inauguração veio o maestro da rainha da Holanda Sr. Leo T. Hart, no dia 29 de abril de 1951, Céu azul e temperatura agradável, naquela tarde, a multidão foi avaliada entre oitenta e cem mil pessoas.

Também vieram para a inauguração as seguintes autoridades: O Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, Arcebispo de São Paulo, O Governador do Estado, prof. Dr. Lucas Nogueira Garroz, o Embaixador da Holanda no Brasil, o Sr. Elmk Schurmam, e o Cônsul Holandês em São Paulo, Sr. Dirk Berkhert.

O concerto dos sinos teve inicio às 14h30 com o Hino Nacional Brasileiro, Hino Pontifício e o Hino Nacional da Holanda.

O maestro Leo T. Hart deu aula para o Pe. Francisco Janssen e para Adacyr Ferrari, que foi o primeiro carrilhonista do Santuário de Vila Formosa, e também o primeiro carrilhonista da América do Sul, e ainda o segundo melhor do mundo.

AULA DE CARRILHÃO - 1951

Ele encantava como ninguém o ar de Vila Formosa com suas melodias lindas, mas aos 11 de março de 1975 (com 45 anos de idade) encontrando-se na torre do Santuário, sentiu-se mal, desceu as escadarias e foi para sua casa, falecendo pouco tempo depois, vítima de um derrame cerebral.

As pinturas

As pinturas dos afrescos do Santuário foram feitas pelo artista Henk Asperlagh.

Muitas pessoas que visitam o Santuário acham as pinturas bonitas, mas nem todas elas mostram o seu significado e sua riqueza catequética. Pois bem, começaremos com o arco do presbitério que é a maior pintura e a mais significativa do templo mariano: ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU E A SUA COROAÇÃO COMO MÃE DE TODOS NÓS.

Esta pintura foi desenhada em primeiro lugar, num cartão grande, para poder expressar sua riqueza.

Esta festividade é uma das mais antigas na Igreja. Há mais de 1500 anos, na Igreja Romana e na Ortodoxa Oriental, os fiéis festejam este glorioso mistério ou privilégio concedido à Santíssima Virgem de ter sido elevada ao céu em corpo e alma, logo depois da morte. Os anjos levaram seu corpo, e no céu Nossa Senhora foi coroada pelo autor da vida, Deus Pai, e por seu Filho Jesus Cristo e pelo Espírito Santo. Nossa Senhora recebeu uma coroa de 12 estrelas, sendo assim Rainha do céu e da terra. Mais abaixo, os doze apóstolos contemplam a glória de Maria.

Do lado esquerdo do presbitério, em cima da porta da sacristia, encontramos o símbolo da mãe pelicana. Você deve estar perguntando o que tem a ver o pelicano com Jesus?

A fêmea do pelicano constrói o ninho próximo ao mar, de onde ela tira o alimento para seus filhotes; ela voa sobre o mar e do alto, ela mergulha para pegar o peixe. Mas na época das “vacas magras”, ela dá seu sangue para seus filhotes se alimentarem.

Assim, ela é comparada a Cristo que entrega seu corpo e sangue para seus irmãos na última Ceia (Mt 26, 17-29).

Do lado direito do presbitério, em cima da porta da sacristia, encontramos a lendária Fênix, a única ave que não bota ovo. É uma ave sagrada de origem egípcia, que viveu muitos séculos na Arábia.

Ela vive por muito tempo e quando se aproxima a morte, ela prepara um ninho. Ao se aconchegar no ninho, ela pega fogo. E assim a ave velha doa sua vida para a nova, de suas cinzas surge uma nova Fênix, passando da vida para a morte e vida novamente.

Cristo também morreu e no 3º dia ressuscitou (Lc 23, 44-56; 24, 1-11).

Do lado da sacristia esquerda, encontramos duas grandes pinturas, a maior vem nos lembrar aquela que com seu sim, soube receber o chamado de Deus com humildade e amor ao criador. O anjo anuncia a Maria que ela vai gerar, através do Espírito Santo, uma criança que se chamará Jesus Cristo, o filho do Altíssimo (Lc 1,26-38).

Na pintura menor, encontramos o início do universo. A obra do Pai em toda sua majestade.

Adão foi o primeiro homem que Deus criou a sua semelhança, só que Deus também lhe deu a mulher tirada do lado direito de suas costelas. Eles sucumbiram ao pecado original e foram expulsos do paraíso. Mas Deus nunca os abandonou (Gn 2,15-25;3,1-19).

Do lado da sacristia direita, encontramos mais duas grandes pinturas. A maior mostra Maria e Isabel se cumprimentando. Isabel saúda Maria e reconhece na prima a mãe do Salvador (Lc 1,39-56).

Na pintura menor, vemos Judite (muita gente confunde essa passagem com Salomé e João Batista). Judite era uma viúva que morava em Jerusalém, só que Jerusalém estava cercada pelo exército de Roma, comandado por Holofernes.

Judite, com a permissão de seu povo, coloca em prática sua idéia de libertá-lo (Jd 12,10-20;13,1-15).

Acima da imagem do Sagrado Coração de Jesus, encontrava-se uma pintura muito bonita. Era Jesus com as crianças, Jesus sempre em suas pregações comparava as crianças com o seu reino (Lc 18,15-17).

Acima da imagem de São José encontrava-se uma pintura retratando a Sagrada Família (Lc 2,41-52).

Do lado direito do corpo do Santuário, dos confessionários há duas parábolas pintadas, Na pintura maior, vemos o Bom Pastor e a ovelha que se perdeu. O pastor deixa as ovelhas guardadas e vai atrás da que se perdeu, e achando-a volta feliz por tê-la encontrado. No segundo plano, vemos uma mulher com uma lamparina numa das mãos e na outra uma moeda, a parábola da moeda perdida (Lc 15,1-10).

Do lado esquerdo do corpo do Santuário está pintada a Parábola do Pai Misericordioso. O filho mais moço pede ao pai, a parte da herança que lhe cabe. E assim parte para longe dali, perde tudo que tinha com mulheres e bebidas, forçado a trabalhar. Arrependido, volta para casa e pede perdão para seu pai (Lc 15,11-32).

Lado esquerdo: São João Evangelista, Santo Antônio de Pádua, Santa Madalena e São Miguel Arcanjo.

Lado direito: São Lucas Evangelista, São Francisco de Assis, Santa Inês e São Benedito, o preto.

Nas colunas do lado esquerdo e direito do corpo do Santuário, encontramos estes santos e santas, pintados em tamanho natural.

Há também uma linda Via Sacra, em madeira pintada a óleo, um conjunto de 14 quadros que vale a pena contemplar.

Nas entradas laterais há dois quadros, um de cada lado. Do lado direito a Sagrada Família na manjedoura. Do outro lado, está o anjo Gabriel, com Maria.

Na capela da casa paroquial se encontra o terceiro quadro deste conjunto, dedicado a Nossa Senhora do Sagrado Coração, uma bela pintura da mãe do Senhor em toda a sua plenitude.

Os Vitrais

Falaremos dos belíssimos vitrais de nosso Santuário. Mas antes, vamos conhecer um pouco de sua história. Vitrais são quadros, cujos vidros em cores, com caixilhos metálicos, representam comoventes personagens ou cenas.

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A origem deste tipo de vidraça é desconhecida. Acredita-se que seja anterior ao século IX e que proceda do Oriente Próximo. A arte de sua confecção se estendeu até a Itália e, no século X, era Veneza o centro principal desta fabricação. Os primeiros dados acerca destes vitrais coloridos, com figuras, se encontram num manuscrito que nos fala de histórias ilustradas que apareciam sobre os cristais das janelas da Catedral de Reims, reconstruída entre 969 e 988.

A maioria dos vitrais do século XII tinha uma figura monumental de cada lado, mas, nos meados deste mesmo século, uniram-se duas ou três janelas, para representar vários aspectos da vida de Jesus Cristo. Posteriormente, foram feitos vitrais ainda maiores que, inclusive, influenciaram a arquitetura da época. De acordo com o processo de fabricação, existem dois tipos de vitrais: o de mosaico, que resulta da justaposição de pedaços de vidro coloridos, devidamente recortados e unidos entre si com chumbo, e assinalam melhor os traços essenciais do desenho; de atelier, também denominado de gabinete, que consiste na pintura direta do desenho com esmalte colorido, incorporado, a fogo, ao vidro incolor. No século XVIII, os vitrais apresentam uma notável influência gótica que, todavia, decaiu no século XIX, surgindo, então, os vitrais catedrais, baseados em temas bíblicos, ao lado dos quais surgiram, também, os inspirados em temas românticos ou literários, para uso doméstico. O problema atual dos vitrais não se relaciona com o desenho, cor ou processo de fabricação, mas sim, com as possibilidades de sua aplicação às casas comerciais e públicas. Realmente, os vitrais coloridos estão mais ou menos confinados ao uso das igrejas. As igrejas de Santo Tomás, em Nova York, a Santa Capela de Paris, as Catedrais de Chartres e de Notre-Dame, ostentam os mais belos vitrais que se conhecem (Fonte: Enciclopédia Universal).

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No Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, existem vários vitrais. Na nave central há quatro grandes vitrais, que falam do Novo Testamento; os dois primeiros, do lado esquerdo, retratam o nascimento de Jesus (Lc 2,1-20) e a fuga para o Egito (Mt 2,13-23).

Do lado direito, encontra-se o primeiro milagre de Jesus em sua vida pública, as Bodas de Caná (Jo 2, 1-12), e a morte de Jesus Cristo (Jo 19, 25-30).

Já na parte de trás, os vitrais falam do Antigo Testamento. Do lado esquerdo, tem o de Moisés que, com o cajado, bate na pedra e dela jorra água (Ex 17,1-7). O outro, são fragmentos da vida de Elias e de Abraão. O Profeta é instrumento de vida (1Rs 17,17-24). A Vocação Profética (1Rs 19, 19-21), Elias e Eliseu no Rio Jordão (2Rs 2,8-10), Elias é arrebatado (2Rs 2,11-18), Elias, porta-voz de Javé, o profeta que anuncia o julgamento (1Rs17,1-6), Abraão e seu filho Isaac – O Holocausto (Gn 22,1-19), O profeta desmascara o ídolo (Rs 18, 20-46) e o casamento de Isaac (Gn 24,1-27), O Profeta reorganiza a sociedade (1Rs 19, 1-14), O profeta de Javé (Rs 1, 1-18).

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Do lado direito encontramos Ester uma mulher forte e corajosa (Est 5,1-14;7,1-10;8,1-12). O outro são fragmentos da vida do povo de Deus: Três visitas misteriosas (Gn 18,1-17); Coroação de Saul, o primeiro Rei (1Sm 10,1-8); Deus pede a Moisés que faça uma roupa sagrada a Aarão, o primeiro sacerdote (Ex 28,1-8); Deus que acaba com as guerras (Jt 15,8-13); Samuel e a palavra de Javé (1 Sm 1,1-23); Samuel é entregue no templo (1Sm 1,24-28); A vocação profética (1Sm 3,1-21); Judite não é tentada (Jd 12,1-9); Davi entra na corte, o segundo Rei (1Sm 16,1-13); e O rei Salomão, o terceiro Rei (Rs 3,1-15).

Junto com os vitrais do antigo testamento, se encontram mais dois vitrais: o primeiro remete a lembrança do fundador da congregação dos Missionários do Sagrado Coração e da congregação das filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração, Padre Júlio Chevalier.

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O segundo vitral fala dos três primeiros párocos do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração: Padre Jerônimo Vermim, em 1939, assumiu a Paróquia na ex-garagem de ônibus transformada numa capela. Ele sofreu muito para tirar a bomba de gasolina (ficou apenas um ano); Padre Pedro João Dingenunts, com seu trabalho, lançou a pedra fundamental na Praça D. Sampaio Vidal, mas foi recusado pela prefeitura ficando um ano também (1940); Em 1941, chega a Vila Formosa o padre Francisco Guilherme Henrique Jansen. Ele foi o construtor do Santuário que conhecemos atualmente.

Na pia Batismal Também temos um vitral muito bonito representando o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Encontramos 12 rosáceas, sendo 10 com vitrais de mosaico, e no altar de Nossa Senhora do Sagrado Coração, encontramos 7 vitrais com anjos tocando e cantando para mãe de Deus e nossa.

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Aqui terminamos esta pequena apresentação do nosso Santuário. Agradeço a Deus e a todos por esta oportunidade, espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais da história do nosso Santuário e que, quando vierem visitar-nos, possam contemplar pessoalmente a riqueza desta obra.

Escrito por Nélson Coquieri