Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vila Formosa - São Paulo - Brasil

80 anos de História do Santuário – Parte 2: O início da construção do nosso Santuário

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No episódio anterior da nossa série sobre os 80 anos de existência paroquial do nosso Santuário, falamos sobre o começo de tudo: a construção da pequena capela dedicada a nossa Mãe, na região central da Vila Formosa que, logo depois, se tornaria a Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração. Mas, como aconteceu a transição da simples Paróquia para o grande Santuário que temos hoje? É o que vamos explicar nesse segundo capítulo!

O ano era 1945 e o Padre Francisco Janssen MSC (pároco de 1942 a 1957) começou a construção do nosso lindo Santuário. O projeto, importado da Holanda, era tão grande que se dividiu em partes, a primeira delas começou na frente da Igreja até a torre. Quem morava nos arredores já começava a ver e se admirar com a grandeza que seria o Santuário dedicado a tão amada Nossa Senhora do Sagrado Coração.

Mas, você deve estar se perguntando como os custos para uma tão grandiosa construção foram arcados, certo? A resposta é principalmente por doação e por meio de grandes campanhas realizadas na época.

Campanhas para a construção do Santuário:

Uma das campanhas era simples, mas foi muito eficaz para termos o Santuário que conseguimos hoje: Cada fiel doador recebia uma cartela com um terço desenhado e a imagem de Nossa Senhora ou do Santuário ao centro. Conforme o fiel fosse rezando, ele pintava as bolinhas do terço e, a cada bolinha pintada, depositava sua contribuição para construção do Santuário. Depois de pintar todo o terço, o desenho era entregue na secretaria paroquial, com o lema “Dei um terço a Nossa Senhora”. Alguns doadores foram também tão importantes para a construção de nosso Santuário que são hoje homenageados em um dos 47 sinos da Igreja.

Outra campanha também bem famosa na época foi a “Dei uma cesta de Natal para Nossa Senhora”, e essa cesta era composta de… tijolos! Isso mesmo! Por faltarem ainda alguns deles para o acabamento do Santuário, a também conhecida como “campanha do Ximbó” (personagem criado pela Revista de Nossa Senhora do Sagrado Coração para impulsionar a campanha) pedia ao povo que doasse uma cesta cheia de tijolos para igreja. Ela funcionava como a campanha anterior: a cada tijolo doado era pintado um no desenho do anúncio e depois entregue à secretaria. Até hoje, os fiéis mais antigos se orgulham em saber que alguns tijolinhos que agora sustentam o grande Santuário foram doados por eles, no passado.

Como terminou essa construção? Quando o povo começou a frequentar o Santuário que conhecemos hoje? É o que a gente conta no próximo mês!

 

Aline Imercio
Fonte e Fotos históricas: Livro-Tombo do Santuário de N. Sra. do Sagrado Coração


80 anos de história do Santuário – Parte 1: “Como tudo começou”

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Em 2019, nossa comunidade comemora 80 anos de existência! É claro que esperamos uma festa à Nossa Senhora do Sagrado Coração muito especial, cheia de romeiros e fiéis para comemorar essa tão importante data. Mas as comemorações não ficarão só em maio de 2019, afinal por aqui elas já começam agora. A partir deste mês até maio do próximo ano, estreamos no jornal Santuário de Maria a série “80 anos de história do Santuário”, com muitas curiosidades sobre a existência e a fundação de nossa Paróquia!

E para começar, vamos fazer uma pergunta para você: como você imagina que era o Santuário no seu primeiro ano de existência? Bom, se a sua resposta foi “exatamente como ele é hoje” está enganado. Nosso Santuário começou com um projeto muito mais simples: uma capela instalada na frente da Praça Sampaio Vidal, em um terreno doado por uma importante fábrica da época (atualmente, há uma agência de banco nessa localização). O espaço era bem menor do que o de hoje, mas a fé continuava forte. A pequena Paróquia, que tinha como pároco seu fundador Pe. Jerônimo Vermin, enchia de fiéis a cada Missa, como aconteceu na bênção inaugural da capela, no dia 22 de janeiro de 1939 (nosso reconhecimento paroquial pela diocese foi assinado em 13 de novembro de 1939).

“A paróquia era simples, mas muito zelosa, ajeitada. Só de pensar que tudo começou dali! As festas eram em frente a capela. Naquela época era muita gente, fiéis cheios de alegria em estar participando do início de tudo”, conta Nelson Coquieri, devoto e funcionário do Santuário. Nelson também lembra da emoção de quando encontra algum fiel que participou dessa fundação há quase 80 anos. “Às vezes, as pessoas mais antigas contam a história do Santuário e a gente nota no canto dos olhos uma pequena lágrima, não de tristeza, mas, sim, de alegria”.

Se o início da pequena Paróquia dedicada à Nossa Senhora do Sagrado Coração já emociona, imagina quando se começou a projetar o enorme Santuário que temos hoje, mas, afinal, como começou essa construção? É o que a gente conta para você, leitor, no próximo episódio da nossa série!

Aline Imercio

Fotos e dados históricos: Livro-tombo do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Santa Ana e São Joaquim: os avós de Jesus Cristo

Entre as muitas comemorações do mês de julho, celebramos, no dia 26, São Joaquim e Santa Ana, os santos padroeiros dos avós. Eles foram os pais de Maria Santíssima e os avós de Jesus Cristo.

A celebração do Dia dos Avós tem como objetivo destacar e promover o papel do vovô e da vovó no seio familiar, onde eles são os suportes afetivos, religiosos e, por vezes, financeiros da família.

Quando o tempo dos pais para brincar com os filhos se torna escasso, os avós ocupam seu espaço, oferecendo carinho e afeto para os netos. Quando os pais não conseguem dar aos filhos os brinquedos que estes gostariam de ter, torna-se comum a intervenção dos avós que dão presentes especiais por ocasião do natal, da páscoa e do dia das crianças.

No dizer do beato João Paulo II, “os avós são os guardiões da fé, da vida de oração e da educação dos valores cristãos”. Muitas são as pessoas que devem sua iniciação na fé aos avós. Em muitas famílias, são eles que ensinam as primeiras orações às crianças, e é sempre maior o número de crianças que são levadas para a catequese pelas mãos dos avós.

Existem coisas que a escola não ensina e que não estão escritas em nenhum livro. Coisas que só a experiência de vida ensina. Celebrar o Dia dos Avós significa celebrar a experiência de vida e reconhecer o valor da sabedoria adquirida no convívio familiar, lugar especial para a aprendizagem das virtudes cristãs.

Ao lado dos avós que são felizes com suas famílias, lamentamos a existência de muitos idosos abandonados e mal cuidados. Em vez de receberem o afago dos filhos e netos, são jogados nos cantos das casas ou abandonados em asilos. Até o dinheiro que recebem na aposentadoria é confiscado a muitos deles. No Dia dos Avós, não podemos esquecer deles e, quem sabe, aproveitar o dia para uma mudança de atitude.

O espaço e o contexto celebrativo do Dia dos Avós, sem dúvida, é a família, onde eles aparecem como fundamentos e troncos das futuras gerações. A família que valoriza seus ancestrais se torna verdadeiramente um tesouro dos povos, o maior patrimônio da humanidade.

A você Vovô e a você Vovó damos os nossos parabéns. Rogamos as bênçãos de Deus para que continuem firmes na saúde e na alegria, servindo a família e a sociedade com sua experiência de fé e vida cristã.

Pela intercessão de São Joaquim e Santa Ana, desçam sobre vós as bênçãos de Deus. Amém!
Fonte: www.cleofas.com.br

(texto de Dom Canísio Klaus, Bispo de Santa Cruz do Sul/RS)


Os Santos das Festas Juninas

As Festas Juninas brasileiras são uma tradição trazida pelo povo europeu que habitou nosso país ao longo dos séculos. Essas festas, no âmbito da Igreja Católica, existem para comemorar o exemplo de vida de 4 importantes santos de nossa trajetória. Confira aqui quem são esses santos e suas datas de comemoração, no calendário litúrgico:

Dia 13 – Santo Antônio de Lisboa, Confessor e Doutor da Igreja 

Também é conhecido como Santo Antônio de Pádua, por ter vivido nessa cidade italiana. É um dos santos mais populares em todo o mundo. Nasceu em Lisboa, e depois de ser algum tempo agostiniano ingressou na Ordem franciscana, da qual foi um dos maiores expoentes. Pregou na Itália e no sul da França, conseguindo muitos milhares de conversões. Combateu arduamente a heresia dos cátaros e patarinos, dominante no seu tempo, pelo que o chamavam de ” incansável martelo dos hereges “. Não apenas os combatia no púlpito, pela pregação, mas também por meio de milagres espantosos. Sabia de cor quase todas as Escrituras e tinha um dom especial para explicar e aplicar as mais difíceis passagens. Faleceu em 1231, com apenas 36 anos de idade. Sua língua, que tanto pregara a palavra divina, foi preservada da corrupção e até hoje é venerada num relicário, em Pádua. Foi cognominado o “Doutor Evangélico”.

Dia 24 – Nascimento de São João Batista, Precursor do Salvador

São João Batista, embora concebido no Pecado Original, foi dele purificado antes de nascer, quando sua mãe, Santa Isabel, foi visitada pela Santíssima Virgem, que por sua vez portava no seio o Salvador. Por isso, São João Batista é o único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia — além da própria Virgem Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado.São João Batista o precursor de Jesus Cristo sem medo anunciou a sua chega com grande coragem, sigamos o seu exemplo.

Dia 29 – Comemoração de São Pedro e São Paulo, Apóstolos

Neste dia, a Santa Igreja comemora as duas grandes colunas da Igreja nascente: São Pedro, Príncipe dos Apóstolos e Vigário de Jesus Cristo, e São Paulo, o Apóstolo dos Gentios.

São Pedro

Simão, pescador, foi um dos primeiros apóstolos escolhidos por Jesus Cristo para ser “pescador de homens”. Apesar de suas falhas humanas, como o fato de ter negado a Jesus por 3 vezes na Paixão de Nosso Senhor, seu arrependimento sincero fez com que Cristo perdoasse seus pecados.

Simão passou a se chamar Pedro, tendo seu nome em muitas partes da Bíblia citado como Simão Pedro, pois Jesus assim o nomeou, nesta passagem do Evangelho:

“E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos Céus: e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus.” (Mt. 16, 18).
É também a partir dessa passagem bíblica que compreendemos que São Pedro, por meio do anúncio de Jesus, foi o primeiro Papa de nossa Igreja, sendo o pastor do rebanho de Jesus Cristo após a ascensão do Senhor.

São Paulo: 

Paulo também é chamado de “Apóstolo”, mesmo tendo tido sua conversão após a Ressurreição de Cristo, por ter sido o maior anunciador do cristianismo depois de Jesus Cristo. Entre as grandes figuras do cristianismo nascente, a seguir a Cristo, Paulo é de fato uma das mais importantes personalidades que conhecemos.

Jesus Cristo estava sempre diante dos seus olhos e no seu coração. Assim, para Paulo, Jesus Cristo é vida, luz, sabedoria, salvação, norma de vida, água viva, fonte de graça e de justificação, Criador do Universo, Filho de Deus, que encarnou por obra do Espírito Santo.

Com relação às Festas Juninas Católicas, é importante saber e entender:

Não é atribuída a nossa Igreja muitas “tradições de cultura popular” que a grande mídia tem o costume de propagar neste período. A Festa Junina da Igreja Católica celebra a vida e o testemunho de fé dos nossos santos. Portanto, fiquem atentos e não associem à nossa Igreja Católica elementos que não têm nada a ver com ela (como a crendice das simpatias, por exemplo, que não têm ligação nenhuma conosco).

Sejamos seguidores de Jesus Cristo, como os Santos Juninos:

Olhando a vida de Santo Antonio, São João Batista, São Pedro, São Paulo e todos os santos e santas que seguiram a Jesus Cristo com tanta fidelidade, possamos nós também lutar pela santidade continuando sendo seguidores do caminho. Lembrando também, e principalmente, que no mês de junho comemoramos a grande solenidade do Sagrado Coração de Jesus, sempre na sexta-feira da semana seguinte ao dia de Corpus Christi!

Amado seja, por toda parte, o Sagrado Coração de Jesus. Eternamente!

Ewerton Costa
Fonte: www.cancaonova.com
Foto: Arquivo PasCom NSSC


Maio, o mês de Maria!

Você já deve ter percebido que o mês de maio, na Igreja Católica, é sempre dedicado a Maria. Mas, você sabe por que é justamente esse o mês dedicado a nossa mãezinha?

Bom, primeiro precisamos entender que essa tradição não é atual mas, sim, bem antiga. Foi na Idade Média que se começou a celebrar 30 dias com exercícios piedosos para honrar Maria, uma devoção chamada de Tricesimum. Mas, não era durante o mês de maio, esses trinta dias na verdade aconteciam entre agosto e setembro.

Então, por que Maio virou o mês de Maria? A razão foi a de que buscou-se celebrar então toda essa devoção a Nossa Senhora em um mês que se celebrava a chegada da Primavera no hemisfério norte.

Para os devotos, a Primavera seria o período de renascer as esperanças (que podem ter ficado perdidas com o rigoroso inverno), assim como a Mãe de Jesus fez nossa grande esperança no mundo, o Filho de Deus.

Na Grécia antiga, maio era o mês em que a civilização comemorava a fecundidade, de onde vem também a associação à fecundidade de Maria, grande mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ah, e sem contar que maio também é o mês do Dia das Mães, em nosso calendário civil.

E você, como começou este mês de Maria? Participe da Santa Missa, reze o Rosário e peça sempre a intercessão e a proteção de Nossa Senhora. “Pede à Mãe que o Filho atende!”


Campanha da Fraternidade 2018 : Fraternidade e Superação da Violência

Se tem um tema que a gente ouve falar todos os dias nas rádios, nas ruas, na televisão, nos jornais, é a violência. O tempo todo tememos um assalto, uma reação mais violenta de alguém próximo, uma intolerância de alguém na rua e, por isso, muitas vezes perdemos a nossa paz de espírito. Todos os anos a igreja católica escolhe um tema para a tradicional campanha da fraternidade e, nesse ano, o tema mais urgente é a violência. Com o a frase “Fraternidade e superação da violência”, a campanha promete discutir como a união é capaz de trazer a cultura da paz.

“Vós sois todos irmãos” (Mt 23, 8)

Esse será o lema da Campanha da Fraternidade 2018. Nele há a passagem onde Jesus repreendeu os fariseus e mestres da lei por valorizarem a sociedade em hierarquia, Ele então propõe um modelo mais fraterno, que é justamente o que precisamos hoje para reduzir a violência em todos os lugares.

O tema vem após dados cada vez mais alarmantes e crescentes de violência em nosso país. Em seu texto base, a Campanha da Fraternidade 2018 elenca alguns de seus objetivos como: analisar as diversas formas de violência e quais são as consequências delas para a sociedade ( por exemplo, o tráfico de drogas), identificar o alcance da violência tanto no âmbito rural, quanto urbano para ver o que pode ser feito para melhorar essa situação.

Em entrevista ao portal Canção Nova, o secretário-executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luís Fernando Silva, lembrou que esse não é um tema novo para os debates da Igreja, mas que agora se faz ainda mais necessário “Esse tema já foi discutido na década de 90, num contexto em que o país vivia a recessão militar e dentro desse contexto foi possível mapear diversas formas de violência”, diz Pe. Luiz.

Sem violência

Esse lema escolhido para a Campanha da Fraternidade 2018 acaba se tornando uma verdadeira missão para todos nós. Reconhecer todas as maneiras de violência para conseguir superá-las da melhor maneira possível é um grande e importante desafio atual. E quando falamos de violência não falamos somente das ações mais abrangentes, que requer competências que vão além do nosso poder, como a implementação de novas políticas públicas. O texto-base fala também em cuidar para que valorizemos o ambiente familiar, de convivência e sempre sejamos testemunhos do amor e do perdão.

Aline Imercio
Imagem: Cartaz oficial da CF-2018 (CNBB)


2018 – O ano que a Igreja dedicou aos agentes leigos

Desde 26 de novembro de 2017 até o dia 25 de novembro deste ano, a Igreja Católica no Brasil celebra o chamado “Ano do Laicato”. Um momento ímpar para valorizar e refletir sobre a participação dos cristãos leigos e leigas na sociedade e a sua missão na igreja.

Qual é a importância dos leigos na Igreja Católica?

Por muito tempo, muita gente achou que os leigos são aqueles que só ouvem e pouco fazem na igreja, outros consideravam que eles eram os mais inferiores, já que na hierarquia padres e religiosos estariam bem a frente deles nessa questão. Mas, não é isso que acontece e o ano do Laicato mostra isso. Os leigos são todos os cristãos batizados que tornam-se apóstolos missionários da fé. Eles são muito importantes porque são parte da Igreja e têm a missão de evangelizar. É claro que, para pregar a fé, eles vivem também intensamente a fé e o encontro com Deus.

A missão dos leigos e leigas de viver a igreja e evangelizar

Em um texto esclarecedor sobre o Ano do Laicato, o portal da Arquidiocese de São Paulo destaca: “O lugar da atuação e testemunho de leigos e leigas é duplo: de um lado, sua participação é indispensável na vida e na missão interna da própria comunidade eclesial. Cada batizado, participa, de maneira própria ao seu estado, da missão evangelizadora através do testemunho da fé, da catequese e anúncio da Palavra de Deus”, diz o texto publicado no portal.

E na era digital em que vivemos, vale lembrar que a evangelização pode começar por todos os meios sociais, inclusive nas redes de socialização digital. É possível falar de Deus, contar sua experiência e mostrar o caminho de fé, como um exemplo de força.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, Dom Severino Clasen, lembra que os leigos são capazes de terem inclusive a nobre missão de assumirem junto com os religiosos a ação transformadora na Igreja e no mundo “A obra é de Deus e de todos nós”, afirmou Dom Severino ao portal da CNBB.

Diferentemente do que muita gente imagina, o leigo deve ajudar na evangelização. Por isso, muitos dizem que nesse ano que vamos viver uma ocasião ainda melhor quando o assunto é valorização dos leigos e leigas na igreja. Não deve haver desmerecimento, a igreja católica não pode e nem coloca ninguém a frente de ninguém. Somos todos iguais, servos prontos de Jesus e instrumento da evangelização!

Aline Imercio
Imagem: Logo oficial do Ano do Laicato (CNBB)


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte Final

Durante os últimos dois meses contamos um pouquinho sobre a história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Santa Padroeira do Brasil. No último episódio da série falamos um pouco sobre a devoção à mãezinha tão adorada pelos fiéis brasileiros e pelo mundo afora!
Construção do maior Santuário dedicado a Maria:
Quem vê hoje a grandiosidade da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, que fica na cidade de Aparecida, em São Paulo, não imagina que tudo começou com uma pedra fundamental lançada em 1946. A partir daí iniciou-se a construção do primeiro Santuário dedicado a Nossa Senhora Aparecida, que teve sua primeira missa celebrada em 11 de setembro do mesmo ano.

Nos anos de 1980, as atividades principais do Santuário se concentraram na Basílica Nova de Aparecida, que foi consagrada pelo papa João Paulo II, em 04/07/1980, em sua primeira visita ao Brasil. Atualmente, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida é considerada a maior no mundo dedicada à Maria e já recebeu a visita de fiéis do mundo todo e de três papas: João Paulo II, Bento XVI e o atual papa Francisco.

A estrutura do Santuário Nacional dedicado a nossa mãezinha impressiona: 1,3 milhão de metros quadrados , com cerca de 143 mil m² de área construída. Uma Basílica gigantesca que acolhe aproximadamente 12 milhões de fiéis todos os anos. Apesar de ter muitos pavimentos o mais visitado pelos turistas é a região em que fica a imagem original de Nossa Senhora, encontrada por pescadores há 300 anos, além do espaço das sala dos milagres que reúne relatos verídicos de milagres impressionantes realizados por Nossa Senhora Aparecida.

Devoção por Nossa Senhora Aparecida em todo o Brasil:

Em todo o território nacional, temos diversas paróquias dedicadas ao título de Nossa Senhora Aparecida. Aqui no Setor Episcopal Carrão-Formosa, por exemplo, temos a paróquia Nossa Senhora Aparecida que é localizada na Rua Amarais, nº 470.

A devoção pela Padroeira do Brasil também é difundida pelos Missionários do Sagrado Coração, que trabalham em dois Santuários dedicados a ela, localizados em Bauru (SP) e Itapetininga (SP), além de duas paróquias que ficam em São Gabriel da Cachoeira (AM) e Marmelópolis (MG).

Aline Imercio

Fotos: Portal A12.com

NS Aparecida


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte 2

Nossa Senhora Aparecida Original“Nossa Senhora Aparecida é reconhecida” 

No primeiro texto da nossa série sobre a Padroeira do Brasil, contamos como a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida surgiu para os pobres pescadores da região de Guaratinguetá e, em pouco tempo, encantou muitos fiéis.

Por 15 anos (de 1717 a 1732), a imagem de Aparecida fez uma peregrinação pelas regiões de Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguassu. No final deste período, o pescador Felipe Pedroso entregou a imagem ao filho Anastásio. Foi ele quem construiu o primeiro oratório de Aparecida.

Por conta da devoção, em 1740 o vigário de Guaratinguetá, padre José Alves Vilela, construiu a primeira capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, onde os fiéis sempre rezavam o terço e a ladainha.

No ano de 1743, o vigário, impressionado com os milagres da Mãe, fez um relatório, onde pedia ao Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei João da Cruz, para que ele autorizasse a construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora. A autorização chegou e a igreja foi construída no Morro dos Coqueiros, na cidade de Aparecida.

Os primeiros milagres de Nossa Senhora Aparecida:

Primeira Capela de NS AparecidaNão foi só o milagre de trazer muitos peixes aos três pescadores que não encontravam nada no rio, que trouxe a devoção à Mãe Aparecida. A fé das pessoas só aumentava a cada vez que se ouvia um novo milagre. E foi isso que ajudou para que a Igreja reconhecesse o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Destacamos alguns dos mais famosos:

– Velas: Ainda no pequeno oratório dedicado à Aparecida, era comum ver a comunidade se reunir ao redor da imagem da santa para rezar a ladainha. Como de costume, as velas eram acendidas. Em um dia de forte ventania a comunidade viu todas se apagarem repentinamente. Silvana Rocha, uma das que estavam rezando, levantou-se para acendê-las novamente. Mas não precisou. Em instantes, todas as velas acenderam-se sozinhas.

– Menina cega: Gertrudes Vaz, em 1874, enfrentou o desafio de viajar com sua filha cega de Jabuticabal até a cidade de Aparecida. O motivo era de que a menina pedia muito para ir onde ficava a imagem da Santa. Ao chegar perto de Aparecida, a garota disse uma frase que emocionou a mãe: “Olhe, mãe, a capela da santa!”. A partir desse momento, a jovem passou a enxergar.

– Escravo Zacarias: Na época em que a imagem apareceu, era comum no Brasil o regime escravocrata. Certa vez, um escravo chamado Zacarias passou com seu feitor perto do Santuário de Nossa Senhora e pediu para rezar um pouco. Entrou no local, ajoelhou-se aos pés da image de Aparecida e viu suas correntes se romperem. A partir desse momento ele estava livre!

E tanta devoção fez com que fosse criado um Santuário, um dos maiores do mundo, dedicado a Nossa Senhora Aparecida! É o que a gente conta no próximo episódio.

(Continua no próximo mês)

Aline Imercio
Fonte: Portal A12.com
Fotos: Arquivo do Santuário de N.Sra. Aparecida

 

 


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte 1

O ano de 2017 está muito especial para os fiéis católicos. Em maio, comemoramos os 100 anos de aparição de Nossa Senhora de Fátima e, em outubro, será a vez de lembrarmos os 300 anos em que a Mãe Aparecida surgiu nas águas do rio Paraíba, para humildes pescadores brasileiros, tornando-se, anos depois, a Padroeira do nosso país.

Para comemorar esses 300 anos de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, o jornal Santuário de Maria preparou uma série especial que vai contar um pouco da história da padroeira do Brasil nos próximos três meses, começando com a aparição de Nossa Senhora, há idos de 1717…

A Mãe que surge aos humildes pescadores 

Era outubro de 1717, época das capitanias hereditárias. A Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá estava em festa: Dom Pedro de Almeida e Portugal, conhecido como o Conde de Assumar, governador das províncias de São Paulo e Minas Gerais, visitava a cidade. E os pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia acabavam de receber uma missão muito importante de pescar para o jantar que seria preparado para o governador.

Uma missão importante, mas que deixava os pescadores aflitos. Naquela época o Rio Paraíba estava sofrendo com a falta de peixes na região e trazer alimento para um banquete era um grande desafio, que só um milagre poderia salvar.

Depois de várias tentativas os três pescadores não conseguiam nenhum peixe. Foi quando puxaram algo diferente na rede: era uma imagem com o corpo de uma santa. Logo depois, veio a cabeça. Os homens colocaram a imagem no barco e, em seguida, viram o milagre da Mãe acontecer: a rede se encheu de peixes, muito mais que o esperado.

Ao chegarem da pescaria, entregaram a imagem para Silvana, esposa do pescador Domingos, mãe de João e irmã de Felipe. A mulher construiu um altar para Nossa Senhora em sua casa, para agradecer por aquela pesca. Não demorou muito para que todos os sábados os moradores fossem rezar o terço e a ladainha para a santa, que só acumulava cada vez mais milagres.

(Continua no próximo mês)
Aline Imercio
Fonte: Portal A12.com
Foto: Reprodução em cera, do Memorial da Devoção – Aparecida do Norte/SP


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