Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vila Formosa - São Paulo - Brasil

80 Anos de História do Santuário: Parte 6: “Um marco da Vila Formosa”

VILA FORMOSA (minhamemoriazonaleste.com.br) (1)

Quem visita a Vila Formosa hoje, sabe que o bairro é um dos mais valorizados da Zona Leste de São Paulo, mas nem sempre foi assim. A região, que era considerada um punhado de terra de chão batido, pertenceu a Brás Cubas e, depois, foi vendida à família Jacob, de origem libanesa, em meados de 1920. O loteamento que daria a origem ao bairro foi feito pela Companhia Melhoramentos do Brás. O desejo em povoar a região era tamanho que, a cada pessoa que comprava um pouco de terra, eram dados 30 mil tijolos – como forma de incentivo para construção, o que se estendeu até 1940. E, no meio desse tempo, a região também ganharia uma de suas maiores e mais representativas edificações: o Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

Como rememoramos aqui, durante os capítulos desta série, cada acontecimento histórico do Santuário sempre contou com uma intensa movimentação do bairro. Além dos queridos romeiros, nosso Santuário sempre contou muito com a ajuda do povo da Vila Formosa, por isso nosso carinho tão especial pelo bairro. E, do outro lado, não poderia ser diferente. A história dos 95 anos da Vila Formosa não consegue ser contada sem que o Santuário, cartão-postal do bairro, seja lembrado. É a grande Igreja dedicada a Nossa Senhora do Sagrado Coração que sempre trouxe, e ainda traz, muitos visitantes para o bairro.

Por que o bairro foi escolhido para acolher o Santuário?

A resposta é bem simples. Como vimos no nosso primeiro capítulo, a primeira capela dedicada a Nossa Senhora do Sagrado Coração ficava a algumas quadras do Santuário atual, mais precisamente onde agora está localizada a agência do Banco Bradesco, na praça Sampaio Vidal. O local foi escolhido porque a Companhia Melhoramentos do Brás doou o terreno para construção da Igreja. E só em 1945, a construção do Santuário, onde ele se localiza atualmente, se iniciou.

Hoje, um grande marco da Vila Formosa, com certeza, é o nosso Santuário e, um dos mais importantes eventos do calendário do bairro, é a tradicional festa que acontece em maio, dedicada a Nossa Senhora do Sagrado Coração!

Aline Imercio
Foto: Arquivo do Santuário


80 anos de História do Santuário Parte 5: A histórica Parada Marial de 1954

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Quem lembra dos primeiros anos de existência de nosso Santuário não esquece um evento que marcou muito pela quantidade de fiéis presentes: a Parada Marial!

Era dezembro de 1954, e o Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração tinha o desejo de fazer uma grande festa, afinal, se encerrava o Ano Santo Marial que comemorava o centenário da instituição do dogma da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, os cem anos da congregação dos Missionários do Sagrado Coração e os quinze anos de existência de nosso Santuário.

Além dessas razões, que já justificariam a grande festa, também existiu um outro motivo muito importante. É que o Cardeal Arcebispo de São Paulo na época, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, também esteve presente no Santuário neste dia em uma missão muito especial: o então sumo pontífice, Papa Pio XII, havia lhe pedido para que coroasse a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

A Coroação ocorreu no dia da Parada Marial e foi assistida por milhares de fiéis. Duas coroas de ouro, com diamantes e pedras preciosas, foram colocadas na cabeça de nossa Mãe e do Menino Jesus. A cena emocionou e marcou muito quem estava presente. Não é difícil achar um fiel mais antigo relatando a emoção vivida naquela parada que também encheu de expressões de fé as ruas da Vila Formosa, com procissões, cânticos e ritos de louvor. Um evento que, com certeza, ficou marcado na história dos oitenta anos do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Posteriormente, nosso Santuário ainda realizou mais duas Paradas Mariais, que também foram especiais e cheias de devoção!
Aline Imercio
Fonte e Fotos: Livro-Tombo do Santuário NSSC


80 anos de História do Santuário Parte 4: A chegada do Carrilhão de Sinos 

 

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Continuando a nossa série sobre as memórias do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, chegou a hora de falarmos sobre a chegada do imponente carrilhão de sinos que fica na torre de nossa Igreja. A chegada do carrilhão, assim como sua estrutura, é histórica e merece ser lembrada.

Tudo começou em 1949 quando, de férias, o então pároco e reitor Pe. Francisco Janssen, MSC, visitou a Holanda. Por lá, ele encontrou um carrilhão enorme que o fez ficar apaixonado. Assim, ele adquiriu para o novo Santuário um conjunto de 47 sinos, que pesava 6.800 Kg, mesmo sem dinheiro. E como conseguiu pagar? Com a doação dos fieis em uma campanha especial da Revista de Nossa Senhora e na realização de uma exposição dos sinos e das peças do carrilhão no Salão Paroquial, com visitação paga. “Exposição essa que, depois, com a ajuda do Pe. Francisco, Sr. Manoel Vitor e outros parceiros, foi transferida para a Galeria Prestes Maia, no centro de São Paulo. E assim foi possível pagar o carrilhão”, lembra Nélson Coquieri, devoto e funcionário do Santuário. O carrilhão do Santuário foi inaugurado em uma solenidade que reuniu o povo da Vila Formosa e muitas autoridades internacionais, em 29/04/1951.

O primeiro carrilhonista do Santuário e também da América Latina foi o Sr. Adacyr Ferrari, que aprendeu o ofício com um maestro holandês convidado pelo Pe. Francisco. Atualmente, o carrilhão continua vivo e cheio de histórias na torre de nosso Santuário e quem o toca frequentemente, há mais de 15 anos, é Deise Negri. Formada em piano, Deise, em um momento de oração, começou a frequentar mais as Missas do Santuário e viu que poderia colaborar com algo. “Senti que a Igreja tinha necessidade de músicos, me ofereci para tocar nas missas. Em uma ocasião, Camila Queiroz, tocava nas missas e num dia de festa me convidou para ajudá-la no carrilhão. Desde então, não parei mais!”, diz Deise.

A sensação de tocar esses sinos do Santuário carregados de história, Deise descreve como a melhor possível: “É sempre um momento de entrega. Estou envolvida pela fé e pelo forte desejo em tocar os corações dos que ouve. Sinto uma forte emoção em tocar o carrilhão, porque sei que meu toque invade as casas, com os sons dos sinos que nos remete às alturas. Melodias criteriosamente escolhidas em louvor a Nossa Senhora, Rainha Maria Santíssima!” Não é por acaso que a torre é conhecida como a “Torre que canta”.

Hoje o carrilhão, por conta da idade, já não tem o som presente como antes. A participação especial do instrumento acontece no último domingo de maio, em que celebramos a Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração. “Gostaria de tocar com mais frequência, mas a engrenagem do carrilhão já está muito rígida e danifica, machuca minhas mãos. Quando o toco tenho que enfaixar minhas mãos e mesmo assim ficam doloridas. É uma pena, pois, a vontade é de tocá-lo todos os meses”, finaliza Deise.

Mesmo já não sendo tão novo, o carrilhão de sinos no alto da torre não deixa de emocionar e trazer muita alegria para os fiéis!

Aline Imercio
Fotos: Livro-Tombo do Santuário e Patrícia Pelizzari


80 anos de História Parte 3: A chegada da grande imagem de N. Sra. do Sagrado Coração

80 Anos de História do Santuário – Parte 3: A chegada da grande imagem de N. Sra. do Sagrado Coração

 

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No capítulo passado da nossa série sobre os 80 anos do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, falamos sobre as campanhas que ajudaram a construir o lindo espaço que temos hoje. Neste capítulo vamos falar sobre como foram as atividades iniciais de edificação do Santuário e da chegada da imagem de Nossa Senhora!

Foi no final da década de 1940 que os moradores da Vila Formosa começavam a ver que a construção do Santuário dedicado a Nossa Senhora do Sagrado Coração seria realmente grande. No ano de 1950, uma enorme divisória que separava em duas partes essa construção caiu por terra, sendo apresentada ao povo a belíssima nave arquitetônica que, desde essa ocasião até hoje, recebe nossa comunidade e inúmeros peregrinos e romarias. A colina, onde se localiza nossa igreja, passou então a ser chamada de “Colina Sagrada”. Uma curiosidade é que essa colina tem o mesmo nível do marco zero da Sé e, por isso, na edificação há um lacre protegido pela prefeitura de São Paulo.

A chegada da Imagem de Nossa Senhora

A linda imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração chegou ao Santuário em abril de 1948. Com o projeto de uma edificação tão grandiosa, a imagem não poderia ser diferente: 2,3 metros se altura! A chegada da imagem foi cheia de festa, passando, primeiro pelo Externato de Nossa Senhora Auxiliadora, onde as filhas de Dom Bosco a recepcionaram.

Em um caminhão todo decorado, a grandiosa imagem de Nossa Senhora passava em procissão pelas ruas de Vila Formosa até chegar ao Santuário. “Vinha gente de todo lado. Carros enfileiravam atrás do caminhão-andor. Ao apontar a colina sagrada no marco-zero da Vila Formosa, uma multidão a esperava”, diz Nélson Coquiéri, devoto e funcionário do Santuário.

Essa devoção toda se repetiu por anos com a tradicional procissão. “Por muitos anos, ela era feita vindo da Água Rasa. O Sr. Antonio Coquiéri levava em seu caminhão o andor até o posto de gasolina que ficava entre a Av. Álvaro Ramos e Av. Regente Feijó”, lembra Nélson.

A imagem de Nossa Senhora chegou no Santuário que ainda não estava totalmente construído, mesmo assim, ficou no altar provisório e as edificações continuaram, agora sob as bênçãos da Mãe, que acompanhava de perto.

E como foi a construção e a inauguração do tão admirável Carrilhão de Sinos do Santuário? Vamos falar um pouco mais sobre isso em nosso próximo episódio!

Aline Imercio
Fonte e Fotos históricas: Livro-Tombo do Santuário de N. Sra. do Sagrado Coração


80 anos de História do Santuário – Parte 2: O início da construção do nosso Santuário

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No episódio anterior da nossa série sobre os 80 anos de existência paroquial do nosso Santuário, falamos sobre o começo de tudo: a construção da pequena capela dedicada a nossa Mãe, na região central da Vila Formosa que, logo depois, se tornaria a Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração. Mas, como aconteceu a transição da simples Paróquia para o grande Santuário que temos hoje? É o que vamos explicar nesse segundo capítulo!

O ano era 1945 e o Padre Francisco Janssen MSC (pároco de 1942 a 1957) começou a construção do nosso lindo Santuário. O projeto, importado da Holanda, era tão grande que se dividiu em partes, a primeira delas começou na frente da Igreja até a torre. Quem morava nos arredores já começava a ver e se admirar com a grandeza que seria o Santuário dedicado a tão amada Nossa Senhora do Sagrado Coração.

Mas, você deve estar se perguntando como os custos para uma tão grandiosa construção foram arcados, certo? A resposta é principalmente por doação e por meio de grandes campanhas realizadas na época.

Campanhas para a construção do Santuário:

Uma das campanhas era simples, mas foi muito eficaz para termos o Santuário que conseguimos hoje: Cada fiel doador recebia uma cartela com um terço desenhado e a imagem de Nossa Senhora ou do Santuário ao centro. Conforme o fiel fosse rezando, ele pintava as bolinhas do terço e, a cada bolinha pintada, depositava sua contribuição para construção do Santuário. Depois de pintar todo o terço, o desenho era entregue na secretaria paroquial, com o lema “Dei um terço a Nossa Senhora”. Alguns doadores foram também tão importantes para a construção de nosso Santuário que são hoje homenageados em um dos 47 sinos da Igreja.

Outra campanha também bem famosa na época foi a “Dei uma cesta de Natal para Nossa Senhora”, e essa cesta era composta de… tijolos! Isso mesmo! Por faltarem ainda alguns deles para o acabamento do Santuário, a também conhecida como “campanha do Ximbó” (personagem criado pela Revista de Nossa Senhora do Sagrado Coração para impulsionar a campanha) pedia ao povo que doasse uma cesta cheia de tijolos para igreja. Ela funcionava como a campanha anterior: a cada tijolo doado era pintado um no desenho do anúncio e depois entregue à secretaria. Até hoje, os fiéis mais antigos se orgulham em saber que alguns tijolinhos que agora sustentam o grande Santuário foram doados por eles, no passado.

Como terminou essa construção? Quando o povo começou a frequentar o Santuário que conhecemos hoje? É o que a gente conta no próximo mês!

 

Aline Imercio
Fonte e Fotos históricas: Livro-Tombo do Santuário de N. Sra. do Sagrado Coração


80 anos de história do Santuário – Parte 1: “Como tudo começou”

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Em 2019, nossa comunidade comemora 80 anos de existência! É claro que esperamos uma festa à Nossa Senhora do Sagrado Coração muito especial, cheia de romeiros e fiéis para comemorar essa tão importante data. Mas as comemorações não ficarão só em maio de 2019, afinal por aqui elas já começam agora. A partir deste mês até maio do próximo ano, estreamos no jornal Santuário de Maria a série “80 anos de história do Santuário”, com muitas curiosidades sobre a existência e a fundação de nossa Paróquia!

E para começar, vamos fazer uma pergunta para você: como você imagina que era o Santuário no seu primeiro ano de existência? Bom, se a sua resposta foi “exatamente como ele é hoje” está enganado. Nosso Santuário começou com um projeto muito mais simples: uma capela instalada na frente da Praça Sampaio Vidal, em um terreno doado por uma importante fábrica da época (atualmente, há uma agência de banco nessa localização). O espaço era bem menor do que o de hoje, mas a fé continuava forte. A pequena Paróquia, que tinha como pároco seu fundador Pe. Jerônimo Vermin, enchia de fiéis a cada Missa, como aconteceu na bênção inaugural da capela, no dia 22 de janeiro de 1939 (nosso reconhecimento paroquial pela diocese foi assinado em 13 de novembro de 1939).

“A paróquia era simples, mas muito zelosa, ajeitada. Só de pensar que tudo começou dali! As festas eram em frente a capela. Naquela época era muita gente, fiéis cheios de alegria em estar participando do início de tudo”, conta Nelson Coquieri, devoto e funcionário do Santuário. Nelson também lembra da emoção de quando encontra algum fiel que participou dessa fundação há quase 80 anos. “Às vezes, as pessoas mais antigas contam a história do Santuário e a gente nota no canto dos olhos uma pequena lágrima, não de tristeza, mas, sim, de alegria”.

Se o início da pequena Paróquia dedicada à Nossa Senhora do Sagrado Coração já emociona, imagina quando se começou a projetar o enorme Santuário que temos hoje, mas, afinal, como começou essa construção? É o que a gente conta para você, leitor, no próximo episódio da nossa série!

Aline Imercio

Fotos e dados históricos: Livro-tombo do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Santa Ana e São Joaquim: os avós de Jesus Cristo

Entre as muitas comemorações do mês de julho, celebramos, no dia 26, São Joaquim e Santa Ana, os santos padroeiros dos avós. Eles foram os pais de Maria Santíssima e os avós de Jesus Cristo.

A celebração do Dia dos Avós tem como objetivo destacar e promover o papel do vovô e da vovó no seio familiar, onde eles são os suportes afetivos, religiosos e, por vezes, financeiros da família.

Quando o tempo dos pais para brincar com os filhos se torna escasso, os avós ocupam seu espaço, oferecendo carinho e afeto para os netos. Quando os pais não conseguem dar aos filhos os brinquedos que estes gostariam de ter, torna-se comum a intervenção dos avós que dão presentes especiais por ocasião do natal, da páscoa e do dia das crianças.

No dizer do beato João Paulo II, “os avós são os guardiões da fé, da vida de oração e da educação dos valores cristãos”. Muitas são as pessoas que devem sua iniciação na fé aos avós. Em muitas famílias, são eles que ensinam as primeiras orações às crianças, e é sempre maior o número de crianças que são levadas para a catequese pelas mãos dos avós.

Existem coisas que a escola não ensina e que não estão escritas em nenhum livro. Coisas que só a experiência de vida ensina. Celebrar o Dia dos Avós significa celebrar a experiência de vida e reconhecer o valor da sabedoria adquirida no convívio familiar, lugar especial para a aprendizagem das virtudes cristãs.

Ao lado dos avós que são felizes com suas famílias, lamentamos a existência de muitos idosos abandonados e mal cuidados. Em vez de receberem o afago dos filhos e netos, são jogados nos cantos das casas ou abandonados em asilos. Até o dinheiro que recebem na aposentadoria é confiscado a muitos deles. No Dia dos Avós, não podemos esquecer deles e, quem sabe, aproveitar o dia para uma mudança de atitude.

O espaço e o contexto celebrativo do Dia dos Avós, sem dúvida, é a família, onde eles aparecem como fundamentos e troncos das futuras gerações. A família que valoriza seus ancestrais se torna verdadeiramente um tesouro dos povos, o maior patrimônio da humanidade.

A você Vovô e a você Vovó damos os nossos parabéns. Rogamos as bênçãos de Deus para que continuem firmes na saúde e na alegria, servindo a família e a sociedade com sua experiência de fé e vida cristã.

Pela intercessão de São Joaquim e Santa Ana, desçam sobre vós as bênçãos de Deus. Amém!
Fonte: www.cleofas.com.br

(texto de Dom Canísio Klaus, Bispo de Santa Cruz do Sul/RS)


Os Santos das Festas Juninas

As Festas Juninas brasileiras são uma tradição trazida pelo povo europeu que habitou nosso país ao longo dos séculos. Essas festas, no âmbito da Igreja Católica, existem para comemorar o exemplo de vida de 4 importantes santos de nossa trajetória. Confira aqui quem são esses santos e suas datas de comemoração, no calendário litúrgico:

Dia 13 – Santo Antônio de Lisboa, Confessor e Doutor da Igreja 

Também é conhecido como Santo Antônio de Pádua, por ter vivido nessa cidade italiana. É um dos santos mais populares em todo o mundo. Nasceu em Lisboa, e depois de ser algum tempo agostiniano ingressou na Ordem franciscana, da qual foi um dos maiores expoentes. Pregou na Itália e no sul da França, conseguindo muitos milhares de conversões. Combateu arduamente a heresia dos cátaros e patarinos, dominante no seu tempo, pelo que o chamavam de ” incansável martelo dos hereges “. Não apenas os combatia no púlpito, pela pregação, mas também por meio de milagres espantosos. Sabia de cor quase todas as Escrituras e tinha um dom especial para explicar e aplicar as mais difíceis passagens. Faleceu em 1231, com apenas 36 anos de idade. Sua língua, que tanto pregara a palavra divina, foi preservada da corrupção e até hoje é venerada num relicário, em Pádua. Foi cognominado o “Doutor Evangélico”.

Dia 24 – Nascimento de São João Batista, Precursor do Salvador

São João Batista, embora concebido no Pecado Original, foi dele purificado antes de nascer, quando sua mãe, Santa Isabel, foi visitada pela Santíssima Virgem, que por sua vez portava no seio o Salvador. Por isso, São João Batista é o único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia — além da própria Virgem Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado.São João Batista o precursor de Jesus Cristo sem medo anunciou a sua chega com grande coragem, sigamos o seu exemplo.

Dia 29 – Comemoração de São Pedro e São Paulo, Apóstolos

Neste dia, a Santa Igreja comemora as duas grandes colunas da Igreja nascente: São Pedro, Príncipe dos Apóstolos e Vigário de Jesus Cristo, e São Paulo, o Apóstolo dos Gentios.

São Pedro

Simão, pescador, foi um dos primeiros apóstolos escolhidos por Jesus Cristo para ser “pescador de homens”. Apesar de suas falhas humanas, como o fato de ter negado a Jesus por 3 vezes na Paixão de Nosso Senhor, seu arrependimento sincero fez com que Cristo perdoasse seus pecados.

Simão passou a se chamar Pedro, tendo seu nome em muitas partes da Bíblia citado como Simão Pedro, pois Jesus assim o nomeou, nesta passagem do Evangelho:

“E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos Céus: e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus.” (Mt. 16, 18).
É também a partir dessa passagem bíblica que compreendemos que São Pedro, por meio do anúncio de Jesus, foi o primeiro Papa de nossa Igreja, sendo o pastor do rebanho de Jesus Cristo após a ascensão do Senhor.

São Paulo: 

Paulo também é chamado de “Apóstolo”, mesmo tendo tido sua conversão após a Ressurreição de Cristo, por ter sido o maior anunciador do cristianismo depois de Jesus Cristo. Entre as grandes figuras do cristianismo nascente, a seguir a Cristo, Paulo é de fato uma das mais importantes personalidades que conhecemos.

Jesus Cristo estava sempre diante dos seus olhos e no seu coração. Assim, para Paulo, Jesus Cristo é vida, luz, sabedoria, salvação, norma de vida, água viva, fonte de graça e de justificação, Criador do Universo, Filho de Deus, que encarnou por obra do Espírito Santo.

Com relação às Festas Juninas Católicas, é importante saber e entender:

Não é atribuída a nossa Igreja muitas “tradições de cultura popular” que a grande mídia tem o costume de propagar neste período. A Festa Junina da Igreja Católica celebra a vida e o testemunho de fé dos nossos santos. Portanto, fiquem atentos e não associem à nossa Igreja Católica elementos que não têm nada a ver com ela (como a crendice das simpatias, por exemplo, que não têm ligação nenhuma conosco).

Sejamos seguidores de Jesus Cristo, como os Santos Juninos:

Olhando a vida de Santo Antonio, São João Batista, São Pedro, São Paulo e todos os santos e santas que seguiram a Jesus Cristo com tanta fidelidade, possamos nós também lutar pela santidade continuando sendo seguidores do caminho. Lembrando também, e principalmente, que no mês de junho comemoramos a grande solenidade do Sagrado Coração de Jesus, sempre na sexta-feira da semana seguinte ao dia de Corpus Christi!

Amado seja, por toda parte, o Sagrado Coração de Jesus. Eternamente!

Ewerton Costa
Fonte: www.cancaonova.com
Foto: Arquivo PasCom NSSC


Maio, o mês de Maria!

Você já deve ter percebido que o mês de maio, na Igreja Católica, é sempre dedicado a Maria. Mas, você sabe por que é justamente esse o mês dedicado a nossa mãezinha?

Bom, primeiro precisamos entender que essa tradição não é atual mas, sim, bem antiga. Foi na Idade Média que se começou a celebrar 30 dias com exercícios piedosos para honrar Maria, uma devoção chamada de Tricesimum. Mas, não era durante o mês de maio, esses trinta dias na verdade aconteciam entre agosto e setembro.

Então, por que Maio virou o mês de Maria? A razão foi a de que buscou-se celebrar então toda essa devoção a Nossa Senhora em um mês que se celebrava a chegada da Primavera no hemisfério norte.

Para os devotos, a Primavera seria o período de renascer as esperanças (que podem ter ficado perdidas com o rigoroso inverno), assim como a Mãe de Jesus fez nossa grande esperança no mundo, o Filho de Deus.

Na Grécia antiga, maio era o mês em que a civilização comemorava a fecundidade, de onde vem também a associação à fecundidade de Maria, grande mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ah, e sem contar que maio também é o mês do Dia das Mães, em nosso calendário civil.

E você, como começou este mês de Maria? Participe da Santa Missa, reze o Rosário e peça sempre a intercessão e a proteção de Nossa Senhora. “Pede à Mãe que o Filho atende!”


Campanha da Fraternidade 2018 : Fraternidade e Superação da Violência

Se tem um tema que a gente ouve falar todos os dias nas rádios, nas ruas, na televisão, nos jornais, é a violência. O tempo todo tememos um assalto, uma reação mais violenta de alguém próximo, uma intolerância de alguém na rua e, por isso, muitas vezes perdemos a nossa paz de espírito. Todos os anos a igreja católica escolhe um tema para a tradicional campanha da fraternidade e, nesse ano, o tema mais urgente é a violência. Com o a frase “Fraternidade e superação da violência”, a campanha promete discutir como a união é capaz de trazer a cultura da paz.

“Vós sois todos irmãos” (Mt 23, 8)

Esse será o lema da Campanha da Fraternidade 2018. Nele há a passagem onde Jesus repreendeu os fariseus e mestres da lei por valorizarem a sociedade em hierarquia, Ele então propõe um modelo mais fraterno, que é justamente o que precisamos hoje para reduzir a violência em todos os lugares.

O tema vem após dados cada vez mais alarmantes e crescentes de violência em nosso país. Em seu texto base, a Campanha da Fraternidade 2018 elenca alguns de seus objetivos como: analisar as diversas formas de violência e quais são as consequências delas para a sociedade ( por exemplo, o tráfico de drogas), identificar o alcance da violência tanto no âmbito rural, quanto urbano para ver o que pode ser feito para melhorar essa situação.

Em entrevista ao portal Canção Nova, o secretário-executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luís Fernando Silva, lembrou que esse não é um tema novo para os debates da Igreja, mas que agora se faz ainda mais necessário “Esse tema já foi discutido na década de 90, num contexto em que o país vivia a recessão militar e dentro desse contexto foi possível mapear diversas formas de violência”, diz Pe. Luiz.

Sem violência

Esse lema escolhido para a Campanha da Fraternidade 2018 acaba se tornando uma verdadeira missão para todos nós. Reconhecer todas as maneiras de violência para conseguir superá-las da melhor maneira possível é um grande e importante desafio atual. E quando falamos de violência não falamos somente das ações mais abrangentes, que requer competências que vão além do nosso poder, como a implementação de novas políticas públicas. O texto-base fala também em cuidar para que valorizemos o ambiente familiar, de convivência e sempre sejamos testemunhos do amor e do perdão.

Aline Imercio
Imagem: Cartaz oficial da CF-2018 (CNBB)


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