Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vila Formosa - São Paulo - Brasil

Os 100 anos da Legião de Maria 

12Uma associação de leigos dispostos a ajudarem a Igreja e a comunidade por meio da oração e do trabalho apostólico, sob a proteção de Nossa Senhora. Esse é o objetivo do movimento da Legião de Maria, que nasceu em Dublin (Irlanda) a partir da ideia de um leigo,  Frank Duff, na data de 07 de setembro de 1921. Portanto, em 2021 a Legião comemora 100 anos de fundação e faz um saldo muito positivo de seus dons impostos no início do movimento.

Ao participar da Sociedade de São Vicente de Paulo, Frank Duff viu uma tamanha necessidade dos pobres, tanto de bens materiais quanto espirituais. A definição da Legião de Maria é esta: “Uma Associação de Católicos que, com a aprovação da Igreja e sob o poderoso comando de Maria Imaculada, se constituíram em Legião para servir na guerra, perpetuamente travada pela Igreja contra o mal que existe no mundo” (Manual Oficial da Legião de Maria, página 3).

Em todo o mundo, e em muitas paróquias, a Legião foi se instituindo ao longo do tempo e fazendo sempre trabalhos muito significativos, além de trazer a noção da importância da oração à vida dos leigos. No Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, a Legião de Maria é bem atuante, constituindo na Commitium Imaculada Vila Formosa  um total de 160 legionários ativos (que se reúnem frequentemente) e 898 auxiliares (que ajudam de maneira muito preciosa na oração, em qualquer lugar que estejam). Há 64 anos presente em nossa comunidade, os legionários e legionárias não deixaram de estar unidos como “exército em ordem de batalha” nem mesmo no auge da pandemia, deixando as reuniões online como uma solução. Um movimento muito importante para espiritualidade de toda a comunidade!

Se você se interessou em fazer parte da Legião de Maria, seja como membro ativo ou auxiliar, entre em contato com a Secretaria Paroquial do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

Aline Imercio 
Foto: Arquivo da Legião de Maria 


A história do Apostolado da Oração

Peregrinação Apostolado - Beto RochaNo dia 3 de dezembro de 1844, jovens jesuítas da cidade francesa de Vals, estavam inquietos com o testemunho de missionários que tinham vindo da África e da Índia. Ainda no seminário, eles queriam partir para missão nesses locais, a fim de evangelizar e cuidar de quem mais precisava. Mas um padre, chamado Francisco Xavier Gautrelet, recordou a esses jesuítas que eles precisavam primeiro concluir os estudos para depois partir em missão. E o padre também propôs que, enquanto isso não acontecia, eles fizessem um movimento de oração pessoal e comunitária, onde oferecessem a vida diariamente pela missão da igreja. Os jovens jesuítas gostaram da ideia e assim nasceu esse movimento tão forte nas igrejas do mundo todo até hoje.

O Apostolado da Oração é um movimento eclesial, que procura viver a espiritualidade apostólica e eucarística brotada do Sagrado Coração de Jesus e fundamentada no mistério da Paixão de Cristo. É uma união de fiéis que se oferecem, de forma cotidiana, para a continuidade da obra de nossa redenção. É também conhecido como a Rede Mundial de Oração do Papa, a serviço dos desafios da humanidade e da missão da Igreja com o propósito de ajudar os cristãos a rezarem as intenções do Santo Padre.

Em nosso Santuário, o Apostolado da Oração atua há 79 anos. Sempre rezando nessas premissas e por todas intenções que chegam, o Apostolado se reúne em toda primeira sexta-feira do mês para louvar o Sagrado Coração de Jesus e renova seus votos no dia da Solenidade, em junho. Sempre se mobiliza na realização de eventos de oração e evangelização e é um grupo conhecido em nossa comunidade como “aqueles que tem uma oração forte que chega aos céus”. O Apostolado está aberto para acolher novos membros e, para isto, basta se inscrever na nossa Secretaria Paroquial.

A foto que ilustra esta reportagem destaca a forte presença dos grupos do Apostolado da Oração da Região Episcopal Belém reunidos em abril de 2016, durante o Ano Jubilar em que o Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, por instituição do Papa Francisco, foi uma das Portas Santas da Misericórdia e acolheu diversas peregrinações.

Aline Imercio 
Foto: Beto Rocha 

 


2021: O ano dedicado a São José

 

São José - VaticanoMuita fé, esperança e dias melhores. É isso que pessoas ao redor do mundo todo esperam para o ano de 2021. Depois de tanta dor causada pelo coronavírus, mal que ainda persiste entre nós, a esperança da eficácia da vacina renasce em nossos corações, mas também nos pede força e perseverança na fé. E, antes mesmo de sofrermos os males de 2020, sua Santidade Papa Francisco já havia escolhido que 2021 seria o Ano de São José. E o que isso significa?

A escolha de 2021 como o Ano de São José é simbólica. Esse ano jubilar se iniciou em 8 de dezembro de 2020, data que marca os 150 anos da proclamação de São José como guardião universal da Igreja. E, em uma carta de próprio punho, Sua Santidade Papa Francisco justificou ainda mais essa escolha: o Santo Padre disse que pretende despertar no coração de todos os fiéis o conhecimento mais profundo daquele que é o pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tradicionalmente, a história da Igreja e do Catecismo destacam o sim da Santíssima Maria, mas o sim de São José também teve um grande valor. Com uma noiva virgem prestes a ser sua esposa, José disse sim quando viu sua mulher grávida daquele que seria o Cristo, e o cuidou com muito carinho.

Em sua carta, o Papa ainda destaca a figura de São José como um grande exemplo a todos os pais. Jesus era extremamente educado e fraternal, e isso se deve também à educação que seu pai adotivo lhe deu. Para o Papa Francisco, José é um pai presente, algo que pode não ser tão comum em nossa sociedade, criou Jesus e o deixou fazer suas próprias escolhas.

Por fim, a chamada carta Patris Corde, em que Sua Santidade Papa Francisco convoca o Ano de São José, termina com uma oração que mostra em sua última frase a extrema devoção e confiança que teremos que ter em São José para invocá-lo neste ano tão desafiador. Diz assim: “Que não se diga que eu Vos invoquei em vão e, dado que tudo podeis junto de Jesus e Maria, mostrai-me que a vossa bondade é tão grande como o vosso poder”.

Aline Imercio
Fonte e foto: Vatican News


A Encíclica Fratelli Tutti

Fratelli TuttiFoi lançada, no início do mês de outubro, a Encíclica Fratelli Tutti, escrita por Papa Francisco. Encíclicas são cartas escritas pelo Papa e enviadas a todos religiosos do mundo, com direcionamentos importantes para serem seguidos. Nesta terceira encíclica escrita por Vossa Santidade, a ligação com São Francisco de Assis é grande e importante, principalmente no que diz respeito ao seu exemplo de humildade e de evangelização.

O documento,  com oito capítulos, traz como objetivo promover a aspiração mundial à fraternidade e amizade social, que seriam um caminho para construir um mundo melhor. A carta traz entre seus temas a necessidade da justiça social, a emergência atual de vivermos como irmãos solidários e os importantes conceitos de justiça, liberdade e democracia.

“Com a publicação de Fratelli Tutti, Papa Francisco se consagra como a grande voz, no cenário internacional, contra os desvarios e injustiças da sociedade atual”, diz o coordenador do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, Francisco Borba, ao jornal da PUC–SP. Podemos dizer que Papa Francisco indica fortemente a fraternidade e a amizade social para a criação de um mundo melhor.

“Entrego esta encíclica social como humilde contribuição para a reflexão, a fim de que, perante as várias formas atuais de eliminar ou ignorar os outros, sejamos capazes de reagir com um novo sonho de fraternidade e amizade social que não se limite a palavras”, diz Papa Francisco no documento.

Desta maneira, o Papa e grande parte da Igreja acreditam que os ensinamentos de São Francisco de Assis ajudam, e muito, a formamos uma sociedade atual ainda melhor.

Aline Imercio
Fotos: Vatican News

 


A importância da Lectio Divina: a Leitura Orante da Bíblia

Bíblia 4Ler a Bíblia é um compromisso de todo cristão. É na Bíblia que temos a comunicação do Senhor com seu povo e com nós mesmos. Pensando nessa necessidade dos cristãos de se aprofundarem cada vez mais no conhecimento da Bíblia, Guido II, um monge francês, lançou o desafio de que todos os fiéis praticassem a Leitura Orante da Bíblia, chamada de Lectio Divina. Isto aconteceu durante a Idade Média, em meados do ano de 1150.

Em um certo dia, em meio aos seus trabalhos, Guido II estava com uma escada em suas mãos, quando pediu a Deus uma visão espiritual. Foi neste momento que ele teve uma visão: na escada, o monge via degraus espirituais: a leitura, a meditação, a oração e a contemplação. Viu, ainda, que nesta escada os monges subiam da terra ao céu. Foi aí que nasceu a Lectio Divina, sustentada por esses quatro degraus.

A Leitura Orante da Bíblia é muito importante para os cristãos, porque não é somente uma leitura rasa, sem interpretação ou qualquer aprofundamento, mas sim uma leitura guiada de onde se extrai pensamentos, lições e até orações. E esse processo todo nos conecta ainda mais com a Palavra de Deus.

Como realizar a Lectio Divina 

Seguindo os passos da escada vista pelo monge Guido II, o primeiro passo da leitura orante é a leitura: ler-se com atenção e cuidado cada palavra escrita no trecho bíblico escolhido, com carinho e atenção plena ao que se está fazendo. Durante a leitura também é importante que nos atentemos ao contexto do que se passa, quem são os personagens envolvidos, o diálogo deles e o ambiente.

A partir da leitura feita, chega a hora de meditarmos ela, seguindo os passos da Lectio Divina. Nesta meditação, devemos analisar o que aquele trecho trouxe de ensinamento para a sua vida pessoal. A meditação examina os detalhes da leitura e nos convida para uma reflexão íntima. A partir disso, seguimos adiante para a oração. Nela, com o auxílio do Espírito Santo, somos convidados a responder a Deus tudo o que meditamos sobre Sua Palavra, a conversar com o Nosso Senhor sobre tudo aquilo que Ele nos trouxe. Partimos, então, para o último degrau que é a contemplação, onde nos envolvemos com o que a Palavra fez em nós e deixamos Deus agir em nossas vidas.

Para o pároco e reitor de nosso Santuário, Pe. Reuberson Ferreira MSC, praticar a Lectio é estar ainda mais próximo de Deus e de Sua Palavra. “A Lectio Divina é importante, porque faz voltar o coração e a mente para o essencial da Igreja, a Palavra de Deus. Deus se fez palavra em Jesus. Medita-lá (através da Lectio) é colocar o coração em Deus”, diz Pe. Reuberson.

E neste pensamento, convidamos você a praticar essa importante atividade da leitura orante em seu dia-a-dia e a observar sua proximidade cada vez maior com Deus e Sua Palavra. Respostas virão.

Aline Imercio
Ilustração: Arquivo PasCom NSSC


O apelo do Papa Francisco para o “contágio da esperança”

papa-ascomNossos tempos são muito difíceis e contar com as palavras da Vossa Santidade Papa Francisco, como alento, é sempre um grande consolo. Desde  que o coronavírus começou a se espalhar pelo mundo e se tornar uma pandemia, Papa Francisco diz rezar para a cura do corpo e da alma, e essa cura nos ajuda muito.

Quem é cristão católico jamais se esquecerá da cena. Dia 27 de março de 2020, o mundo começava a se desesperar com os números de mortos e doentes, diante da pandemia do coronavírus, as ruas da Itália, país que mais sofria naquele momento, estavam vazias. No centro da úmida praça São Pedro, estava Papa Francisco, com sua Bíblia pronto para rezar – pela primeira vez na história do Vaticano – sozinho, na praça vazia. Naquela data, o Papa deu a indulgência plenária ao mundo inteiro, rezou na imagem de Jesus na Cruz que tinha sido também usada na ocasião da Peste na Itália. Todas essas cenas entraram em milhares de casas, pelos televisores e trouxeram certo alento: Papa estava rezando por nós, e Deus conosco!

A situação na Europa se amenizou, mas nas Américas se agravou. E telefonemas de Papa Francisco a bispos brasileiros também trouxeram a nós um pouco de alento. No início de junho, quando a pandemia já estava muito forte no Brasil, o bispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, recebeu uma ligação. Era Papa Francisco trazendo uma mensagem aos brasileiros: “Diga ao povo brasileiro que não apenas rezo por todos vocês, mas também os acompanho de coração”, disse o Papa aos milhões de brasileiros. Francisco também rezou diversas vezes pela região da Amazônia, uma das mais afetadas do país.

Em um ano que o Papa Francisco teve que cancelar todas as suas viagens pelo mundo, as orações de sua santidade chegaram longe. Além de sua espiritualidade e fé que passa a todos nós, Francisco também realizou gestos concretos de solidariedade aos mais pobres, enviou respiradores (para o tratamento do coronavírus) à região da Faixa de Gaza e ao Brasil. O Papa também pediu para que os países parassem de investir em armamentos e investissem esse dinheiro em saúde, para salvar vidas. E sempre enfatiza: “que prevaleça o contágio da esperança”. Que assim seja e que Deus nos proteja sempre!

Aline Imercio
Fotos: Ascom (Vaticano)


Campanha da Fraternidade 2020

cartaz_campanha_fraternidade_2020-031478Como em todos os anos, aqui no Brasil, a quarta-feira de cinzas é marcada na Igreja Católica pelo início da Campanha da Fraternidade – que desde o ano de 1964 chega com um tema escolhido para despertar conscientização e novas atitudes tanto para os fiéis católicos como também para a sociedade em geral. Em 2020, o tema escolhido foi “Fraternidade e Vida: Dom e compromisso” e tem como lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). O tema foi inspirado em Santa Dulce dos Pobres.

Santa Dulce dos Pobres: Exemplo de compaixão

Quem já viu o cartaz da campanha da fraternidade deste ano, se deparou com a imagem de Irmã Dulce – santificada em 13 de outubro do ano passado – rodeada de crianças em um local que remete ao Pelourinho, na Bahia. A imagem faz alusão à bondade e compaixão da santa, que era também chamada de “anjo bom da Bahia”.

No texto-base da Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) sobre a campanha da fraternidade, Pe. Patriky Samuel Batista, secretário executivo de campanhas da CNBB, disse que a mensagem transmitida pelo cartaz é esta: “a vida doada é vida santificada”.

Santa Dulce dos Pobres foi exemplo de bondade, caridade e doação ao próximo. Por isso, o objetivo desta CF inspirada na santa é “conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, que se traduz em relação de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, nossa Casa Comum”.

Aline Imercio
Ilustração: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

 


80 anos de História – Parte Final:   Nosso Santuário hoje e amanhã

 

PARA O CORPO DO TEXTODepois de falar aqui neste espaço, durante pouco mais de um ano, sobre a história tão grandiosa do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração e os seus 80 anos de existência, nada melhor do que ter um episódio que fale sobre o Santuário hoje e no futuro. E para falar sobre o que é e o que poderá ser este espaço sagrado, conversei com o atual pároco e reitor, Pe. Reuberson Ferreira MSC. Confira a entrevista:

Como o senhor vê o Santuário de Nossa Senhora do Coração hoje?

Padre Reuberson: Eu vejo como um importante símbolo religioso na Vila Formosa. Um lugar de passagem de peregrinos, de oração, de fé. Um grande símbolo da presença de Deus no meio da grande cidade.

Quais foram as obras ao longo desses 80 anos que o senhor considera mais importante?

PR: O próprio Santuário já é uma obra importantíssima que foi feita. Tudo nele foi muito bem pensado, tudo muito bem planejado. Detalhes como da arquitetura, que levavam em consideração os aspectos bíblicos, são uma grande obra.

Quais foram as melhorias feitas ao longo dos tempos?

PR: Foram algumas. Por exemplo, a capela de velas foi feita na gestão do Pe. Bertasi. A capela do Santíssimo, também, foi feita posteriormente ao Concílio Vaticano II. Algumas pinturas, que tinham sido escondidas, ganharam espaço na nave da Igreja na gestão do Dom Manoel. E os vitrais também foram recuperados ao longo do tempo.

O que é hoje ser pároco de um Santuário cheio de história como o nosso?

PR: Ser pároco, em primeiro lugar, é ter respeito pela história. Achar que ela é bonita, deve ser revivida e recontada a todos que deste Santuário se aproximam. Segundo, é ter uma visão ampla e dilatada do que esse Santuário precisa. Não é um Santuário qualquer, não é um Santuário pequeno, ele sempre precisa que se sonhe grande.

Como o senhor vê o Santuário daqui a dez anos?

PR: Daqui a dez anos, eu penso o Santuário com três aspectos: Primeiro como local de formação, minha insistência com todos agentes de pastoral hoje é para que vivam a fé e sejam pessoas de conhecimento e ação. Segundo, eu vejo o Santuário como casa de espiritualidade, as pessoas veem aqui para buscar oração e eu aqui quero que as pessoas se sintam vivendo esse espírito de oração. E sonho, por fim, que aqui também seja um lugar de missão. Que os nossos paroquianos se sintam comprometidos realmente com o anúncio do evangelho, por isso sempre trabalho com cursos de espiritualidade e formações.

Quais são as obras mais importantes que temos em andamento hoje? Em termos de estrutura física e de ação pastoral?

PR: Penso em algumas obras de estrutura física. A parte externa do nosso Santuário precisa ser melhorada. Tenho o projeto de construir o Memorial da Torre. Fazer da nossa Torre um espaço aberto para visitas e oração. Segundo, seria transformar a capela de velas em um ambiente mais límpido e de oração, assim como melhorar a loja e os banheiros. Também queremos melhorar as salas de atividades pastorais e tenho sonho de construir, onde hoje é a sala de liturgia um espaço Marial, com mosaicos sobre Nossa Senhora do Sagrado Coração. Projetos que estão em gestação, não necessariamente em andamento. Falando de ação Pastoral, um projeto em andamento é a troca da coordenação das pastorais. Eu tenho me esforçado para alterá-las, porque qualquer coordenação, como um organismo vivo, nasce, cresce e fenece, por isso é necessário que existam novas coordenações para que o Santuário continue sempre vivo e sempre puljante.

Quando o senhor sair do Santuário como pároco, como pretende deixar a comunidade para o novo pároco assumir?

PR: Primeiro, uma comunidade rejuvenescida, formada e convicta da sua fé e espiritualidade e, sobretudo, com compromisso missionário. Quero deixar também as estruturas pastorais funcionando, organizadas, para além do esforço do padre ou não.

Quanto ao número de féis. O senhor percebe um aumento ao longo dos anos?

PR: A nossa paroquia passou por mutações e tem suas variáveis. Eu sinto que hoje a participação das pessoas nas celebrações se mantém igual, as pessoas veem as missas, e elas são cheias, Graças a Deus. Mas lembrando que aqui é um Santuário, então deveria ter mais peregrinações. E, neste sentido, a gente não tem tantas. E eu tenho lutado para que haja mais, com eventos como o Encontro Regional do Terço dos Homens, Encontro Regional do Apostolado da Oração e ano que vem teremos a Peregrinação da Legião de Maria do Estado de São Paulo.

Olhando para o futuro, como seria a festa de 160 anos de nosso Santuário?

PR: Eu imagino uma festa esplendorosa, pessoas vindo de todos os lugares, de todas as regiões para celebrar a verdadeira Mãe de Deus e Nossa. Eu imagino até o tema, poderia ser tirado do livro de Reis: “Fizemos um longo caminho, mas ainda temos uma longa caminhada a percorrer”, dando a entender que o Santuário fez muito, construiu muito e ainda vai fazer muito. Acho que nosso Santuário tem potencial e pode crescer. Aqui as pessoas são extremamente boas, doadas e talentosas. E isso faz com que cada um coloque seu dom a serviço e que o Santuário cresça. Que Deus me dê força para fazer com que nosso Santuário seja novamente grande. Grande em peregrinos, grande em espiritualidade, grande em missão, grande em formação. Amém!

Aline Imercio
Fotos: Arquivo do Santuário


80 anos de História – Parte 16: O Ano Santo da Misericórdia e a Dedicação do Santuário

O ano que marcou a Festa Jubilar de nosso Santuário vem chegando ao fim, e a nossa série sobre a história da paróquia também. Falamos aqui de tantas coisas… Desde o início da ideia de construção do Santuário, até o resultado que temos hoje: um lugar de fé que acolhe milhares de fiéis todos os anos. E para contar um pouco mais sobre os últimos acontecimentos marcantes que tivemos por aqui, este episódio fala sobre o Ano da Misericórdia e a Dedicação do Santuário.

A Porta da Misericórdia no Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Entre as várias ações de Sua Santidade o Papa Francisco, para promover a paz no mundo, a instituição do Ano Extraordinário da Misericórdia mereceu destaque, em 2016. O ano foi decretado pelo Papa para marcar um período em que os fiéis poderiam reconhecer seus pecados e praticar a misericórdia, a fim de ficarem cada vez mais próximos da santidade. Como simbolismo, a Porta Santa da Misericórdia foi espalhada por Igrejas de todo o mundo. E nosso Santuário foi escolhido como um dos lugares para abrigá-la.

O rito de abertura da Porta Santa, em nosso Santuário, aconteceu no dia 13/12/2015 e contou com a participação do Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, e do pároco e reitor na época, Pe. Valdecir Soares Santos MSC. O Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração foi escolhido como o local que teria a representação da Porta Santa na Região Episcopal Belém. Isso fez com que, durante praticamente todo ano de 2016, milhares de peregrinos visitassem nosso Santuário e trouxessem ainda mais testemunhos de fé para nossa história.

Dedicação do Santuário

Um dos momentos recentes mais marcantes da história do nosso Santuário também foi a Dedicação da Igreja e do Altar, que aconteceu em 11/11/2018. A dedicação de uma Igreja significa para nós, católicos, tornar aquele lugar ainda mais sagrado. E foi na abertura deste Ano Jubilar que nossa paróquia recebeu essa graça. Antes do dia da Dedicação, tivemos um tríduo preparatório para que, então, no domingo tivéssemos o rito de Dedicação em si, que foi presidido por Dom Odilo.

A cerimônia foi marcante e a cada detalhe da Dedicação do Altar – que recebeu as relíquias de Santa Terezinha, São José de Anchieta e os Mártires MSC – e da Igreja foram surpreendentes, bonitos, cheios de fé e uma página muito importante para nossa história.

Quer saber ainda mais episódios marcantes em nosso Santuário? Continuamos a contar essa história no nosso próximo episódio.

 


80 anos de história do Santuário: Parte 15 – Nossos Reitores (Capítulo III)

Chegamos à última parte da nossa série que conta um pouquinho da experiência dos párocos e reitores que passaram em nosso Santuário. Estes últimos cinco padres são bastante lembrados por maioria dos nossos fiéis, inclusive jovens e crianças, e deixaram muitas recordações boas na casa de Nossa Senhora.

Confira:

 

Pe. Jorge de Oliveira Gonçalves MSC (1998 a 2001)PE. JORGE

A passagem de Pe. Jorge pelo Santuário aconteceu no histórico período da virada do milênio. Muito querido, entre uma missão e outra em sua valorosa vocação que é exercida nas comunidades do norte e nordeste do país, Pe. Jorge sempre visita o nosso Santuário. Neste Ano Jubilar, foi ele quem celebrou a Santa Missa do 6º Dia da Novena a Nossa Senhora do Sagrado Coração.

 

Pe. Manoel Ferreira dos Santos Jr. MSC (2002 a 2008)DOM MANOEL

Pe. Manoel ainda tinha esse título quando esteve à frente de nosso Santuário. Hoje ele é Dom Manoel, bispo da Diocese de Registro (SP), e enche nossa comunidade de alegria e satisfação por ter tido sua presença por aqui. Na época em que esteve conosco, Dom Manoel trouxe muitos fiéis, fundou pastorais e despertou vocações. Ele também foi o empreendedor de uma grande reforma na fachada, nos afrescos e no carrilhão de sinos do Santuário. Neste ano, foi Dom Manoel quem celebrou a Missa Solene da 80ª Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

 

Pe. Air José de Mendonça MSC (2009 a 2014)PE. AIR JOSÉ

Outro pároco e reitor muito querido, que passou recentemente por nosso Santuário, foi Pe. Air. Sempre comunicativo, Pe. Air investiu em nossa PasCom, onde participava ativamente como responsável pelo editorial deste jornal, e organizou importantes campanhas que construíram a Capela do Santíssimo e restauraram os vitrais do Santuário. Deixou muitos fiéis com saudade quando, após a conclusão do jubileu de 75 anos do Santuário, anunciou sua partida para Campinas, onde atualmente administra a Paróquia São José. Ele é também apresentador na Rede Século 21 e faz periódicas visitas ao nosso Santuário. Foi Pe. Air quem rezou o 1º Dia da Novena a Nossa Senhora do Sagrado Coração, neste ano.

 

Pe. Valdecir Soares Santos MSC (2015 a junho de 2018)PE. VALDECIR

Pe. Valdecir ficou menos tempo do que o habitual dos outros párocos e reitores, aqui no Santuário, porque foi cumprir uma linda e desafiadora tarefa dos Missionários do Sagrado Coração na África, atendendo a comunidades carentes do Moçambique. No entanto, ajudou a escrever nossa história em momentos como o Ano Santo da Misericórdia (08/12/2015 a 20/11/2016) quando este Santuário foi instituído pela Arquidiocese de São Paulo como Porta da Misericórdia para a Região Belém, durante todo aquele Ano Santo. Pe. Valdecir, como um anfitrião, acolheu milhares de fiéis peregrinos que vieram até aqui para receber bênçãos e indulgências de Deus por meio da Porta da Misericórdia.

 

Pe. Reuberson Rodrigues Ferreira MSC (Atual reitor, desde julho de 2018)PE. REUBERSON

E, finalmente, nosso atual pároco, Pe. Reuberson, tem uma bonita história com nosso Santuário. Depois de passar por aqui como seminarista e como vigário, anos mais tarde voltou como reitor e pároco do grandioso Santuário. A missão é grande, mas foi Nossa Senhora que confiou. E sempre com esse pensamento, Pe. Reuberson cumpre sua missão sendo muito admirado pelos fiéis por sua sabedoria e inteligência. Em pouco mais de um ano conosco, já participou de momentos marcantes por aqui, como a dedicação do Santuário e nosso jubileu de 80 anos. Que venham muito mais bênçãos pela frente!

Aline Imercio
Fotos: Arquivo do Santuário


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