Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vila Formosa - São Paulo - Brasil

80 anos de história do Santuário: Parte 13 – Nossos Reitores (I)

A série sobre a história do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração já contou bastante coisa sobre a construção do Santuário, seus fiéis, romeiros e outros detalhes que fazem esse espaço ser, há 80 anos, um lugar de fé e muita devoção em Nossa Senhora. Nos próximos capítulos, será a vez de falar um pouco mais sobre aqueles que ajudaram a formar nossa comunidade e o Santuário exatamente do jeitinho que ele é hoje: nossos párocos, que por aqui também têm a função de reitores.

 

Pe. Jerônimo Vermin MSCPe. Jerônimo Vermin MSC (1939)

Embora o Pe. Jerônimo tenha ficado pouco tempo como reitor de nosso Santuário, ele é sempre lembrado por ser o primeiro padre a realizar a benção da capela dedicada a Nossa Senhora do Sagrado Coração, que ficava na praça Sampaio Vidal, em 1939. Neste mesmo ano, foi também o Pe. Jerônimo nomeado como primeiro pároco.

 

Pe. Pedro Dingnouts MSCPe. Pedro Dingenouts MSC (1940 – 1941)

O nome do Pe. Pedro Dingenouts MSC está retratado até hoje nos vitrais de nosso Santuário. Junto com os três primeiros párocos daqui, ele ficou com seu nome imortalizado nas paredes da Igreja. Pe. Pedro também ficou por pouco tempo como reitor, pouco mais de um ano, mas é muito lembrado pelo povo que o viu trabalhar na pequena capela de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

 

Pe. Francisco Janssen MSCPe. Francisco Janssen MSC (1942 – 1957)

Quem está sempre por nosso Santuário já ouviu bastante falar no Pe. Francisco Janssen, inclusive durante a encenação da coroação na nossa festa deste ano. Nascido na Holanda, Pe. Francisco chegou por aqui e é tido como um dos fundadores e idealizadores da atual edificação do Santuário. Esse período não foi fácil, e dizem que Pe. Francisco enfrentou algumas dificuldades, como viver em uma casa paroquial que não tinha nem mesmo energia elétrica. Vendo a necessidade de um ambiente educacional, foi Janssen que também fundou o que temos hoje como o Externato de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

 

Pe. Agostinho Picard MSCPe. Agostinho Picard MSC (1959)

Também holandês, Pe. Agostinho ficou por poucos meses em nosso Santuário, pois fazia um trabalho de muita importância em Itajubá/MG. Por lá, ele foi pároco da Paróquia Nossa Senhora de Soledad e deixou o cargo em 1959 para trabalhar como reitor aqui. Quando retornou para Itajubá, voltou como vigário da mesma paróquia e empreendeu no ramo da educação, fundou o Instituto Padre Nicolau (dedicado a seminaristas) e o Colégio de Itajubá, tido como um dos melhores de Minas na época.

 

Pe. Luiz Nieuwenhuis MSCPe Luiz Nieuwenhuis MSC (1960 -1962)

Pe. Luiz também ficou por pouco tempo em nosso Santuário, apenas dois anos, em função de seus compromissos missionários no Brasil e na Holanda. Participou de uma época de evolução do Santuário, que crescia junto com o bairro da Vila Formosa, e de descoberta de mais fiéis e romeiros à devoção de Maria.

 

Gostou? Na próxima parte, continuaremos a falar dos reitores que ajudaram a construir nossa história!

 

Aline Imercio
Fotos: Arquivo do Santuário


80 anos de história do Santuário: Parte 12 – A devoção dos Romeiros

A correria da D. Antônia no sábado à tarde, antes da festa de Nossa Senhora, tinha motivo. “Preciso deixar tudo arrumadinho para os romeiros, hoje vamos virar a noite!”. “Não vai dormir hoje, D. Antônia?”, pergunto. “Não, hoje é dia de passar a noite fazendo o café dos romeiros que chegam cedinho!”, diz cheia de disposição no auge dos seus 65 anos. Assim como D. Antônia dezenas de voluntários trabalhavam intensamente, há dias e meses, para receber bem os principais convidados da nossa festa: os romeiros.

Vindos de Goiânia, Itajubá, São Vicente, Pirassununga, Sarapuí e tantas outras cidades, os romeiros deixavam o cansaço de uma noite no ônibus para trás e traziam na bagagem muita fé e devoção a Nossa Senhora do Sagrado Coração. A primeira parada era o café, preparado por D. Antônia e outras voluntárias, sempre quentinho e acolhedor na manhã fria de domingo.  Logo em seguida, o Momento Mariano e as missas.  Em meio às idas ao Santuário, os romeiros passavam pelos corredores, liam as histórias dos nossos 80 anos em totens espalhados pelo pátio e abraçavam os jovens que, graciosamente, seguravam o cartaz “Aqui, abraço grátis!”

A procissão, que neste ano começou no Externato de Nossa Senhora do Sagrado Coração, trouxe a imagem do alto, do helicóptero, junto com o antigo pároco do Santuário e atual bispo de Registro/SP, Dom Manoel MSC. Um menino, adolescente, com paralisia cerebral, na cadeira de rodas acompanhava junto com a mãe a procissão ao lado Dom Manoel, e emocionou por sua fé: era romeiro, veio de ônibus, veio agradecer Nossa Mãezinha.

Os romeiros e a nossa história

Eu sei, o capítulo dessa série hoje começou diferente. Eu contei o cenário atual, da nossa última festa, ao invés de resgatar algo da história. Mas, foi justamente para contextualizar e mostrar a importância dos romeiros na nossa festa, importância que ultrapassa décadas. A vinda dos romeiros ao nosso Santuário acontece há muitos anos, é difícil falarmos quando eles efetivamente começaram a frequentar nossa festa, mas em 1948 a vinda deles foi maior. Esse ano foi o da chegada de nossa imagem principal, de 2,30m, de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Foi nesse ano também que o senhor Antonio Coquiéri percorreu as ruas da Vila Formosa com seu caminhão com a imagem de Nossa Senhora, seguindo até o Santuário – foi aí que teve origem a tradicional procissão e foi nesse momento, também, que os romeiros começaram a vir de longe, com os ônibus lotados, todos os anos para o nosso Santuário.

A necessidade de receber bem aqueles que vinham festejar com Nossa Senhora foi cada vez maior, por isso os voluntários da Festa começaram dedicar espaços para eles: café da manhã, ambulatório, almoço, sala de bem-estar e tudo para proporcionar uma melhor e mais confortável experiência. Se preparar tudo isso cansa? D. Antônia, lá do começo do texto, diz que é o maior prazer receber esse povo todo cheio de fé! E sempre será!

Aline Imercio
Fotos: Equipe e Parceiros da PasCom NSSC


80 anos de história – Parte 11: Revista de Nossa Senhora faz parte da nossa história!

revistas-2Quem folheia a Revista de Nossa Senhora hoje para ler artigos religiosos variados, não imagina que a história dessa publicação tem mais de 150 anos. E, por isso, ela faz também parte da nossa série que conta um pouco da história dos 80 anos do Santuário de Nossa Senhora do Coração.

Como tudo começou…

Foi na Europa, nos anos de 1860 e 1870, que os Padres Maugenest, Piperon e Victor Jouet, contemporâneos de Pe. Julio Chevalier, iniciaram o trabalho para criação de uma publicação que pudesse levar o conteúdo dos Missionários do Sagrado Coração e ainda arrendar fundos para a Congregação na região e chegaram a Revista de Nossa Senhora. O sucesso da revista foi tamanho que, quando chegou ao Brasil, há cerca de 79 anos, ela já era vista como tradição entre os Missionários do Sagrado Coração. O responsável por trazer a publicação ao nosso país foi o Pe. Pedro Paulo Koop (que depois se tornaria bispo de Lins) e o principal objetivo de se conseguir muitos assinantes era de arrecadar fundos para continuar a reerguer nosso Santuário – que estava em construção.

Um trabalho de evangelização

Com o tempo, a revista se expandiu também para outros países, e hoje está na França, Itália, Méxicos e diversas outras regiões, sempre com a função de propagar o trabalho dos Missionários do Sagrado Coração. Em entrevista concedida em 2017 para Juliana Fontanari, autora do artigo “Religião e Jornalismo”, Pe. Lucemir Alves Ribeiro – na época, editor da publicação – descreveu de maneira sucinta os objetivos desta revista: evangelizar e levar a Boa Nova do Evangelho, divulgar a devoção de Nossa Senhora Do Sagrado Coração e manter a formação de novos missionários.

Atualmente, a revista tem cerca de 3 mil assinantes que contribuem com quantias simbólicas para receber mensalmente a revista em seus lares. A equipe editorial é voluntária e formada, principalmente, por religiosos. Os temas abordados são os mais diversos, desde eventos no Santuário até missões e questões sociais. “Para mim, o conteúdo mais marcante da revista foram as colunas do Pe. Humberto, que envolviam questões religiosas e sociais. Gostava muito também do ‘Diário de uma missão’, com relatos de missão no Amazonas , espaço que escrevi por muito tempo” , diz Pe. Reuberson Ferreira MSC, atual editor da publicação.

Pe. Reuberson também lembra ainda da preocupação constante que têm, como editor, de sempre deixar a Revista de Nossa Senhora melhor possível para seus leitores. “Sei que muitos devotos são de meia idade e gostam de ter a revista em suas mãos, mas também quero avançar na questão da digitalização do conteúdo”.

Quer assinar a revista? Entre no site e saiba mais: www.revistadenossasenhora.com. br

Aline Imercio
Fotos: Acervo do Santuário (Revistas da década de 1950 e da década atual)


80 anos de História do Santuário Parte 10 – Capela do Santíssimo: Um espaço de adoração

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Adoração e oração. Essas são as duas palavras que descrevem o momento que muitos fiéis passam na Capela do Santíssimo. O local onde se encontra o Cristo Sacramentado na Igreja é sagrado e de paz. E, em nosso Santuário, não é diferente. Por essa importância da Capela, neste episódio contamos um pouco mais sobre o nosso espaço do Santíssimo e qual foi o significado da sua construção.

A estrutura da Capela do Santíssimo

Como já dissemos por aqui, a Capela que guarda o Santíssimo foi idealizada para ser um local de paz, onde os fiéis buscam seu contato direto com Deus, em oração. Por isso, geralmente na maioria das Igrejas, ela tem um canto próprio, que pode ser próximo do altar, para proporcionar maior silêncio e concentração.

A Capela de nosso Santuário foi inaugurada pelo então pároco e reitor Pe. Air José de Mendonça MSC em 12/10/2011 (fotos), após grande mobilização da Campanha Devoto Solidário. Para sua estrutura, foi pensado um ambiente aconchegante e acolhedor de oração. A mesa, os genoflexórios são de madeira rústica – na ideia de relembrar a marcenaria de José. As poltronas são para o conforto dos fiéis que ali chegam, e foram inspiradas no trabalho de Maria nos teares. Na iluminação, além da Luz natural vinda das janelas, e do discreto colorido dos vitrais, há três lâmpadas, que representam o Pai, Filho e Espírito Santo – que nos convidam à comunhão. E no centro, o Sacrário com o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, que chama à oração e adoração.

O significado da Capela

Em 2012, Pe. Michel dos Santos (na época, Frater MSC) descreveu à Revista de Nossa Senhora a alegria de finalmente encontrar a construção da Capela do Santíssimo, como um ambiente de paz e oração que sempre foi sonhado pela comunidade. No texto, Pe. Michel diz que esse espaço pode ser descrito como uma Tenda da Revelação do Senhor: “Tudo foi feito para que o olhar do visitante se concentre unicamente no Mestre, permitindo às pessoas adorá-lo em Espírito e Verdade, no silêncio, na contemplação e comunicação com o Mistério revelado”.

Mais do que um ambiente para orações antes e depois das Missas, a Capela do Santíssimo também é um local que está sempre de portas abertas para que os fiéis, mesmo na correria do cotidiano visitem o nosso Santuário e possam viver a adoração de maneira intensa e permanente.

Aline Imercio
Fotos: Beto Rocha e Júlio César Teruel


80 Anos de História do Santuário: Parte 9: A origem de nossas pinturas históricas

 

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Beleza, grandeza e fé. Esses são os três adjetivos que melhor descrevem as pinturas presentes no Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Contar a história dessas pinturas é também lembrar um pouquinho da história da nossa igreja, nestes 80 anos.

Como a gente sabe, a história do nosso Santuário está bastante ligada à Holanda. Grande parte das pinturas que temos foram realizadas logo no início da construção, pelo pintor holandês  Henk Asperlagh. Talentoso, o artista também assinou outras obras no Brasil como as pinturas da Paróquia Nossa Senhora da Soledade, em Itajubá – que hoje já estão extintas. O convite para fazer todas as pinturas internas e a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração externa do Santuário veio do Pe. Francisco Janssen MSC. Henk teve liberdade para pintar com as inspirações e referências artísticas que trazia da Holanda. O pintor, então, fez um esboço de todas as obras que faria no Santuário e apresentou ao Pe. Francisco que as achou fantásticas e autorizou o trabalho.

O artista holandês concretizou seu trabalho com pinturas marcantes como os quadros da via sacra pintados com tintas à óleo, o arco do presbitério da Assunção de Nossa Senhora ao Céu e sua coroação como nossa Mãe e obras de passagens bíblicas, de alguns santos e de imagens significativas como a da mãe pelicana, ao lado esquerdo do presbitério, que simboliza a entrega do corpo e sangue de Jesus para seus irmãos na Última Ceia.

Restaurações:

Ao longo do tempo, a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração, na parte externa do Santuário, ganhou uma restauração e se transformou em um mosaico. No início da década de 1990, as obras feitas por Henk Asperlagh quase foram perdidas. Na ocasião, a igreja foi pintada com tinta de algodão, as paredes estavam firmes, mas o telhado não tinha sido restaurado e uma chuva fez com que as paredes ficassem sujas. Para amenizar a situação, as paredes foram lavadas mas isso comprometeu as pinturas que quase sumiram. “Foi então que o Pe. Almir Miranda, em 1994, contratou um senhor que restaurou, pacientemente, todas as pinturas de Henk que, por pouco, não foram perdidas”, lembra Nélson Coquiéri , funcionário e devoto do Santuário. No final da gestão do, hoje, Bispo Dom Manoel, foram também recuperadas as pinturas da Multiplicação dos Pães e da Sagrada Família.

Mesmo com todas as mudanças, as obras ainda são eternizadas em nosso Santuário e podem ser tidas como obras de arte e referência para novos artistas e amantes de arte sacra.

Aline Imercio
Fotos: Patrícia Pelizzari e Aline Imercio


80 Anos de História do Santuário:   Parte 8: A história da Igreja contada por nossos vitrais

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Toda vez que entramos em uma Igreja Católica, é inevitável não ter os olhos direcionados aos vitrais. A arte em formato de mosaicos coloridos nas janelas dura há séculos e é inspirada no estilo gótico. O objetivo dos vitrais? Retratar passagens bíblicas e contar a história da Igreja. E, claro, que na nossa série sobre os 80 anos de nosso Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração não poderíamos deixar de contar um pouco mais sobre os significados dos principais vitrais espelhados por toda nossa igreja.

Detalhes dos nossos vitrais

Você sabe o que significam os principais vitrais de nosso Santuário? Pelas lindas rosáceas, a principal delas já deve ter chamado sua atenção ao fundo da igreja, próxima ao coral. O círculo no centro da rosácea simboliza Deus infinito e a flor é Maria, a mulher do sim. No Santuário temos três rosáceas em vitrais grandes, que simbolizam a Santíssima Trindade, e outras 12 pequenas, simbolizando os 12 apóstolos.

Além dos simbolismos, os vitrais ainda trazem o retrato de passagens bíblicas. Em nosso Santuário, por exemplo, encontramos na nave central quatro grande vitrais, que retratam, do lado esquerdo, o Novo Testamento com o nascimento de Jesus (Lc 2, 1-20) e a fuga para o Egito (Mt 2, 13-23). Do lado direito, é possível ver o primeiro milagre de Jesus nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-12) e a morte de Cristo (Jo 19, 25-30), nos belíssimos e realistas vitrais.

A história de uma paróquia também pode ser contada por essa arte, que na maioria das vezes é realizada em mosaico colorido. No Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, eles estão localizados na parte de trás da Igreja. O primeiro deles retrata a imagem do fundador da congregação dos Missionários do Sagrado Coração e das Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração, Pe. Júlio Chevalier. Na mesma localização, um pouco mais à frente, estão retratados nos vitrais os três primeiros párocos de nosso Santuário: Pe. Jerônimo Vermin MSC (1939), Pe. Pedro João Dingenouts MSC (1940 a 1941) e o Pe. Francisco Guilherme Henrique Janssen (1942-1957).

Além de lindos, os vitrais são carregados de muita história para a Igreja. Para conservá-los sempre nítidos, eles passam por algumas restaurações. Em 2014, com o então pároco Pe. Air José de Mendonça MSC, concluímos a última delas. Agora que você já sabe o significado de alguns dos vitrais de nosso Santuário, aprecie a beleza de cada um deles.

Veja mais vitrais acessando o link http://www.santuariodemaria.com.br/nossa-historia e selecionando a opção “Os Vitrais”

Aline Imercio
(texto e fotos)


80 Anos de História do Santuário: Parte 7: “As Lâmpadas Votivas”

Lâmpadas Votivas (1)Enfim, começamos o ano de 2019. Tempo em que o Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração viverá um grande e santo momento: a celebração dos seus 80 anos de existência paroquial. Assim como começamos em junho de 2018, o Jornal Santuário de Maria continuará a contar um pouquinho da história do nosso Santuário nesta série, até maio. Neste episódio, é chegada a hora de falar sobre as queridas Lâmpadas Votivas.

Quem entra no Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, pela primeira vez, não deixa de contemplar as belas lâmpadas em arandelas vermelhas que podem ser vistas espalhadas pela igreja toda, mas o que pouca gente sabe é qual é a serventia dessas lâmpadas. Tudo começou ainda nos primeiros anos de existência do Santuário.

A inspiração para as Lâmpadas Votivas viria da França, mais especificamente da cidade de Issoudun, berço da devoção de Nossa Senhora do Sagrado Coração. “Só que essa ideia, lá, não deu muito certo. Mas o Pe. Francisco Janssen MSC, mesmo assim, resolveu colocá-la aqui no Santuário”, diz Nelson Coquiéri , devoto e funcionário do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Por aqui, o sucesso foi tanto que, até hoje, as Lâmpadas Votivas continuam à disposição dos fiéis.

Como é a dinâmica devocional das Lâmpadas Votivas?

As Lâmpadas Votivas são pequenas lâmpadas elétricas que se acendem no horário das Santas Missas. Os fiéis podem fazer uma doação espontânea, para que sua lâmpada se mantenha acesa. Elas são a expressão da fé que não se apaga. Ao término de nove dias, um mês ou um ano (de acordo com a escolha do devoto) a Lâmpada Votiva permanece acesa como símbolo de esperança ou de gratidão pela intercessão de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

Os devotos que estiverem interessados em acender sua Lâmpada Votiva podem entrar em contato com nossa Secretaria Paroquial pessoalmente ou pelo telefone (11) 2211-0448 ou (11) 2211-7873, de segunda a sexta das 8h30 às 16h30 e aos sábados até 11h30.

Aline Imercio
Foto: Arquivo do Santuário


80 Anos de História do Santuário: Parte 6: “Um marco da Vila Formosa”

VILA FORMOSA (minhamemoriazonaleste.com.br) (1)

Quem visita a Vila Formosa hoje, sabe que o bairro é um dos mais valorizados da Zona Leste de São Paulo, mas nem sempre foi assim. A região, que era considerada um punhado de terra de chão batido, pertenceu a Brás Cubas e, depois, foi vendida à família Jacob, de origem libanesa, em meados de 1920. O loteamento que daria a origem ao bairro foi feito pela Companhia Melhoramentos do Brás. O desejo em povoar a região era tamanho que, a cada pessoa que comprava um pouco de terra, eram dados 30 mil tijolos – como forma de incentivo para construção, o que se estendeu até 1940. E, no meio desse tempo, a região também ganharia uma de suas maiores e mais representativas edificações: o Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

Como rememoramos aqui, durante os capítulos desta série, cada acontecimento histórico do Santuário sempre contou com uma intensa movimentação do bairro. Além dos queridos romeiros, nosso Santuário sempre contou muito com a ajuda do povo da Vila Formosa, por isso nosso carinho tão especial pelo bairro. E, do outro lado, não poderia ser diferente. A história dos 95 anos da Vila Formosa não consegue ser contada sem que o Santuário, cartão-postal do bairro, seja lembrado. É a grande Igreja dedicada a Nossa Senhora do Sagrado Coração que sempre trouxe, e ainda traz, muitos visitantes para o bairro.

Por que o bairro foi escolhido para acolher o Santuário?

A resposta é bem simples. Como vimos no nosso primeiro capítulo, a primeira capela dedicada a Nossa Senhora do Sagrado Coração ficava a algumas quadras do Santuário atual, mais precisamente onde agora está localizada a agência do Banco Bradesco, na praça Sampaio Vidal. O local foi escolhido porque a Companhia Melhoramentos do Brás doou o terreno para construção da Igreja. E só em 1945, a construção do Santuário, onde ele se localiza atualmente, se iniciou.

Hoje, um grande marco da Vila Formosa, com certeza, é o nosso Santuário e, um dos mais importantes eventos do calendário do bairro, é a tradicional festa que acontece em maio, dedicada a Nossa Senhora do Sagrado Coração!

Aline Imercio
Foto: Arquivo do Santuário


80 anos de História do Santuário Parte 5: A histórica Parada Marial de 1954

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Quem lembra dos primeiros anos de existência de nosso Santuário não esquece um evento que marcou muito pela quantidade de fiéis presentes: a Parada Marial!

Era dezembro de 1954, e o Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração tinha o desejo de fazer uma grande festa, afinal, se encerrava o Ano Santo Marial que comemorava o centenário da instituição do dogma da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, os cem anos da congregação dos Missionários do Sagrado Coração e os quinze anos de existência de nosso Santuário.

Além dessas razões, que já justificariam a grande festa, também existiu um outro motivo muito importante. É que o Cardeal Arcebispo de São Paulo na época, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, também esteve presente no Santuário neste dia em uma missão muito especial: o então sumo pontífice, Papa Pio XII, havia lhe pedido para que coroasse a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

A Coroação ocorreu no dia da Parada Marial e foi assistida por milhares de fiéis. Duas coroas de ouro, com diamantes e pedras preciosas, foram colocadas na cabeça de nossa Mãe e do Menino Jesus. A cena emocionou e marcou muito quem estava presente. Não é difícil achar um fiel mais antigo relatando a emoção vivida naquela parada que também encheu de expressões de fé as ruas da Vila Formosa, com procissões, cânticos e ritos de louvor. Um evento que, com certeza, ficou marcado na história dos oitenta anos do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Posteriormente, nosso Santuário ainda realizou mais duas Paradas Mariais, que também foram especiais e cheias de devoção!
Aline Imercio
Fonte e Fotos: Livro-Tombo do Santuário NSSC


80 anos de História do Santuário Parte 4: A chegada do Carrilhão de Sinos 

 

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Continuando a nossa série sobre as memórias do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, chegou a hora de falarmos sobre a chegada do imponente carrilhão de sinos que fica na torre de nossa Igreja. A chegada do carrilhão, assim como sua estrutura, é histórica e merece ser lembrada.

Tudo começou em 1949 quando, de férias, o então pároco e reitor Pe. Francisco Janssen, MSC, visitou a Holanda. Por lá, ele encontrou um carrilhão enorme que o fez ficar apaixonado. Assim, ele adquiriu para o novo Santuário um conjunto de 47 sinos, que pesava 6.800 Kg, mesmo sem dinheiro. E como conseguiu pagar? Com a doação dos fieis em uma campanha especial da Revista de Nossa Senhora e na realização de uma exposição dos sinos e das peças do carrilhão no Salão Paroquial, com visitação paga. “Exposição essa que, depois, com a ajuda do Pe. Francisco, Sr. Manoel Vitor e outros parceiros, foi transferida para a Galeria Prestes Maia, no centro de São Paulo. E assim foi possível pagar o carrilhão”, lembra Nélson Coquieri, devoto e funcionário do Santuário. O carrilhão do Santuário foi inaugurado em uma solenidade que reuniu o povo da Vila Formosa e muitas autoridades internacionais, em 29/04/1951.

O primeiro carrilhonista do Santuário e também da América Latina foi o Sr. Adacyr Ferrari, que aprendeu o ofício com um maestro holandês convidado pelo Pe. Francisco. Atualmente, o carrilhão continua vivo e cheio de histórias na torre de nosso Santuário e quem o toca frequentemente, há mais de 15 anos, é Deise Negri. Formada em piano, Deise, em um momento de oração, começou a frequentar mais as Missas do Santuário e viu que poderia colaborar com algo. “Senti que a Igreja tinha necessidade de músicos, me ofereci para tocar nas missas. Em uma ocasião, Camila Queiroz, tocava nas missas e num dia de festa me convidou para ajudá-la no carrilhão. Desde então, não parei mais!”, diz Deise.

A sensação de tocar esses sinos do Santuário carregados de história, Deise descreve como a melhor possível: “É sempre um momento de entrega. Estou envolvida pela fé e pelo forte desejo em tocar os corações dos que ouve. Sinto uma forte emoção em tocar o carrilhão, porque sei que meu toque invade as casas, com os sons dos sinos que nos remete às alturas. Melodias criteriosamente escolhidas em louvor a Nossa Senhora, Rainha Maria Santíssima!” Não é por acaso que a torre é conhecida como a “Torre que canta”.

Hoje o carrilhão, por conta da idade, já não tem o som presente como antes. A participação especial do instrumento acontece no último domingo de maio, em que celebramos a Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração. “Gostaria de tocar com mais frequência, mas a engrenagem do carrilhão já está muito rígida e danifica, machuca minhas mãos. Quando o toco tenho que enfaixar minhas mãos e mesmo assim ficam doloridas. É uma pena, pois, a vontade é de tocá-lo todos os meses”, finaliza Deise.

Mesmo já não sendo tão novo, o carrilhão de sinos no alto da torre não deixa de emocionar e trazer muita alegria para os fiéis!

Aline Imercio
Fotos: Livro-Tombo do Santuário e Patrícia Pelizzari


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