Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vila Formosa - São Paulo - Brasil

Meditação de Natal: Entre a Luz e Herodes!

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O nascimento de Jesus está envolto num universo de símbolos. O cenário é peculiar: Manjedoura, Maria, faixas, menino, pastores, presentes e uma estrela. Para cultura do povo de Jesus (Judaica) a estrela era sinal da esperança pela vinda do Messias. De fato, o texto de Mateus nos mostra que os pastores se guiaram pela estrela, pela luz, pela esperança da chegada de um Salvador.

Os magos chegam ao encontro de Herodes, perguntando pela luz que os envolveu desde seu país. Querem saber onde ela brilhou na forma de uma criança, pois desejam render-se ao poder dessa luz que é o amor. Todavia a escuridão da alma pobre de Herodes agita-se e tenta a todo custo impedir que eles se envolvam mais com Cristo. Ele mobiliza seus cúmplices movido tão somente pelo medo de perder seu poder opressor para um poder que transforma, que anima, que motiva, que remove montanhas. A esse tão belo poder os magos querem adorar, querem deixar-se tocar! Essa, talvez, seja a busca profunda de todo homem e de toda mulher: “Repousar sua alma em Deus”.

Eles continuam seguindo a estrela. Chegam a um pobre lugar, a uma miserável cidadela onde encontram uma jovem com um recém-nascido. Agora, a estrela que antes era seguida pelos magos cede seu espaço a verdadeira luz do mundo (1 Jo 1,5-7): Jesus. Eles já não precisam mais seguir a estrela, estão diante da luz. Única atitude é prostrar-se face a ela.

Diante do Menino-Deus, luz da humanidade, os pobres magos esforçam-se para apresentar algo digno de tão grande dádiva. Todas as suas riquezas são pequenas diante do Filho de Deus. Essa luz que começa a irradiar-se diante dos magos e inebriará a vida de muitas pessoas ao longo da história, iluminando suas escuridões e fazendo brotar em seu coração o desejo de ser caridoso, justo e amável.

Qual não é a procura de cada cristão? Não é encontra-se profundamente com essa Luz de Cristo? Não é portar-se como os magos e envolver-se com o projeto de Deus que busca uma sociedade mais justa e humana?

Uma pergunta pertinente, que nos toma de assalto, em qual grupo nos encaixamos? No grupo dos que abrem o seu tesouro (=coração) e envolvem-se com a Luz do Salvador ou tentamos apagá-la por uma conduta cristã indesejável, semelhante a de Herodes?

Faço votos que em nosso Santuário cultivemos a conduta de curvar nosso coração e deixar-nos envolver pela Luz de Cristo. Que ela toque o nosso coração e em nossas pastorais reinem o espírito de fraternidade; Que em nossas assembleias as pessoas sejam mais generosas para ajudar o Santuário e que todos se sintam acolhidos em nossa Igreja. De igual modo, suplico que todo espírito herodiano de egoísmo, apego ao poder, narcisismo ou revanchismo não encontre pouso em nossa vida.

Pe. Reuberson Ferreira, MSC
Pároco e Reitor do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração.


Reações e Reações

Giving heart to Jesus abstract concept with easter cross on a whHá exatos dois meses, iniciávamos a Campanha do Dízimo. Ela foi filha, neta ou bisneta de uma legião de campanhas que a precederam e foram celebradas ao longo de oitenta anos para fazer com que o Santuário fosse o magnífico templo que hoje conhecemos. Era sempre um sonho coletivo de melhorar a Igreja que hoje usufruímos. Essa mesma medida foi o que nos levou a essa campanha.

Tendo terminado o projeto, gostaria de registar algumas reações que foram vividas durante sua execução. Uma primeira, foi de um fiel que me perguntou se era realmente necessário fazer a campanha. Eu, cuidadosamente, o respondi: Tal como um bom médico (estilo Dr. Sumita), só apliquei essa terapia, porque o diagnóstico exigia. Ou melhor, o fiz como um pai zeloso que insiste que os filhos tomem um remédio malgrado o sabor, pois sabe o bem que no futuro essa atitude trará. A campanha foi necessária porque nosso Santuário precisa. Se não o fosse, não faria.

Outra reação foi de um Ministro da Eucaristia. Ele disse-me: padre voltei a ser dizimista, espero que Deus me dê a graça de ser fiel a esse propósito. Despertar a consciência para fidelidade do dízimo nesse ministro e em outras pessoas é uma reação que se esperava dessa campanha, pois sem regularidade das contribuições é impossível manter esta estrutura que está a serviço da evangelização e tem gastos regulares.

Uma senhora também reagiu a campanha, disse-me: padre eu fiz uma promessa de dar o dízimo para uma obra missionária. Pacientemente, lhe expliquei que: dízimo é sinal de comunhão paroquial. No Santuário é onde está a comunidade dela, onde comunga, reza, pede os sacramentos e os serviços religiosos. Ela, continuei, não era proibida de fazer caridade a uma missão distante, contudo deveria ser justa e repartir aquilo que ofertava a outra Igreja com sua paróquia, pois em um dado momento sua comunidade não teria como se manter e, talvez, fechasse as portas e ela não teria como frequentar a comunidade distante e pobre que havia ajudado. No dia seguinte, aquela piedosa senhora por amor a este Santuário, entregou-me um “dízimo” no valor exato da metade de tudo que tinha ajudado a obra missionária. Devemos ajudar as necessidades das outras Igrejas, mas não podemos esquecer as do nosso Santuário. Corremos o risco de sermos como um marido que é muito bom para as pessoas na rua, mas deixa sua esposa e filhos passarem fome em casa.

Outra reação, foi raivosa e dura. Um fiel abordou-me no pátio e disse: “padre o senhor precisa ficar dizendo quantas pessoas vem ao Santuário e que são poucos dizimistas, isso nos constrange”. A reação dele me deixou inerte. Elevei aos olhos ao céu e com a firmeza respondi: de fato, não precisaria, você tem razão! Contudo, não precisaria desde que todos tivessem consciência de que deveriam ser dizimistas, colaboradores do anúncio do Evangelho aqui. Emendei dizendo: há um adágio judaico que diz que “as coisas óbvias sempre são as primeiras a serem esquecidas. É óbvio que todos deveriam ser dizimistas, mas isso é esquecido por muitos. Desse modo, tenho que fazer campanha para lembrar do óbvio: Sejamos dizimistas. Não sei se ele, entendeu, mas essa era a minha única razão para fazer a campanha: lembrar o óbvio.

Tantas outras situações vivi nessa campanha. Confesso que algumas foram bem desagradáveis, contrapostas a outras que edificaram muito e nos mostraram que estamos no caminho certo. O que verdadeiramente quero é o bem do Santuário. Estou há mais de um ano a serviço da comunidade como pároco. Devemos admitir que, com ajuda de muita gente, já fiz inúmeras atividades que sempre visam o bem da comunidade. A Campanha do Dízimo é apenas mais uma atividade. Portanto, ajude, apoie, confie. Viso sempre o bem do nosso Santuário!

Pe. Reuberson Ferreira, MSC 
Pároco e Reitor do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração.


Perguntas e Respostas sobre a CAMPANHA DO DÍZIMO

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Para começo de conversa…

Nosso Santuário, desde o começo foi construído com ofertas e doações. Padre Francisco Janssen, idealizador de nosso templo, tinha o incrível dom de fazer campanhas. Assim, ele fez a campanha dos Sinos, do Terço, da Cesta e do Tijolo. Inspirados no Pe. Francisco, estamos fazendo mais uma campanha. Desta vez é a CAMPANHA DOS NOVOS DIZIMISTAS.

O que é dízimo e o que será essa campanha?

O Dízimo é uma contribuição espontânea, regular e mensal, devolvida na Igreja com sinal de compromisso com a Evangelização. A campanha é justamente instruir os fiéis acerca da necessidade e importância do Dízimo.

O que se espera com essa campanha?

Que homens e mulheres, tornem-se conscientes do compromisso com a Evangelização. QUE SE TORNEM DIZIMISTAS e entendam que o Evangelho anunciado neste Santuário depende da colaboração e do compromisso de todos.

Uma Igreja tão “grande” e que parece tão “rica” precisa de dizimistas?

Sim, precisa! Justamente por conta dessa ideia de ser uma “Igreja rica” que precisamos de dizimistas. Muitos alimentam a ideia que o Santuário possui muitos recursos, na verdade, não tem! O que é arrecadado tem mantido com muita dificuldade as despesas ordinárias. Fazendo com que investimentos na estrutura (pátio, capela de velas, banheiros, salas de catequese) sejam deixados de fazer.

De quantos dizimistas o Santuário precisa?

Por uma questão de fé, todos os fiéis deveriam ser dizimistas. Todos cremos no poder, na força e na transformação que o Evangelho pode causar na vida das pessoas. Assim, deveríamos nos sentir responsabilizados para que a evangelização chegue ao mundo todo. Lamentavelmente, poucos fiéis têm essa consciência. Por isso, precisamos de dizimistas comprometidos.

Quanto eu devo colaborar?

Sua colaboração deve ser de acordo com as suas possibilidades, sem pesar ou constrangimento. Importante é que ela seja regular (mensal) e tenha uma continuidade. Mesmo que pequena oferta, ela deve ser verdadeira. O valor pode ser sempre revisto de acordo com o momento que você vive, ora para mais; ora para manter o valor. O importante é que você contribua o Dízimo e que ajude nossa Paróquia a revitalizar seu grandioso patrimônio.

Concluindo…

A Campanha do Dízimo é necessária e fazemos sempre, por fidelidade à Igreja e por mandato evangélico. Ele será encerrado ao final deste mês. Rogamos que você, sensível aos apelos da Igreja, torne-se colaborador deste Santuário, que é a sua Casa. Procure a equipe do Dízimo nas celebrações dominicais ou a secretaria paroquial e faça seu cadastro.

Pe. Reuberson Ferreira, MSC
Pároco e Reitor do
Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração.


Quem é e o que fará o novo Pároco?

Um versículo bíblico melodiosamente declamado pelos salmistas sintetiza minha chegada a esta Paróquia. Reza o Salmo: “Eis que venho com prazer fazer a vossa vontade do Senhor” (cf.Sl 39, 8a -9a) . De fato, com alegria venho a este Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração para buscar fazer a vontade do Senhor. Para alguns sou um antigo conhecido, pois atuei aqui, em tempos idos, ora como seminarista ora como vigário. Ao mesmo tempo em que fui editor da Revista de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Para outros, faremos a fabulosa experiência da descoberta mútua, do conhecimento fraterno.

Chego à comunidade após a fecunda passagem do Pe. Valdecir MSC. Ele, corajosamente, parte para terras missionárias no continente africano e sempre contará com nossas orações. Ao mesmo tempo, chego nesta seara na aurora de uma grande celebração, o Jubileu dos oitenta anos de criação canônica de nossa paróquia. Na alma, trago um turbilhão de expectativas; No coração carrego muita esperança e na cabeça, uma centena de sonhos. Espero que, com a graça do Espírito Santo e sua colaboração, possamos construir uma paróquia cada vez mais à altura da Boa Nova.

Neste momento, e contemplando o futuro desejo implementar em nossa comunidade paroquial o sonho de uma Igreja missionária que sempre se renova à luz do Evangelho, como nos instiga o Papa Francisco. Na mesma linha buscarei, com o auxilio de todos, fazer deste Santuário um celeiro de formação mística, uma casa de oração, um centro de espiritualidade do Sagrado Coração para toda Região Episcopal Belém, quiçá para a Arquidiocese de São Paulo.

Por fim, na linha devocional, como filho e devoto de Nossa Senhora do Sagrado Coração, envidarei esforços para que que o culto a Virgem Maria, Mãe e discípula, seja potencializado. Nesse sentido, quero que as Novenas Perpetuas sejam mais vivas. Quero recobrar o vigor das Lâmpadas Votivas e instigar a maternal tradição de consagrar crianças a Deus pela intercessão de Maria, a famosa Grinalda Marial. Não menos importante quero vicejar a beleza da Festa de Nossa Mãe, que seguiu a Cristo de perto, atraindo ainda mais pessoas para o nosso Santuário em peregrinações e romarias.

Faço votos que estes anos à frente do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração sejam uma jornada rica e nutrida pelo compromisso de fazer conhecido e amado por toda parte o Sagrado Coração de Jesus que, a rigor, é síntese do Evangelho.

Pe. Reuberson Ferreira MSC


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