Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vila Formosa - São Paulo - Brasil

Papa Francisco: “A verdadeira liberdade é o amor verdadeiro”

Papa Francisco 12.09.2018

“O amor verdadeiro é a verdadeira liberdade, pois desapega da posse, reconstrói as relações, sabe acolher e valorizar o próximo, transforma todo esforço em um dom alegre e torna-o capaz de comunhão. O amor torna livres mesmo na prisão, ainda se fracos e limitados”, disse Francisco.

O amor verdadeiro é a verdadeira liberdade. A escravidão do próprio ego aprisiona mais do que uma prisão, mais do que uma crise de pânico, mais do que uma imposição de qualquer gênero. Assim, o terceiro mandamento nos convida a celebrar no repouso a libertação, trazida por Jesus.

Na catequese da Audiência Geral de 12/09/2018, Papa Francisco voltou a refletir sobre os dez mandamentos, retomando o terceiro, sobre o repouso,  sobre o qual havia começado a falar na semana precedente.

O fim da escravidão 

Dirigindo-se aos 12 mil presentes na Praça São Pedro, Francisco começou explicando “uma preciosa diferença” existente entre o Decálogo publicado no Livro do Êxodo e aquele publicado no Livro do Deuteronômio. Enquanto no primeiro o motivo do repouso “é a bênção da criação”, no segundo é comemorado “o fim da escravidão”. “Neste dia – observa –  o escravo deve repousar como o patrão, para celebrar a memória da Páscoa da libertação”, e acrescenta:

“Os escravos, na verdade, por definição, não podem descansar. Mas existem tantos tipos de escravidão, quer exteriores como interiores. Existem restrições externas como  as opressões, as vidas sequestradas pela violência e por outros tipos de injustiça. Existem depois, as prisões interiores, que são, por exemplo, bloqueios psicológicos, os complexos, os limites de caráter e outros mais”.

“Existe repouso nessas condições?”, pergunta o Papa. “Pode um homem preso ou oprimido permanecer livre? E pode uma pessoa atormentada por dificuldades internas ser livre?”.

Misericórdia traz liberdade interior 

Francisco responde dizendo que existem pessoas que, mesmo no cárcere, “vivem uma grande liberdade de espírito”. Para ilustrar sua afirmação, cita São Maximiliano Kolbe e o cardeal Van Thuan, “que transformaram obscuras opressões em locais de luz. Assim como pessoas marcadas por grandes fragilidades interiores, que porém conhecem o repouso da misericórdia e sabem transmitir isso”:

“ O encontro com a misericórdia de Deus dá uma grande liberdade interior ”

“A misericórdia de Deus nos liberta e quando você se encontra com a misericórdia de Deus tem uma grande liberdade interior e tem capacidade de transmiti-la. Por isso é importante ser aberto à misericórdia de Deus para deixar de ser escravo de si mesmo”.

A verdadeira liberdade 

O que é então a verdadeira liberdade?

A liberdade de escolha, fazendo aquilo que se deseja, “não basta para ser realmente livres, e tampouco felizes. A verdadeira liberdade é muito mais”, afirma, explicando:

“ O ego aprisiona e torna a pessoa escrava ”

“De fato, há uma escravidão que aprisiona mais que uma prisão, mais do que uma crise de pânico, mais do que uma imposição de qualquer tipo: a escravidão do próprio ego.  Aquelas pessoas que parece que durante todo o dia estão se refletindo no espelho para ver o ego. E o próprio ego tem uma estatura mais alta que o próprio corpo. São escravas do ego”.

O ego, um torturador 

“O ego – observa Francisco –  pode se tornar um torturador que tortura o homem onde quer que esteja e lhe causa a mais profunda opressão, aquela que se chama “pecado”, que não é uma simples violação de um código, mas fracasso da existência e condição de escravos”.

“ O pecado não é uma simples violação de um código, mas fracasso da existência e condição de escravos ”

O pecado, no final das contas – explica – é dizer e fazer ego: “Eu quero isto, isto, isto e não me importa se existe um limite, se existe um mandamento, nem mesmo me importa se existe amor. Ego! Este é o pecado.” Pensemos nas paixões humanas:

“O guloso, o lascivo, o avarento, o zangado, o irascível, o invejoso, o preguiçoso, o soberbo, e assim por diante,  são escravos de seus vícios, que os tiranizam e os atormentam. Não há trégua para o guloso, porque a gula é a hipocrisia do estômago, que nos faz acreditar que está vazio. O estômago hipócrita nos faz gulosos, somos escravos do estômago hipócrita. Não há trégua para o guloso”.

“ O guloso, o lascivo, o avarento, o zangado, o irascível, o invejoso, o preguiçoso, o soberbo, e assim por diante, são escravos de seus vícios, que os tiranizam e os atormentam ”

E o lascivo, que deve viver de prazer, a ânsia de possuir destroi o avarento, sempre acumulando dinheiro, fazendo mal aos outros.  O fogo da ira e o caruncho da inveja arruínam as relações; a preguiça que evita qualquer esforço torna incapazes de viver; o egocentrismo soberbo escava um fosso profundo entre si e os outros.”

E as pessoas invejosas. “Os escritores dizem que a inveja deixa amarelo o corpo e a alma. Como quando uma pessoa tem hepatite fica amarela, os invejosos tem amarela a alma, porque nunca podem ter o frescor da saúde da alma. A inveja destrói”.

Celebrar no repouso a libertação em Jesus Cristo 

“Queridos irmãos e irmãs, quem é, portanto, o verdadeiro escravo? Quem é aquele que não conhece repouso? Quem não é capaz de amar!”

“ Verdadeiro escravo é quem não é capaz de amar ”

O Senhor Jesus nos liberta da escravidão do pecado, tornando o homem capaz de amar. Assim, o terceiro mandamento nos convida a celebrar no repouso esta libertação.

O verdadeiro amor 

O verdadeiro amor, portanto,  é a resposta para a pergunta “o que é a verdadeira liberdade?”:

“O amor verdadeiro é a verdadeira liberdade: desapega da posse, reconstrói as relações, sabe acolher e valorizar o próximo, transforma todo esforço em um dom alegre e torna-o capaz de comunhão. O amor  torna livres mesmo na prisão, ainda se fracos e limitados”.

Esta é a liberdade – disse o Santo Padre ao concluir –  que recebemos de nosso Redentor, Jesus Cristo.

Fonte: www.vaticannews.va

 


“Sínodo Arquidiocesano: A Catequese não pode falhar” – Artigo de Dom Odilo

Dom Odilo

Na última semana de agosto, está em destaque a vocação dos cristãos leigos e as muitas maneiras como eles participam da vida e da missão da Igreja. A Igreja é formada por um imenso “povo de batizados”, um “povo de vocacionados”, em que cada um recebeu de Deus um dom para o seu próprio proveito, mas também para o proveito da Igreja inteira. Recebemos os dons em função de missões que devemos cumprir.

Dois são os vastos campos da vida e da missão da Igreja onde os leigos são chamados a participar: na vida interna da Igreja, eles exercem diversos ministérios não ordenados e também partilham, com o clero, as responsabilidades pelo anúncio do Evangelho, a organização dos vários serviços nas comunidades e o testemunho da vida cristã.

O outro vastíssimo campo da missão dos leigos é o “mundo secular”, onde eles são cidadãos ao lado dos demais cidadãos, encarregados de promover a “obra boa” em relação à vida familiar e matrimonial, à educação, à cultura e ao trabalho profissional, às responsabilidades públicas e políticas. Os leigos são mensageiros do Evangelho pela palavra, a ação e o testemunho nos ambientes do “mundo”, onde a Igreja não está presente como instituição.

Os cristãos leigos têm a missão, em nome da Igreja, de edificar o mundo conforme o reino de Deus. Em todas as instâncias da vida e da atividade humana em que estão inseridos, eles devem fazer levar a luz, o sal e o fermento do Evangelho de Cristo. São testemunhas de Deus e ajudam as pessoas a se encaminharem para Deus. E cabelhes a missão nada fácil de fazer a síntese entre a fé professada e a vida de cada dia.

Entre os leigos que desempenham serviços na vida interna da Igreja lembramos especialmente os catequistas. Eles têm a missão de ajudar os irmãos na iniciação à vida cristã e na fé da Igreja Católica. São pedagogos da fé, que ajudam crianças, adolescentes, jovens e adultos a conhecerem os mistérios da fé e da vida cristã e os introduzem, pouco a pouco, na vida da comunidade eclesial.

A fé e a vida cristã despertam do encontro com Deus e com Jesus Cristo Salvador e, por isso, a ação dos catequistas tem o objetivo de ajudar as pessoas a terem esse encontro com Deus através do conhecimento das verdades da fé e através da prática cristã. Os catequistas ajudam a fazer a experiência da fé vivida, conforme o convite do salmo: “provai e vede como o Senhor é bom!” (Sl 33/34).

A catequese é um aspecto fundamental da evangelização e não pode faltar em nenhuma paróquia ou comunidade cristã. Ela possui diversos momentos, que vão do “primeiro anúncio”, ou querigma, ao aprofundamento do conhecimento e da adesão de fé, e deve levar à maturidade da fé, que se traduz na vida cristã coerente e na prática das virtudes e das bem-aventuranças. De fato, a catequese continua ao longo de toda a vida e requer sempre novos aprofundamentos diante das situações e circunstâncias novas da vida.

A boa catequese não pode ater-se apenas ao conhecimento intelectual da fé e da religião, mas precisa ser orientada necessariamente à prática da vida cristã: deve levar à oração, nas suas múltiplas formas; à vida moral coerente com os mandamentos de Deus e com os ensinamentos de Jesus; deve levar à prática das virtudes, à vida honesta e ao envolvimento social para a edificação do mundo “conforme Deus”. A catequese deve também levar à participação ativa e generosa na vida e na missão da comunidade cristã. O caminho da catequese não pode deixar de ser um caminho paciente e perseverante de inserção na comunidade eclesial, onde os católicos se sentem como em sua casa e em sua família. Por isso, a catequese não pode deixar de apresentar uma boa e correta visão da Igreja de Cristo, da qual os catequizandos também são parte e devem sentir-se participantes. A catequese seria muito incompleta se não conseguisse transmitir também um amor sincero e filial à Igreja.

O sínodo arquidiocesano que estamos realizando deverá fazer uma boa avaliação sobre a situação real da catequese em nossas paróquias e comunidades. A catequese é uma ação prioritária da Igreja e deve merecer o melhor de nossas atenções. Se ela for falha, estaremos colocando seriamente em risco o futuro da evangelização e da transmissão da fé cristã.

 

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo
(http://arquisp.org.br/ arcebispo/artigos-e- pronunciamentos – 29/08/2018)


“Sínodo Arquidiocesano: Como estamos?” – Artigo de Dom Odilo

Dom OdiloO primeiro ano do sínodo arquidiocesano está sendo dedicado a uma grande tomada de consciência da situação sócio religiosa e pastoral na Igreja particular de São Paulo. Como estamos, em cada uma de nossas comunidades paroquiais, em cada organização eclesial e pastoral? Qual é o rosto de cada uma de nossas comunidades? Em breve, vai ser realizado um grande levantamento sobre a situação religiosa e pastoral em cada paróquia e em toda a Arquidiocese de São Paulo.

Há muitos anos, desde o Concílio Vaticano II, a Igreja está sendo chamada a se renovar na sua vida e na sua missão. Muitos documentos importantes sobre isso já foram produzidos em grandes reuniões eclesiais, como o próprio Concílio, as assembleias do Sínodo dos Bispos, as Conferências Gerais do Episcopado da América Latina e do Caribe, como a de Aparecida (2007), assembleias da CNBB, sem esquecer os importantes documentos do magistério do Papa Francisco e de seus predecessores. Todos apontam para a mesma direção: a retomada da missão e da evangelização, a conversão pessoal e comunitária a Deus e aos caminhos do Evangelho, o testemunho eloquente do Evangelho.

“Não podemos continuar, apenas, com uma pastoral de conservação; precisamos fazer uma pastoral decididamente missionária” (Documento de Aparecida). E o Papa Francisco nos chama a sermos uma “Igreja em saída missionária”, em estado permanente de missão. Não podemos continuar a fazer as coisas, como se nada tivesse mudado ao nosso redor! Passamos por uma importante mudança de época. O mundo contemporâneo, a cultura e os novos modos de vida e de interação das pessoas trouxeram profundas mudanças. E tudo isso afeta fortemente as convicções e atitudes religiosas e morais das pessoas e os modos de vida na sociedade. Muitas vezes, é para melhor. Outras vezes, certamente não.

Estamos cientes dos efeitos dessa mudança de época sobre o nosso povo católico e nossas comunidades? A mensagem da Igreja ainda atinge as pessoas? A quantas, de fato, alcançamos com nossas pregações e documentos?  Como reagem as pessoas à mensagem da Igreja? Quem são e que perfil têm as pessoas que frequentam nossa Igreja e são atingidas, de alguma maneira, pela sua mensagem? Conseguimos alcançar e envolver as novas gerações, crianças, adolescentes e jovens? Como anda a vida sacramental, expressão importante da fé católica e da vida da Igreja? Como está a frequência à missa dominical, a procura do batismo das crianças, a confissão, o casamento religioso? E na catequese, como processo de iniciação e aprofundamento da fé e da vida cristã, estão, ao menos, as famílias e pessoas católicas? Com qual intensidade é feita a caridade organizada, enquanto como testemunho indispensável e fruto da fé nas nossas comunidades? Os cristãos leigos e leigas, “sal da terra e fermento na massa”, estão envolvidos na promoção do bem comum, na edificação da sociedade justa e fraterna e no zelo pela “casa comum”?

Essas perguntas e muitas outras serão objeto de uma pesquisa promovida em todas as paróquias da Arquidiocese em vista do levantamento da realidade social, religiosa e pastoral de cada comunidade. E em cada paróquia será feito mais um levantamento sobre os indicadores objetivos dos serviços religiosos e pastorais oferecidos pelas paróquias. Para promover a “conversão pastoral e missionária”, precisamos estar conscientes dos reais desafios e urgências que temos a enfrentar na evangelização durante os próximos anos. Os dados oferecidos por esses levantamentos, junto com as indicações e contribuições dos grupos do sínodo nas comunidades, serão matéria de reflexão e discernimento nas assembleias do sínodo nas paróquias nos meses de outubro e novembro deste ano.

As preocupações com as necessárias mudanças de atitude e de ação não podem ficar apenas nos altos níveis das responsabilidades da Igreja. Não basta que o Papa ou uma assembleia dos Bispos façam documentos e apelos em favor da nova evangelização: é preciso que essas chamadas, decorrentes do Evangelho, da voz das circunstâncias e do zelo pastoral, cheguem às pessoas e comunidades locais e concretas da Igreja. De fato, a Igreja é, antes e acima de tudo, uma grande comunidade de pessoas reunidas em torno de Cristo pela fé e pela vida orientada pelo Evangelho.

As organizações e estruturas da Igreja são necessárias, assim como suas doutrinas e normas de organização e de vida. Mas estas estão em função do bem da Igreja, que é a graça do Evangelho, e das pessoas, que fazem a Igreja ser o povo de Deus, a comunidade dos testemunhas e missionários de Jesus Cristo no mundo. Por isso, a preocupação com as mudanças e a renovação não pode ficar apenas voltada para as estruturas e organizações da Igreja: ela precisa chegar às pessoas e comunidades vivas da Igreja.

Cardeal Odilo Pedro Sherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo
Publicado em O SÃO PAULO, na edição de 12/07/2018


Como o Sínodo Arquidiocesano é colocado em prática nas paróquias

Catedral da SéNo primeiro episódio da nossa série sobre o Sínodo Arquidiocesano, falamos um pouco sobre o que significa essa assembleia que vai discutir temas tão importantes para nossa comunidade e também o quanto ela é inédita na Arquidiocese de São Paulo. Na segunda, e última, parte da nossa série vamos falar sobre o Sínodo em ação e do o que se espera com esse movimento para o próximo ano em nosso Santuário.

Para começar as conversas sobre o Sínodo, no dia 16 de setembro de 2017, o Arcebispo de São Paulo e Cardeal, Dom Odilo Pedro Scherer, realizou um encontro de preparação das paróquias para esse evento na Igreja Católica. Cada paróquia de São Paulo deveria ter dois leigos para participar do encontro e pensar junto nas ações. Do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, as escolhidas foram as agentes de pastoral Célia Pires e Rosa Maria.

“No encontro foram tratadas, em síntese, as orientações práticas. Neste tempo, percebe-se a necessidade de renovar a evangelização e a vida pastoral na nossa Arquidiocese de São Paulo. A mudança de época na sociedade e na cultura também atinge fortemente a vida eclesial e seus efeitos aparecem no abandono da Igreja e até da fé cristã”, diz Célia que participou ativamente do encontro. Para a representante, o  objetivo principal do sínodo é a renovação da evangelização e da vida pastoral na Arquidiocese “à luz dos apelos de Deus e da Igreja e à luz da realidade, na qual vive a Igreja na nossa cidade”.

Olhar para nossa Igreja:

Ainda quando começavam as discussões sobre o sínodo, em julho deste ano, o Arcebispo Dom Odilo disse que o Sínodo Arquidiocesano começava com a missão da Igreja em olhar para si, se enxergar e ver qual está sendo seu papel na evangelização e na acolhida aos fiéis. “O Sínodo é eclesial. É a Igreja em São Paulo que reflete e olha para si, para sua maneira de ser, para sua missão. O que estamos realizando, como estamos realizando… É a busca da própria Igreja de se reposicionar, acertar o passo”, disse Dom Odilo durante o encontro da Comissão de Coordenação Geral do Sínodo.

Ou seja, o Sínodo é reflexão do que nossa comunidade faz em prol da fé e da acolhida dos a irmãos e, em um segundo momento é ação. É motivar os fiéis a participarem de reflexões, discussões e ações em busca da evangelização e da essência da nossa igreja. Como diz o Papa Francisco a igreja deve ser de saída, deve ir além da própria comunidade e também pensar em ações para acolher aqueles que precisam conhecer a palavra de Deus.  E é assim que serão pensadas as próximas ações em nosso Santuário e em outras paróquias da arquidiocese de São Paulo. Oremos para que o Sínodo seja um grande passo para aumentar a nossa fé e a de nossos irmãos!

Aline Imercio

Foto: Catedral da Sé (rodacidade.com.br)


Conhecendo o Sínodo Arquidiocesano – Parte 1

Arquidiocese de São PauloNos últimos tempos, ouvimos falar bastante sobre Sínodo. Mas você sabe o que significa essa palavra? E o que ela pode representar para a Igreja? É o que vamos explicar na nova série do Jornal Santuário de Maria.

O que é Sínodo?

A palavra “sínodo” vem do grego “synodos”, quer dizer “caminhar junto”. O sínodo é basicamente uma assembleia que reúne religiosos, leigos e consagrados que são escolhidos pelo bispo diocesano. Estas pessoas se reúnem para refletir, programar e planejar. Tudo para o bem da comunidade cristã. O sínodo pode ser realizado em uma diocese, província ou país. Ele é uma expressão de comunhão de fé. A convocação do Sínodo sempre vai depender do bispo diocesano.

O Sínodo na Arquidiocese de São Paulo

A Arquidiocese de São Paulo caminha para o seu primeiro sínodo e busca viver nele “o discernimento sobre as decisões a tomar, à luz da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja”, como escreve o Cardeal Dom Odilo Pedro Secherer, no site da Arquidiocese de São Paulo. No Sínodo que acontece em nossa cidade todos os fiéis são convidados para traçar o bem e a compreensão da realidade.

Objetivos e etapas do Sínodo

O tema do Sínodo é “Caminho de comunhão, conversão e renovação missionária”, o que já sugere o objetivo desse sínodo que é trazer mais ardor, mais força e renovação para uma nova vida missionária. “O caminho sinodal nos convida à tomada de consciência sobre o estado de nossas comunidades e sobre a situação dos católicos: alegres e confiantes em sua fé e na Igreja? Firmes e operosos na caridade? Preocupados e ocupados na evangelização e na transmissão da fé? Ardorosos no testemunho de Jesus Cristo e do Evangelho na vida pessoal e social? Participativos na vida da Igreja? Atentos à Palavra de Deus e às orientações da Igreja?”, escreveu Dom Odilo, no artigo “Sínodo: caminho de uma igreja em missão”.

O lema do Sínodo é “Deus habita esta cidade e somos suas testemunhas”, um lema que reforça ainda mais o quanto é importante a participação dos fiéis no Sínodo e o quanto levar a Palavra aos que não têm acesso a ela fortalece a missão da Igreja Católica.

Basicamente, o Sínodo se dividirá em três etapas: preliminar (quando é pedido para que se reze pelo bom êxito do Sínodo), preparo de pastorais (que devem estar também envolvidas) e vicariatos (assembleia de vicariatos).

Gostou de saber um pouco mais sobre o Sínodo que vai acontecer até 2020? Então não perca no próximo episódio da nossa série, em que falaremos sobre os planos de ação do Sínodo Arquidiocesano de São Paulo!

Aline Imercio
Foto: Arquidiocese de São Paulo


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte Final

Durante os últimos dois meses contamos um pouquinho sobre a história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Santa Padroeira do Brasil. No último episódio da série falamos um pouco sobre a devoção à mãezinha tão adorada pelos fiéis brasileiros e pelo mundo afora!
Construção do maior Santuário dedicado a Maria:
Quem vê hoje a grandiosidade da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, que fica na cidade de Aparecida, em São Paulo, não imagina que tudo começou com uma pedra fundamental lançada em 1946. A partir daí iniciou-se a construção do primeiro Santuário dedicado a Nossa Senhora Aparecida, que teve sua primeira missa celebrada em 11 de setembro do mesmo ano.

Nos anos de 1980, as atividades principais do Santuário se concentraram na Basílica Nova de Aparecida, que foi consagrada pelo papa João Paulo II, em 04/07/1980, em sua primeira visita ao Brasil. Atualmente, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida é considerada a maior no mundo dedicada à Maria e já recebeu a visita de fiéis do mundo todo e de três papas: João Paulo II, Bento XVI e o atual papa Francisco.

A estrutura do Santuário Nacional dedicado a nossa mãezinha impressiona: 1,3 milhão de metros quadrados , com cerca de 143 mil m² de área construída. Uma Basílica gigantesca que acolhe aproximadamente 12 milhões de fiéis todos os anos. Apesar de ter muitos pavimentos o mais visitado pelos turistas é a região em que fica a imagem original de Nossa Senhora, encontrada por pescadores há 300 anos, além do espaço das sala dos milagres que reúne relatos verídicos de milagres impressionantes realizados por Nossa Senhora Aparecida.

Devoção por Nossa Senhora Aparecida em todo o Brasil:

Em todo o território nacional, temos diversas paróquias dedicadas ao título de Nossa Senhora Aparecida. Aqui no Setor Episcopal Carrão-Formosa, por exemplo, temos a paróquia Nossa Senhora Aparecida que é localizada na Rua Amarais, nº 470.

A devoção pela Padroeira do Brasil também é difundida pelos Missionários do Sagrado Coração, que trabalham em dois Santuários dedicados a ela, localizados em Bauru (SP) e Itapetininga (SP), além de duas paróquias que ficam em São Gabriel da Cachoeira (AM) e Marmelópolis (MG).

Aline Imercio

Fotos: Portal A12.com

NS Aparecida


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte 2

Nossa Senhora Aparecida Original“Nossa Senhora Aparecida é reconhecida” 

No primeiro texto da nossa série sobre a Padroeira do Brasil, contamos como a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida surgiu para os pobres pescadores da região de Guaratinguetá e, em pouco tempo, encantou muitos fiéis.

Por 15 anos (de 1717 a 1732), a imagem de Aparecida fez uma peregrinação pelas regiões de Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguassu. No final deste período, o pescador Felipe Pedroso entregou a imagem ao filho Anastásio. Foi ele quem construiu o primeiro oratório de Aparecida.

Por conta da devoção, em 1740 o vigário de Guaratinguetá, padre José Alves Vilela, construiu a primeira capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, onde os fiéis sempre rezavam o terço e a ladainha.

No ano de 1743, o vigário, impressionado com os milagres da Mãe, fez um relatório, onde pedia ao Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei João da Cruz, para que ele autorizasse a construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora. A autorização chegou e a igreja foi construída no Morro dos Coqueiros, na cidade de Aparecida.

Os primeiros milagres de Nossa Senhora Aparecida:

Primeira Capela de NS AparecidaNão foi só o milagre de trazer muitos peixes aos três pescadores que não encontravam nada no rio, que trouxe a devoção à Mãe Aparecida. A fé das pessoas só aumentava a cada vez que se ouvia um novo milagre. E foi isso que ajudou para que a Igreja reconhecesse o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Destacamos alguns dos mais famosos:

– Velas: Ainda no pequeno oratório dedicado à Aparecida, era comum ver a comunidade se reunir ao redor da imagem da santa para rezar a ladainha. Como de costume, as velas eram acendidas. Em um dia de forte ventania a comunidade viu todas se apagarem repentinamente. Silvana Rocha, uma das que estavam rezando, levantou-se para acendê-las novamente. Mas não precisou. Em instantes, todas as velas acenderam-se sozinhas.

– Menina cega: Gertrudes Vaz, em 1874, enfrentou o desafio de viajar com sua filha cega de Jabuticabal até a cidade de Aparecida. O motivo era de que a menina pedia muito para ir onde ficava a imagem da Santa. Ao chegar perto de Aparecida, a garota disse uma frase que emocionou a mãe: “Olhe, mãe, a capela da santa!”. A partir desse momento, a jovem passou a enxergar.

– Escravo Zacarias: Na época em que a imagem apareceu, era comum no Brasil o regime escravocrata. Certa vez, um escravo chamado Zacarias passou com seu feitor perto do Santuário de Nossa Senhora e pediu para rezar um pouco. Entrou no local, ajoelhou-se aos pés da image de Aparecida e viu suas correntes se romperem. A partir desse momento ele estava livre!

E tanta devoção fez com que fosse criado um Santuário, um dos maiores do mundo, dedicado a Nossa Senhora Aparecida! É o que a gente conta no próximo episódio.

(Continua no próximo mês)

Aline Imercio
Fonte: Portal A12.com
Fotos: Arquivo do Santuário de N.Sra. Aparecida

 

 


“Esse é apenas o começo da Igreja para buscar a dimensão da Misericórdia de Deus”

padre-valdecirSempre muito simpático e cheio de brilho nos olhos ao falar da fé, Padre Valdecir Soares Santos, MSC, segue sua vocação na igreja há 13 anos e está em nosso Santuário há um ano e nove meses. À frente da maioria das atividades da igreja, o sacerdote maranhense fala com alegria do Ano da Misericórdia no Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração: “Me sinto muito grato por estar na Igreja que acolheu a porta Santa da Misericórdia!”, e foi sobre o ano jubilar que o padre conversou com o Jornal Santuário de Maria nesta entrevista exclusiva:

Jornal Santuário (JS): Qual o balanço que o senhor faz sobre o Ano Santo da Misericórdia na Igreja Católica?

Pe. Valdecir: O Ano Santo da Misericórdia foi instituído pelo Papa Francisco no dia 11 de abril de 2015, com a pretensão de que cada um de nós devemos nos despertar para a “misericórdia de Deus”. Ela que nos abraça, não enxergando quem somos, o que fazemos ou deixamos de fazer, essa misericórdia que está sempre ao nosso alcance.

O ano teve uma boa repercussão, mas também mostrou que talvez não estejamos conscientes ainda dessa grandeza da misericórdia divina. Acredito que poderia ser mais abrangente, algo na dimensão da vivência. Quantas vezes, temos mais consciência de um Deus que pune, um Deus que castiga, que pode não acolher, e pouca consciência da misericórdia de Deus, que abraça e acolhe todas as pessoas.

JS: Falta, então, entendermos melhor a didática da Misericórdia, o que ela significa?

Pe. Valdecir: Acredito que não seja uma questão de didática, mas sim de vivência. Temos a visão de uma igreja punitiva, cheia de normas e regras, mas pouca dimensão de uma igreja misericordiosa, mas isso não significa que ela não seja misericordiosa.

O Papa Francisco fala da necessidade de uma Igreja que busque a misericórdia, não uma Igreja que esteja sempre bonitinha e direitinha, mas sim uma Igreja enlameada, no sentido que se suja porque vai resgatar aqueles que estão na miséria, que não se fecha para isso, que busca a ovelha perdida e que, sobretudo, quer alcançar a todos e não só aqueles que estão ao seu redor.

A misericórdia de Deus não vê apenas a pessoa em si, mas especialmente a vida, que recebeu como dom de Deus. Misericórdia tem o significado de miséria e de córdia, que quer dizer coração. Um Deus que vem com um coração amoroso sobre as nossas misérias e nos acolhe.

Nosso Deus é exigente, ele não se contenta com 99 ovelhas, ele quer as 100. Quantas pessoas estão precisando de uma palavra? Tem uma história de vida sofrida e precisam da misericórdia em suas vidas? Uma coisa muito simples é um abraço, quantas pessoas estão carentes de abraço e o quanto isso pode fazer a diferença na vida de muitas delas? É essa dimensão que a igreja deve buscar.

JS: O que pode ter representado esse Ano Extraordinário da Misericórdia?

Pe. Valdecir: Normalmente, o ano jubilar tem a porta somente lá em Roma, mas o Papa Francisco quis que, pela primeira vez, a Porta da Misericórdia estivesse presente em diferentes regiões do mundo. Ele desejou ter essa maior aproximação entre a Igreja e os fiéis, quis que todos tivessem a oportunidade de ver Porta Santa da Misericórdia de perto e passar por ela.

O Papa Francisco quer despertar no coração de cada um de nós, a consciência de que somos abraçados pela misericórdia de Deus. Misericórdia não vê religião, não vê igreja, não vê raça, não vê condição social. A misericórdia não é falta de dinheiro, você pode ter tudo economicamente, mas ter um coração miserável. Ela acolhe e transforma. Não é só o anúncio da misericórdia de Deus, mas, especialmente, a vivência.

Essa dimensão é muito nova e é apenas o começo de uma longa caminhada da igreja para buscar a misericórdia.

E a dimensão de um Deus que abre e quer acolher a todos. Os fiéis devem se sentir amados por Deus.

JS: E como foi a repercussão do Ano Santo da Misericórdia no Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração?

Pe. Valdecir: Aqui tivemos agendadas 29 peregrinações, 31, se contarmos a abertura e o encerramento da Porta Santa. Acho que foi muito positivo, mas poderia ter sido mais forte e envolvente, porque, talvez, nem todos tenham essa real dimensão da misericórdia de Deus.

É interessante observar que muitos trabalham mais para o povo e menos para si, no sentido de acolher essa graça. As pessoas da própria comunidade acabam ficando mais funcional e menos no vivencial e testemunhal.

Eu vejo, por exemplo, pessoas de fora que entram na igreja, ajoelham na porta, fazem a oração com fé, enquanto as pessoas daqui acabam, muitas vezes, passando por qualquer porta, menos a da misericórdia e quando passam veem apenas uma porta. Tenho uma imagem muito bonita de ter visto uma criança de ajoelhar sozinha e fazer sua oração diante da Porta da Misericórdia, e os próprios pais dessa criança não fizeram isso. Isso é evangelizador.

Acolher bem as pessoas de fora passa pelo “seja bem-vindo”, mas também é preciso demonstrar a fé, dar o exemplo para os que estão chegando. Jesus já falava isso para Marta,

que ela não deveria ficar tão desesperada, mas sim se juntar com Maria para viver em oração. É isso que precisamos viver sermos mais testemunhas, e menos exclusivamente funcionais.

JS: As pessoas procuravam o senhor nesse período para saber o significado da Porta da Misericórdia?

Pe. Valdecir: Muito pouco, a gente falava também bastante nas celebrações do significado do ano e da Porta. É uma palavra que a gente escuta muito, mas também a gente entende pouco. Muitas pessoas se escondem para dizer que conhecem sem conhecer, uma ou outra pessoa me procurou, mas não muitas.

JS: E para o senhor, o que representou ter a Porta da Misericórdia?

Pe. Valdecir: Alguns sentimentos. Quando nós pensamos em solicitar que essa igreja recebesse a Porta da Misericórdia, eu me sentia muito desafiado, quase inseguro, era uma coisa nova. Quando chegou a afirmação que essa igreja receberia a Porta Santa da Misericórdia questionei-me como isso iria se desenvolver, já que era para toda região Belém, foi um novo desafio. Mas, depois de tudo como me sinto hoje? Gratificado, sinto-me bem por ter tido essa oportunidade de estar trabalhando nessa igreja que, por sua vez, foi escolhida para ter a Porta da Misericórdia. Minha avaliação pessoal é muito positiva, vendo que tudo isso é fruto da Misericórdia de Deus.

JS: O senhor gostaria de fazer algum agradecimento aos fiéis que participaram deste ano Santo da Misericórdia?

Pe. Valdecir: Primeiro gostaria de fazer o convite para que todos estejam presentes no encerramento do ano jubilar, que acontece no dia 13 de novembro, às 15h, em nosso Santuário.

Também gostaria de chamar a atenção para que todos continuem ainda mais motivados, já que estamos coroando esse tempo.

Agradecer a todos pela doação, pela entrega, pela gratidão, pela compreensão, pelo esforço dedicado. À confiança provincial que permitiu que tivéssemos aqui a Porta Santa, o senhor Bispo na época Dom Edmar e o cardeal D. Odilo, nosso setor e a região Belém e, no mais, a todos pela disponibilidade e pelo esforço que fizeram. E dizer que o ano é da Misericórdia, mas sabemos que a Misericórdia não tem fim.
Aline Imercio

Fotos: Beto Rocha (Santuátio) e Aline Imercio (Pe. Valdecir)

 

 

 

 

2 anexos


Nova santa para Igreja Católica: Madre Teresa de Calcutá!

Em março deste ano, sua santidade Papa Francisco anunciou a santificação de Madre Teresa de Calcutá. Ela foi canonizada e nomeada Santa Teresa de Calcutá pelo santo padre no dia 4 de setembro, data em que também se comemora o 19º ano de sua morte. Este foi um dos eventos mais importantes do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia.

Uma história de fé e bondade 

A história de Madre Teresa de Calcutá começa no dia 27 de agosto de 1910, na Albânia, data do do seu nascimento. A jovem menina Agnes Gonxha Bojaxhiu recebeu um chamado de Deus aos dezoito anos para ingressar na vida religiosa e, com o apoio dos pais, começou a caminhar em sua vocação na Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, na Irlanda.

Apesar de amar viver a religiosidade e o evangelho, a jovem menina tinha mais um desejo: sonhava em ter um trabalho social com os pobres da região de Calcutá, na Índia. Suas superioras, que conheciam o desejo missionário, apoiaram a decisão de Agnes, que após a sua profissão religiosa se tornou Teresa (inspirada na humildade de Santa Teresa de Jesus).

Madre Teresa foi à Índia, deu aulas a famílias bem estruturadas, mas também não deixava de sair às ruas e olhar de perto a pobreza e a miséria, a fim de ajudar aos mais necessitados. Teresa sabia que ali estava sua vocação e teve certeza disso, quando ouviu um irmão, no Himalaia, lhe dizer “Tenho sede”. A partir daí, a religiosa se dedicou totalmente à atividade missionária aos mais pobres e fundou a Congregação Missionárias da Caridade, aprovada pelo vaticano em 1950.

Mais tarde, em 1979, Madre Teresa teve seu trabalho reconhecido e ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Faleceu em setembro de 1997.

A ela é atribuído o alcance de alguns milagres, como o do brasileiro de 42 anos que se curou de tumores no cérebro graças a intercessão a Deus de nossa, agora, Santa Teresa de Calcutá.
Aline Imercio


Região Episcopal Belém dá boas vindas ao seu novo Bispo Auxiliar

padreluizcarlosdiasO Padre Luiz Carlos Dias, do clero de São João da Boa Vista, foi nomeado por Papa Francisco e assume sua nova missão, oficialmente, em maio.

No dia 16 de março de 2016, sua Santidade Papa Francisco fez uma nomeação que muitos aguardavam: a do novo bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo para a região Belém. A nomeação foi dada ao Padre Luiz Carlos Dias, até então membro do secretariado geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do clero da diocese de São João da Boa Vista. Desde novembro de 2015, depois da transferência do então bispo auxiliar Dom Edmar Peron para Paranaguá (PR), aguardávamos seu substituto.

O novo Bispo, Padre Luiz Carlos Dias, nasceu em 16 de setembro de 1964 e é natural da região de Caconde, interior de São Paulo. Foi ordenado sacerdote no ano de 1991 por Dom Tomás Vaqueiro. Estudioso, o padre Luiz Carlos tem cursos de relevância em seu currículo, como o de mestre em Filosofia, concluído em Roma, e de Ética Social, na Alemanha.

Em sua vida de sacerdote, Padre Luiz Carlos foi docente no Instituto de Teologia de São João da Boa Vista, no Instituto de Filosofia da diocese de Guaxupé, no Instituto de Filosofia de São João da Boa Vista e no Instituto de Filosofia da Arquidiocese de Brasília. Entre outras funções, o padre também foi secretário executivo das campanhas da Fraternidade e Evangelização, da CNBB.

Exercendo o novo cargo de bispo auxiliar da Região Episcopal Belém, o Padre Luiz Carlos se junta a outros bispos auxiliares de São Paulo como Dom Julio Endi Akamine (da região da Lapa), Dom Eduardo Vieira dos Santos (da região da Sé), Dom José Roberto Fortes Palau (da região do Ipiranga), Dom Sérgio de Deus Borges (da região de Santana).

O Padre Luiz Carlos Dias é o sétimo a ocupar o cargo de Bispo Auxiliar da Região Episcopal Belém, que começou no ano de 1966 e abrange grande parte das paróquias da Zona Leste. O padre será ordenado Bispo Auxiliar no dia 7 de maio em Caconde, sua cidade natal. No dia 26 de maio, às 9 horas, durante a festa de Corpus Christi, tomará posse na Catedral da Sé e, no dia 28 de maio, nosso Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração será o local da celebração de acolhida da Região Belém ao novo Bispo, Dom Luiz Carlos Dias, às 15 horas.

Aline Rodrigues Imercio

(Fontes: http://www.arquisp.org.br/regiaobelem/noticias/novo-bispo-auxiliar-sera-empossado-na-festa-de-corpus-christi/ http://www.diocesesaojoao.org.br/site/pe-luiz-carlos-dias-e-nomeado-bispo-pelo-papa-francisco/)


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