Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vila Formosa - São Paulo - Brasil

Em 2019, o caminho do Sínodo continua nas regiões e vicariatos

Sínodo

 

A segunda fase do caminho sinodal, em 2019, acontecerá no âmbito das regiões episcopais e vicariatos ambientais. A abertura dessa etapa será em 30 de março, em cada região.

A Comissão de Coordenação Geral do sínodo já elaborou o regulamento das assembleias regionais (disponível no site arquisp.org.br/sinodo) e agora prepara a redação do instrumento de trabalho das reuniões.

As assembleias serão realizadas em quatro sessões com os objetivos de avaliar e refletir sobre a vida e a missão da Igreja nos vicariatos, a partir dos relatórios das paróquias e realidades ambientais; refletir sobre as realidades eclesiais supraparoquiais, como os serviços, as pastorais, associações, movimentos e novas comunidades, tendo em conta os dados dos levantamentos feitos na fase paroquial; discernir sobre os principais desafios e urgências pastorais; elaborar propostas para a melhor realização da missão na região e na Arquidiocese.

Os resultados das assembleias regionais serão encaminhados para a assembleia arquidiocesana, última etapa do sínodo, que acontecerá em 2020.

E AS PARÓQUIAS?

Enquanto acontecem as assembleias regionais, as paróquias são convidadas a continuar o caminho sinodal. Em março de 2019, Dom Odilo publicará uma carta pastoral à Arquidiocese, dando indicações de como as comunidades viverão o sínodo em 2019.

Uma das indicações é que as paróquias se dediquem à tomada de consciência de sua própria história, promovendo iniciativas que estimulem os fiéis a aprofundar seu sentido de pertencer à comunidade. De igual modo, o Arcebispo propõe que se promovam a história dos santos padroeiros das paróquias como testemunhas de seguimento de Jesus Cristo que inspiram a missão paroquial.

Outro grande destaque de 2019 será o Mês Missionário Extraordinário, convocado pelo Papa Francisco, a ser celebrado em outubro. A Arquidiocese prepara uma série de iniciativas missionárias para esse período do ano, já como resposta à percepção trazida pelo levantamento de campo feito nas paróquias em 2018.

Fonte: Portal do Jornal “O São Paulo”, da Arquidiocese de São Paulo.


Papa Francisco: “Deixemo-nos ser surpreendidos por Jesus neste Natal”

Papa Francisco

Olhemos para o primeiro Natal da história para descobrir os gostos de Deus. Aquele primeiro Natal da história foi cheio de surpresas. Começa com Maria, que era esposa prometida de José: chega o anjo e lhe muda a vida. De virgem será mãe. Prossegue com José, chamado a ser pai de um filho sem gerá-lo. Um filho que chega no momento menos indicado, isso é, quando Maria e José eram esposos prometidos e, segundo a Lei, não podiam morar juntos. Diante do escândalo, o bom senso do tempo convidada José a repudiar Maria e salvar o seu bom nome, mas ele, que mesmo que tivesse direito, surpreende: para não prejudicar Maria, pensa em despedir-se dela em segredo, a custo de perder a própria reputação. Depois, outra surpresa: Deus em sonho muda seus planos e lhe pede para receber Maria consigo. Nascido Jesus, quando tinha seus projetos para a família, ainda em sonho lhe é dito para levantar-se e ir para o Egito. Em síntese, o Natal leva a mudanças de vida inesperadas. E se nós queremos viver o Natal, devemos abrir o coração para estar dispostos às surpresas, isso é, a uma mudança de vida inesperada.

Mas é na noite de Natal que chega a surpresa maior: o Altíssimo é um pequeno menino. A Palavra divina é uma criança, que literalmente significa “incapaz de falar”. E a palavra divina se torna “incapaz de falar”. A acolher o Salvador não são as autoridades da época ou dos lugares ou os embaixadores: não; são os simples pastores que, surpreendidos pelos anjos enquanto trabalhavam de noite, correm sem demora. Quem esperaria isso? Natal é celebrar o inédito de Deus, ou melhor, é celebrar um Deus inédito, que derruba as nossas lógicas e as nossas expectativas.

Celebrar o Natal, então, é acolher na terra as surpresas do Céu. Não se pode viver “terra terra”, quando o Céu trouxe as suas novidades ao mundo. Natal inaugura uma época nova, onde a vida não se programa, mas se doa; onde não se vive para si, na base dos próprios gostos, mas para Deus; e com Deus, porque do Natal Deus é o Deus conosco, que vive conosco, que caminha conosco. Viver o Natal é deixar-se sacudir pela sua surpreendente novidade. O Natal de Jesus não oferece o calor reconfortante da lareira, mas o arrepio divino que sacode a história. Natal é a revanche da humildade sobre a arrogância, da simplicidade sobre a abundância, do silêncio sobre o tumulto, da oração sobre “meu tempo”, de Deus sobre meu eu.

Celebrar o Natal é fazer como Jesus, vindo para nós necessitados, e ir em direção a quem precisa de nós. É fazer como Maria: confiar, dóceis a Deus, mesmo sem entender o que Ele fará. Celebrar o Natal é fazer como José: levantar-se para realizar aquilo que Deus quer, mesmo se não é segundo os nossos planos. São José é surpreendente: no Evangelho, nunca fala: não há uma palavra, de José, no Evangelho; e o Senhor lhe fala no silêncio, lhe fala justamente no sono. Natal é preferir a voz silenciosa de Deus aos rumores do consumismo. Se soubermos estar em silêncio diante do presépio, Natal será também para nós uma surpresa, não uma coisa já vista. Estar em silêncio diante do presépio: este é o convite, para o Natal. Tire um pouco de tempo, vá diante do presépio e fique em silêncio. E ouvirás, verás a surpresa.

Infelizmente, porém, pode-se errar a festa, e preferir às novidades do céu as coisas usuais da terra. Se o Natal permanece somente uma bela festa tradicional, onde no centro estamos nós e não Ele, será uma ocasião perdida. Por favor, não mundanizemos o Natal! Não coloquemos de lado o Festejado, como então, quando “veio entre os seus e os seus não o acolheram” (Jo 1, 11). Desde o primeiro Evangelho do Advento o Senhor nos chama a atenção, pedindo para não nos sobrecarregarmos com “dissipações” e “preocupações da vida” (Lc 21, 34). Nestes dias se corre, talvez como nunca durante o ano. Mas assim se faz o oposto daquilo que Jesus quer. Colocamos a culpa em tantas coisas que enchem os dias, no mundo que vai veloz. E Jesus não culpou o mundo, pediu para nós não nos deixarmos levar, para vigiar em todo momento rezando (cfr v. 36).

Bem, será Natal se, como José, dermos espaço ao silêncio; se, como Maria, dissermos “eis-me aqui” a Deus; se, como Jesus, formos próximos a quem está sozinho; se, como os pastores, sairmos dos nossos recintos para estar com Jesus. Será Natal se encontrarmos a luz na pobre gruta de Belém. Não será Natal se procurarmos o brilho cintilante do mundo, se nos enchermos de presentes, almoços e jantares, mas não ajudarmos pelo menos um pobre que se assemelha a Deus, porque no Natal Deus veio pobre.

Queridos irmãos e irmãs, desejo-vos um bom Natal, um Natal rico das surpresas de Jesus! Podem parecer surpresas incômodas, mas são os gostos de Deus. Se forem nossas, faremos a nós mesmos uma esplêndida surpresa. Cada um de nós tem escondida no coração a capacidade de se surpreender. Deixemo-nos surpreender por Jesus neste Natal.

 

Catequese do Papa Francisco
Sala Paulo VI – Vaticano

Quarta-feira, 19 de dezembro de 2018


Papa Francisco: “Que o Advento não seja mundano. É o tempo para purificar a fé.”

PAPA FRANCISCO novo

Na capela da Casa Santa Marta, em 03/12/2018, Papa Francisco celebrou a Missa e falou do tempo do Advento como a ocasião para compreender plenamente o nascimento de Jesus em Belém e para cultivar a relação pessoal com o Filho de Deus.

O tempo do Advento tem “três dimensões”: passado, futuro e presente. Celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta, o Papa recordou que o Advento é o tempo propício “para purificar o espírito, para fazer crescer a fé com esta purificação”.

Que o Natal não seja mundano

Papa Francisco ressaltou que a primeira dimensão do Advento é o passado, “a purificação da memória”: “recordar bem que não nasceu a árvore de Natal”, que certamente é um “belo sinal”, mas recordar que “nasceu Jesus Cristo”.Nasceu o Senhor, nasceu o Redentor que veio para nos salvar. Sim, a festa…nós sempre temos o perigo, sempre teremos em nós a tentação de mundanizar o Natal, mundanizá-lo … quando a festa deixa de ser contemplação – uma bela festa de família com Jesus no centro – e começa a ser festa mundana: fazer compras, presentes, isso e aquilo outro…e o Senhor permanece ali, esquecido. Inclusive na nossa vida: sim, nasceu, em Belém, mas… E o Advento é para purificar a memória daquele tempo passado, daquela dimensão.

Purificar a esperança

Além disso, o Advento serve para “purificar a esperança”, para se preparar “para o encontro definitivo com o Senhor”.

Porque aquele Senhor que veio lá, voltará, voltará! E voltará para nos perguntar: “Como foi a sua vida?”. Será um encontro pessoal. Nós, o encontro pessoal com o Senhor, hoje, teremos na Eucaristia e não podemos ter um encontro assim, pessoal, com o Natal de 2000 anos atrás: temos a memória do que foi. Mas quando Ele voltar, teremos aquele encontro pessoal. É purificar a esperança.

O Senhor bate todos os dias ao nosso coração

Por fim, o Papa convidou todos a cultivarem a dimensão cotidiana da fé, não obstante as preocupações e os muitos afazeres, cuidando da própria “casa interior”. O nosso Deus, de fato, é o “Deus das surpresas” e os cristãos deveriam perceber todos os dias os sinais do Pai Celeste, o seu falar conosco hoje.

E a terceira dimensão é mais cotidiana: purificar a vigilância. Vigilância e oração são duas palavras para o Advento; porque o Senhor veio na História em Belém; virá, no final do mundo e também no final da vida de cada um de nós. Mas vem todos os dias, em todos os momentos, no nosso coração, com a inspiração do Espírito Santo.

Fonte: Barbara Castelli – Cidade do Vaticano (Portal www.vaticannews.va)


Papa Francisco: “A verdadeira liberdade é o amor verdadeiro”

Papa Francisco 12.09.2018

“O amor verdadeiro é a verdadeira liberdade, pois desapega da posse, reconstrói as relações, sabe acolher e valorizar o próximo, transforma todo esforço em um dom alegre e torna-o capaz de comunhão. O amor torna livres mesmo na prisão, ainda se fracos e limitados”, disse Francisco.

O amor verdadeiro é a verdadeira liberdade. A escravidão do próprio ego aprisiona mais do que uma prisão, mais do que uma crise de pânico, mais do que uma imposição de qualquer gênero. Assim, o terceiro mandamento nos convida a celebrar no repouso a libertação, trazida por Jesus.

Na catequese da Audiência Geral de 12/09/2018, Papa Francisco voltou a refletir sobre os dez mandamentos, retomando o terceiro, sobre o repouso,  sobre o qual havia começado a falar na semana precedente.

O fim da escravidão 

Dirigindo-se aos 12 mil presentes na Praça São Pedro, Francisco começou explicando “uma preciosa diferença” existente entre o Decálogo publicado no Livro do Êxodo e aquele publicado no Livro do Deuteronômio. Enquanto no primeiro o motivo do repouso “é a bênção da criação”, no segundo é comemorado “o fim da escravidão”. “Neste dia – observa –  o escravo deve repousar como o patrão, para celebrar a memória da Páscoa da libertação”, e acrescenta:

“Os escravos, na verdade, por definição, não podem descansar. Mas existem tantos tipos de escravidão, quer exteriores como interiores. Existem restrições externas como  as opressões, as vidas sequestradas pela violência e por outros tipos de injustiça. Existem depois, as prisões interiores, que são, por exemplo, bloqueios psicológicos, os complexos, os limites de caráter e outros mais”.

“Existe repouso nessas condições?”, pergunta o Papa. “Pode um homem preso ou oprimido permanecer livre? E pode uma pessoa atormentada por dificuldades internas ser livre?”.

Misericórdia traz liberdade interior 

Francisco responde dizendo que existem pessoas que, mesmo no cárcere, “vivem uma grande liberdade de espírito”. Para ilustrar sua afirmação, cita São Maximiliano Kolbe e o cardeal Van Thuan, “que transformaram obscuras opressões em locais de luz. Assim como pessoas marcadas por grandes fragilidades interiores, que porém conhecem o repouso da misericórdia e sabem transmitir isso”:

“ O encontro com a misericórdia de Deus dá uma grande liberdade interior ”

“A misericórdia de Deus nos liberta e quando você se encontra com a misericórdia de Deus tem uma grande liberdade interior e tem capacidade de transmiti-la. Por isso é importante ser aberto à misericórdia de Deus para deixar de ser escravo de si mesmo”.

A verdadeira liberdade 

O que é então a verdadeira liberdade?

A liberdade de escolha, fazendo aquilo que se deseja, “não basta para ser realmente livres, e tampouco felizes. A verdadeira liberdade é muito mais”, afirma, explicando:

“ O ego aprisiona e torna a pessoa escrava ”

“De fato, há uma escravidão que aprisiona mais que uma prisão, mais do que uma crise de pânico, mais do que uma imposição de qualquer tipo: a escravidão do próprio ego.  Aquelas pessoas que parece que durante todo o dia estão se refletindo no espelho para ver o ego. E o próprio ego tem uma estatura mais alta que o próprio corpo. São escravas do ego”.

O ego, um torturador 

“O ego – observa Francisco –  pode se tornar um torturador que tortura o homem onde quer que esteja e lhe causa a mais profunda opressão, aquela que se chama “pecado”, que não é uma simples violação de um código, mas fracasso da existência e condição de escravos”.

“ O pecado não é uma simples violação de um código, mas fracasso da existência e condição de escravos ”

O pecado, no final das contas – explica – é dizer e fazer ego: “Eu quero isto, isto, isto e não me importa se existe um limite, se existe um mandamento, nem mesmo me importa se existe amor. Ego! Este é o pecado.” Pensemos nas paixões humanas:

“O guloso, o lascivo, o avarento, o zangado, o irascível, o invejoso, o preguiçoso, o soberbo, e assim por diante,  são escravos de seus vícios, que os tiranizam e os atormentam. Não há trégua para o guloso, porque a gula é a hipocrisia do estômago, que nos faz acreditar que está vazio. O estômago hipócrita nos faz gulosos, somos escravos do estômago hipócrita. Não há trégua para o guloso”.

“ O guloso, o lascivo, o avarento, o zangado, o irascível, o invejoso, o preguiçoso, o soberbo, e assim por diante, são escravos de seus vícios, que os tiranizam e os atormentam ”

E o lascivo, que deve viver de prazer, a ânsia de possuir destroi o avarento, sempre acumulando dinheiro, fazendo mal aos outros.  O fogo da ira e o caruncho da inveja arruínam as relações; a preguiça que evita qualquer esforço torna incapazes de viver; o egocentrismo soberbo escava um fosso profundo entre si e os outros.”

E as pessoas invejosas. “Os escritores dizem que a inveja deixa amarelo o corpo e a alma. Como quando uma pessoa tem hepatite fica amarela, os invejosos tem amarela a alma, porque nunca podem ter o frescor da saúde da alma. A inveja destrói”.

Celebrar no repouso a libertação em Jesus Cristo 

“Queridos irmãos e irmãs, quem é, portanto, o verdadeiro escravo? Quem é aquele que não conhece repouso? Quem não é capaz de amar!”

“ Verdadeiro escravo é quem não é capaz de amar ”

O Senhor Jesus nos liberta da escravidão do pecado, tornando o homem capaz de amar. Assim, o terceiro mandamento nos convida a celebrar no repouso esta libertação.

O verdadeiro amor 

O verdadeiro amor, portanto,  é a resposta para a pergunta “o que é a verdadeira liberdade?”:

“O amor verdadeiro é a verdadeira liberdade: desapega da posse, reconstrói as relações, sabe acolher e valorizar o próximo, transforma todo esforço em um dom alegre e torna-o capaz de comunhão. O amor  torna livres mesmo na prisão, ainda se fracos e limitados”.

Esta é a liberdade – disse o Santo Padre ao concluir –  que recebemos de nosso Redentor, Jesus Cristo.

Fonte: www.vaticannews.va

 


“Sínodo Arquidiocesano: A Catequese não pode falhar” – Artigo de Dom Odilo

Dom Odilo

Na última semana de agosto, está em destaque a vocação dos cristãos leigos e as muitas maneiras como eles participam da vida e da missão da Igreja. A Igreja é formada por um imenso “povo de batizados”, um “povo de vocacionados”, em que cada um recebeu de Deus um dom para o seu próprio proveito, mas também para o proveito da Igreja inteira. Recebemos os dons em função de missões que devemos cumprir.

Dois são os vastos campos da vida e da missão da Igreja onde os leigos são chamados a participar: na vida interna da Igreja, eles exercem diversos ministérios não ordenados e também partilham, com o clero, as responsabilidades pelo anúncio do Evangelho, a organização dos vários serviços nas comunidades e o testemunho da vida cristã.

O outro vastíssimo campo da missão dos leigos é o “mundo secular”, onde eles são cidadãos ao lado dos demais cidadãos, encarregados de promover a “obra boa” em relação à vida familiar e matrimonial, à educação, à cultura e ao trabalho profissional, às responsabilidades públicas e políticas. Os leigos são mensageiros do Evangelho pela palavra, a ação e o testemunho nos ambientes do “mundo”, onde a Igreja não está presente como instituição.

Os cristãos leigos têm a missão, em nome da Igreja, de edificar o mundo conforme o reino de Deus. Em todas as instâncias da vida e da atividade humana em que estão inseridos, eles devem fazer levar a luz, o sal e o fermento do Evangelho de Cristo. São testemunhas de Deus e ajudam as pessoas a se encaminharem para Deus. E cabelhes a missão nada fácil de fazer a síntese entre a fé professada e a vida de cada dia.

Entre os leigos que desempenham serviços na vida interna da Igreja lembramos especialmente os catequistas. Eles têm a missão de ajudar os irmãos na iniciação à vida cristã e na fé da Igreja Católica. São pedagogos da fé, que ajudam crianças, adolescentes, jovens e adultos a conhecerem os mistérios da fé e da vida cristã e os introduzem, pouco a pouco, na vida da comunidade eclesial.

A fé e a vida cristã despertam do encontro com Deus e com Jesus Cristo Salvador e, por isso, a ação dos catequistas tem o objetivo de ajudar as pessoas a terem esse encontro com Deus através do conhecimento das verdades da fé e através da prática cristã. Os catequistas ajudam a fazer a experiência da fé vivida, conforme o convite do salmo: “provai e vede como o Senhor é bom!” (Sl 33/34).

A catequese é um aspecto fundamental da evangelização e não pode faltar em nenhuma paróquia ou comunidade cristã. Ela possui diversos momentos, que vão do “primeiro anúncio”, ou querigma, ao aprofundamento do conhecimento e da adesão de fé, e deve levar à maturidade da fé, que se traduz na vida cristã coerente e na prática das virtudes e das bem-aventuranças. De fato, a catequese continua ao longo de toda a vida e requer sempre novos aprofundamentos diante das situações e circunstâncias novas da vida.

A boa catequese não pode ater-se apenas ao conhecimento intelectual da fé e da religião, mas precisa ser orientada necessariamente à prática da vida cristã: deve levar à oração, nas suas múltiplas formas; à vida moral coerente com os mandamentos de Deus e com os ensinamentos de Jesus; deve levar à prática das virtudes, à vida honesta e ao envolvimento social para a edificação do mundo “conforme Deus”. A catequese deve também levar à participação ativa e generosa na vida e na missão da comunidade cristã. O caminho da catequese não pode deixar de ser um caminho paciente e perseverante de inserção na comunidade eclesial, onde os católicos se sentem como em sua casa e em sua família. Por isso, a catequese não pode deixar de apresentar uma boa e correta visão da Igreja de Cristo, da qual os catequizandos também são parte e devem sentir-se participantes. A catequese seria muito incompleta se não conseguisse transmitir também um amor sincero e filial à Igreja.

O sínodo arquidiocesano que estamos realizando deverá fazer uma boa avaliação sobre a situação real da catequese em nossas paróquias e comunidades. A catequese é uma ação prioritária da Igreja e deve merecer o melhor de nossas atenções. Se ela for falha, estaremos colocando seriamente em risco o futuro da evangelização e da transmissão da fé cristã.

 

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo
(http://arquisp.org.br/ arcebispo/artigos-e- pronunciamentos – 29/08/2018)


“Sínodo Arquidiocesano: Como estamos?” – Artigo de Dom Odilo

Dom OdiloO primeiro ano do sínodo arquidiocesano está sendo dedicado a uma grande tomada de consciência da situação sócio religiosa e pastoral na Igreja particular de São Paulo. Como estamos, em cada uma de nossas comunidades paroquiais, em cada organização eclesial e pastoral? Qual é o rosto de cada uma de nossas comunidades? Em breve, vai ser realizado um grande levantamento sobre a situação religiosa e pastoral em cada paróquia e em toda a Arquidiocese de São Paulo.

Há muitos anos, desde o Concílio Vaticano II, a Igreja está sendo chamada a se renovar na sua vida e na sua missão. Muitos documentos importantes sobre isso já foram produzidos em grandes reuniões eclesiais, como o próprio Concílio, as assembleias do Sínodo dos Bispos, as Conferências Gerais do Episcopado da América Latina e do Caribe, como a de Aparecida (2007), assembleias da CNBB, sem esquecer os importantes documentos do magistério do Papa Francisco e de seus predecessores. Todos apontam para a mesma direção: a retomada da missão e da evangelização, a conversão pessoal e comunitária a Deus e aos caminhos do Evangelho, o testemunho eloquente do Evangelho.

“Não podemos continuar, apenas, com uma pastoral de conservação; precisamos fazer uma pastoral decididamente missionária” (Documento de Aparecida). E o Papa Francisco nos chama a sermos uma “Igreja em saída missionária”, em estado permanente de missão. Não podemos continuar a fazer as coisas, como se nada tivesse mudado ao nosso redor! Passamos por uma importante mudança de época. O mundo contemporâneo, a cultura e os novos modos de vida e de interação das pessoas trouxeram profundas mudanças. E tudo isso afeta fortemente as convicções e atitudes religiosas e morais das pessoas e os modos de vida na sociedade. Muitas vezes, é para melhor. Outras vezes, certamente não.

Estamos cientes dos efeitos dessa mudança de época sobre o nosso povo católico e nossas comunidades? A mensagem da Igreja ainda atinge as pessoas? A quantas, de fato, alcançamos com nossas pregações e documentos?  Como reagem as pessoas à mensagem da Igreja? Quem são e que perfil têm as pessoas que frequentam nossa Igreja e são atingidas, de alguma maneira, pela sua mensagem? Conseguimos alcançar e envolver as novas gerações, crianças, adolescentes e jovens? Como anda a vida sacramental, expressão importante da fé católica e da vida da Igreja? Como está a frequência à missa dominical, a procura do batismo das crianças, a confissão, o casamento religioso? E na catequese, como processo de iniciação e aprofundamento da fé e da vida cristã, estão, ao menos, as famílias e pessoas católicas? Com qual intensidade é feita a caridade organizada, enquanto como testemunho indispensável e fruto da fé nas nossas comunidades? Os cristãos leigos e leigas, “sal da terra e fermento na massa”, estão envolvidos na promoção do bem comum, na edificação da sociedade justa e fraterna e no zelo pela “casa comum”?

Essas perguntas e muitas outras serão objeto de uma pesquisa promovida em todas as paróquias da Arquidiocese em vista do levantamento da realidade social, religiosa e pastoral de cada comunidade. E em cada paróquia será feito mais um levantamento sobre os indicadores objetivos dos serviços religiosos e pastorais oferecidos pelas paróquias. Para promover a “conversão pastoral e missionária”, precisamos estar conscientes dos reais desafios e urgências que temos a enfrentar na evangelização durante os próximos anos. Os dados oferecidos por esses levantamentos, junto com as indicações e contribuições dos grupos do sínodo nas comunidades, serão matéria de reflexão e discernimento nas assembleias do sínodo nas paróquias nos meses de outubro e novembro deste ano.

As preocupações com as necessárias mudanças de atitude e de ação não podem ficar apenas nos altos níveis das responsabilidades da Igreja. Não basta que o Papa ou uma assembleia dos Bispos façam documentos e apelos em favor da nova evangelização: é preciso que essas chamadas, decorrentes do Evangelho, da voz das circunstâncias e do zelo pastoral, cheguem às pessoas e comunidades locais e concretas da Igreja. De fato, a Igreja é, antes e acima de tudo, uma grande comunidade de pessoas reunidas em torno de Cristo pela fé e pela vida orientada pelo Evangelho.

As organizações e estruturas da Igreja são necessárias, assim como suas doutrinas e normas de organização e de vida. Mas estas estão em função do bem da Igreja, que é a graça do Evangelho, e das pessoas, que fazem a Igreja ser o povo de Deus, a comunidade dos testemunhas e missionários de Jesus Cristo no mundo. Por isso, a preocupação com as mudanças e a renovação não pode ficar apenas voltada para as estruturas e organizações da Igreja: ela precisa chegar às pessoas e comunidades vivas da Igreja.

Cardeal Odilo Pedro Sherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo
Publicado em O SÃO PAULO, na edição de 12/07/2018


Como o Sínodo Arquidiocesano é colocado em prática nas paróquias

Catedral da SéNo primeiro episódio da nossa série sobre o Sínodo Arquidiocesano, falamos um pouco sobre o que significa essa assembleia que vai discutir temas tão importantes para nossa comunidade e também o quanto ela é inédita na Arquidiocese de São Paulo. Na segunda, e última, parte da nossa série vamos falar sobre o Sínodo em ação e do o que se espera com esse movimento para o próximo ano em nosso Santuário.

Para começar as conversas sobre o Sínodo, no dia 16 de setembro de 2017, o Arcebispo de São Paulo e Cardeal, Dom Odilo Pedro Scherer, realizou um encontro de preparação das paróquias para esse evento na Igreja Católica. Cada paróquia de São Paulo deveria ter dois leigos para participar do encontro e pensar junto nas ações. Do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, as escolhidas foram as agentes de pastoral Célia Pires e Rosa Maria.

“No encontro foram tratadas, em síntese, as orientações práticas. Neste tempo, percebe-se a necessidade de renovar a evangelização e a vida pastoral na nossa Arquidiocese de São Paulo. A mudança de época na sociedade e na cultura também atinge fortemente a vida eclesial e seus efeitos aparecem no abandono da Igreja e até da fé cristã”, diz Célia que participou ativamente do encontro. Para a representante, o  objetivo principal do sínodo é a renovação da evangelização e da vida pastoral na Arquidiocese “à luz dos apelos de Deus e da Igreja e à luz da realidade, na qual vive a Igreja na nossa cidade”.

Olhar para nossa Igreja:

Ainda quando começavam as discussões sobre o sínodo, em julho deste ano, o Arcebispo Dom Odilo disse que o Sínodo Arquidiocesano começava com a missão da Igreja em olhar para si, se enxergar e ver qual está sendo seu papel na evangelização e na acolhida aos fiéis. “O Sínodo é eclesial. É a Igreja em São Paulo que reflete e olha para si, para sua maneira de ser, para sua missão. O que estamos realizando, como estamos realizando… É a busca da própria Igreja de se reposicionar, acertar o passo”, disse Dom Odilo durante o encontro da Comissão de Coordenação Geral do Sínodo.

Ou seja, o Sínodo é reflexão do que nossa comunidade faz em prol da fé e da acolhida dos a irmãos e, em um segundo momento é ação. É motivar os fiéis a participarem de reflexões, discussões e ações em busca da evangelização e da essência da nossa igreja. Como diz o Papa Francisco a igreja deve ser de saída, deve ir além da própria comunidade e também pensar em ações para acolher aqueles que precisam conhecer a palavra de Deus.  E é assim que serão pensadas as próximas ações em nosso Santuário e em outras paróquias da arquidiocese de São Paulo. Oremos para que o Sínodo seja um grande passo para aumentar a nossa fé e a de nossos irmãos!

Aline Imercio

Foto: Catedral da Sé (rodacidade.com.br)


Conhecendo o Sínodo Arquidiocesano – Parte 1

Arquidiocese de São PauloNos últimos tempos, ouvimos falar bastante sobre Sínodo. Mas você sabe o que significa essa palavra? E o que ela pode representar para a Igreja? É o que vamos explicar na nova série do Jornal Santuário de Maria.

O que é Sínodo?

A palavra “sínodo” vem do grego “synodos”, quer dizer “caminhar junto”. O sínodo é basicamente uma assembleia que reúne religiosos, leigos e consagrados que são escolhidos pelo bispo diocesano. Estas pessoas se reúnem para refletir, programar e planejar. Tudo para o bem da comunidade cristã. O sínodo pode ser realizado em uma diocese, província ou país. Ele é uma expressão de comunhão de fé. A convocação do Sínodo sempre vai depender do bispo diocesano.

O Sínodo na Arquidiocese de São Paulo

A Arquidiocese de São Paulo caminha para o seu primeiro sínodo e busca viver nele “o discernimento sobre as decisões a tomar, à luz da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja”, como escreve o Cardeal Dom Odilo Pedro Secherer, no site da Arquidiocese de São Paulo. No Sínodo que acontece em nossa cidade todos os fiéis são convidados para traçar o bem e a compreensão da realidade.

Objetivos e etapas do Sínodo

O tema do Sínodo é “Caminho de comunhão, conversão e renovação missionária”, o que já sugere o objetivo desse sínodo que é trazer mais ardor, mais força e renovação para uma nova vida missionária. “O caminho sinodal nos convida à tomada de consciência sobre o estado de nossas comunidades e sobre a situação dos católicos: alegres e confiantes em sua fé e na Igreja? Firmes e operosos na caridade? Preocupados e ocupados na evangelização e na transmissão da fé? Ardorosos no testemunho de Jesus Cristo e do Evangelho na vida pessoal e social? Participativos na vida da Igreja? Atentos à Palavra de Deus e às orientações da Igreja?”, escreveu Dom Odilo, no artigo “Sínodo: caminho de uma igreja em missão”.

O lema do Sínodo é “Deus habita esta cidade e somos suas testemunhas”, um lema que reforça ainda mais o quanto é importante a participação dos fiéis no Sínodo e o quanto levar a Palavra aos que não têm acesso a ela fortalece a missão da Igreja Católica.

Basicamente, o Sínodo se dividirá em três etapas: preliminar (quando é pedido para que se reze pelo bom êxito do Sínodo), preparo de pastorais (que devem estar também envolvidas) e vicariatos (assembleia de vicariatos).

Gostou de saber um pouco mais sobre o Sínodo que vai acontecer até 2020? Então não perca no próximo episódio da nossa série, em que falaremos sobre os planos de ação do Sínodo Arquidiocesano de São Paulo!

Aline Imercio
Foto: Arquidiocese de São Paulo


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte Final

Durante os últimos dois meses contamos um pouquinho sobre a história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Santa Padroeira do Brasil. No último episódio da série falamos um pouco sobre a devoção à mãezinha tão adorada pelos fiéis brasileiros e pelo mundo afora!
Construção do maior Santuário dedicado a Maria:
Quem vê hoje a grandiosidade da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, que fica na cidade de Aparecida, em São Paulo, não imagina que tudo começou com uma pedra fundamental lançada em 1946. A partir daí iniciou-se a construção do primeiro Santuário dedicado a Nossa Senhora Aparecida, que teve sua primeira missa celebrada em 11 de setembro do mesmo ano.

Nos anos de 1980, as atividades principais do Santuário se concentraram na Basílica Nova de Aparecida, que foi consagrada pelo papa João Paulo II, em 04/07/1980, em sua primeira visita ao Brasil. Atualmente, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida é considerada a maior no mundo dedicada à Maria e já recebeu a visita de fiéis do mundo todo e de três papas: João Paulo II, Bento XVI e o atual papa Francisco.

A estrutura do Santuário Nacional dedicado a nossa mãezinha impressiona: 1,3 milhão de metros quadrados , com cerca de 143 mil m² de área construída. Uma Basílica gigantesca que acolhe aproximadamente 12 milhões de fiéis todos os anos. Apesar de ter muitos pavimentos o mais visitado pelos turistas é a região em que fica a imagem original de Nossa Senhora, encontrada por pescadores há 300 anos, além do espaço das sala dos milagres que reúne relatos verídicos de milagres impressionantes realizados por Nossa Senhora Aparecida.

Devoção por Nossa Senhora Aparecida em todo o Brasil:

Em todo o território nacional, temos diversas paróquias dedicadas ao título de Nossa Senhora Aparecida. Aqui no Setor Episcopal Carrão-Formosa, por exemplo, temos a paróquia Nossa Senhora Aparecida que é localizada na Rua Amarais, nº 470.

A devoção pela Padroeira do Brasil também é difundida pelos Missionários do Sagrado Coração, que trabalham em dois Santuários dedicados a ela, localizados em Bauru (SP) e Itapetininga (SP), além de duas paróquias que ficam em São Gabriel da Cachoeira (AM) e Marmelópolis (MG).

Aline Imercio

Fotos: Portal A12.com

NS Aparecida


Os 300 Anos da Padroeira do Brasil – Parte 2

Nossa Senhora Aparecida Original“Nossa Senhora Aparecida é reconhecida” 

No primeiro texto da nossa série sobre a Padroeira do Brasil, contamos como a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida surgiu para os pobres pescadores da região de Guaratinguetá e, em pouco tempo, encantou muitos fiéis.

Por 15 anos (de 1717 a 1732), a imagem de Aparecida fez uma peregrinação pelas regiões de Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguassu. No final deste período, o pescador Felipe Pedroso entregou a imagem ao filho Anastásio. Foi ele quem construiu o primeiro oratório de Aparecida.

Por conta da devoção, em 1740 o vigário de Guaratinguetá, padre José Alves Vilela, construiu a primeira capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, onde os fiéis sempre rezavam o terço e a ladainha.

No ano de 1743, o vigário, impressionado com os milagres da Mãe, fez um relatório, onde pedia ao Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei João da Cruz, para que ele autorizasse a construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora. A autorização chegou e a igreja foi construída no Morro dos Coqueiros, na cidade de Aparecida.

Os primeiros milagres de Nossa Senhora Aparecida:

Primeira Capela de NS AparecidaNão foi só o milagre de trazer muitos peixes aos três pescadores que não encontravam nada no rio, que trouxe a devoção à Mãe Aparecida. A fé das pessoas só aumentava a cada vez que se ouvia um novo milagre. E foi isso que ajudou para que a Igreja reconhecesse o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Destacamos alguns dos mais famosos:

– Velas: Ainda no pequeno oratório dedicado à Aparecida, era comum ver a comunidade se reunir ao redor da imagem da santa para rezar a ladainha. Como de costume, as velas eram acendidas. Em um dia de forte ventania a comunidade viu todas se apagarem repentinamente. Silvana Rocha, uma das que estavam rezando, levantou-se para acendê-las novamente. Mas não precisou. Em instantes, todas as velas acenderam-se sozinhas.

– Menina cega: Gertrudes Vaz, em 1874, enfrentou o desafio de viajar com sua filha cega de Jabuticabal até a cidade de Aparecida. O motivo era de que a menina pedia muito para ir onde ficava a imagem da Santa. Ao chegar perto de Aparecida, a garota disse uma frase que emocionou a mãe: “Olhe, mãe, a capela da santa!”. A partir desse momento, a jovem passou a enxergar.

– Escravo Zacarias: Na época em que a imagem apareceu, era comum no Brasil o regime escravocrata. Certa vez, um escravo chamado Zacarias passou com seu feitor perto do Santuário de Nossa Senhora e pediu para rezar um pouco. Entrou no local, ajoelhou-se aos pés da image de Aparecida e viu suas correntes se romperem. A partir desse momento ele estava livre!

E tanta devoção fez com que fosse criado um Santuário, um dos maiores do mundo, dedicado a Nossa Senhora Aparecida! É o que a gente conta no próximo episódio.

(Continua no próximo mês)

Aline Imercio
Fonte: Portal A12.com
Fotos: Arquivo do Santuário de N.Sra. Aparecida

 

 


Página 1 de 812345...Última »