Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

Vila Formosa - São Paulo - Brasil

Você já parou para pensar sobre o valor da amizade?

AmizadeO valor da amizade 

Às vezes nos encontramos preocupados, ansiosos, em volta há situações complicadas, nos sentindo meio que perdidos. Mas somente o fato de conversarmos com um amigo, desabafando o que nos está no íntimo, já nos sentimos melhor, mesmo que as coisas permaneçam inalteradas.

Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando tínhamos vontade de chorar, mas a sua simples presença nos traz de volta o brilho da vida. A simplicidade das brincadeiras pueris, a conversa informal naqueles momentos de descontração, uma conversa rápida ao telefone, no vai e vem do dia ou da noite, no bate -papo pela Internet, no ambiente do trabalho ou da escola… enfim, em qualquer lugar e a qualquer hora.

Entretanto, não existe só alegria, amor e felicidade nesta relação. Ela é como qualquer outro relacionamento: passa por crises passageiras, por momentos intempestivos, abalos ocasionais. Ainda que tenhamos muito carinho pelo amigo em questão, às vezes por insegurança, por ciúmes, por estarmos emocionalmente alterados ou nos sentindo pressionados, acabamos sendo injustos com ele e isso pode ser recíproco. Podemos comparar esse elo de amizade com o tempo que passa por alterações climáticas constantemente, mas é dessa forma que aprendemos a nos conhecer melhor.

Diante do amigo somos nós mesmos! Deixamos vir à tona nossos pensamentos a respeito das coisas da vida. Há amigos que nos ensinam muito, nos fazem enxergar situações que às vezes não percebemos o seu real sentido, compartilham as suas experiências conosco, nos falam usando da verdade que buscamos encontrar. São eles também que nos levam à razão, chamando nossa atenção quando agimos de modo contraditório e que nos dizem coisas que não queremos ouvir, aceitar ou compreender. São eles que são capazes de fazer enxergar nossos defeitos se espelhando nos defeitos deles.

Ao longo da vida, muitos amigos passam e deixam saudades de tudo o que foi vivido. É na amizade verdadeira que encontramos sinceridade, lealdade, afinidade, cumplicidade, simplicidade, fraternidade. Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo da nossa jornada, extrapolando os limites do tempo, continuando quando e onde Deus assim permitir.

Cristiane Silva


Vaidade das vaidades, tudo é vaidade… (Eclesiastes, 1,2)

fotoÉ importante iniciarmos esta reflexão dizendo que a raiz etimológica da palavra vaidade é a mesma da palavra vão! O termo vaidade se origina dos termos latinos vanitas, vanitatis – cujo significado é nada mais nada menos, que vacuidade, vácuo, ou seja: O VAZIO ABSOLUTO!

Seria possível para o ser humano abster-se completamente de suas vaidades?

No comportamento humano, a vaidade se manifesta como a necessidade de chamar a atenção pra si, a necessidade de ter a própria existência reconhecida, de ser notado, não passar despercebido. E como normalmente fazemos isso?  Pela vestimenta, pelo comportamento, pela eloqüência, pela cultura, pelos bens dos quais dispomos e por tantas outras coisas

CADA UM TEM A SUA MOEDA! 

Pensem comigo, um grupo se reúne em um bar e logo aparece aquele indivíduo que busca uma garrafa de um bom whisky e outra de vodka, coloca sobre a mesa e diz : “Pessoal, comprei bebidas pra gente, fiquem a vontade”… A moeda dele é o dinheiro mesmo… é isso que ele irá usar para chamar a atenção, provavelmente com a intenção de ser lembrado e convidado para a próxima reunião do grupo.

Não é diferente a moça que chega com uma bolsa daquelas marcas famosas, Louis alguma coisa… rs ou Victor outra coisa … rs, ou um óculos daqueles ,ela tenta mostrar que tem poder aquisitivo e ser notada por isso!

A menina bonita, joga o cabelo de um lado pra outro e em alguns casos, quando mais afetada, faz caras e bocas, como se estivesse posando pra fotos forçadas. Sempre existirão engraçadinhos que lembrarão dela no próximo encontro…

E aquelas que optam pelo sex appeal? Essa moedinha é perigosa rs… Pra elas!

Cada um com sua moeda, todos querendo chamar a atenção, todos sendo essencialmente humanos, e profundamente vaidosos.

Interessante que por trás de tudo isso sempre está o desejo de ser notado, a vontade de ser querido, de ser aceito e bem vindo.

Agora imaginem a pessoa que deseja abster-se completamente de todas as vaidades, qual seria o objetivo por trás de tudo ? Tornar-se um sábio? Tornar-se sobre humano? Não deixa de ser uma vaidade…

Bem, diante do inexorável, existe uma possível saída…

Se precisamos de uma moeda, que seja ela uma bela moeda, que não sejamos notados por nossas roupas caras ou extravagantes, e nem pelo outro extremo, ou seja, por se vestir mal que também seria uma forma de chamar a atenção, que não seja com o uso de grifes ou exibindo poder aquisitivo, que não seja pela beleza efêmera ou por uma sexualidade exacerbada.

Temos boas moedas disponíveis, podemos ser notados por nossa humanidade, por nossa gentileza com os nossos próximos, por nossa educação, por nossa empatia, pela fidelidade que tenhamos aos nossos princípios, por não seguirmos um padrão de comportamento proposto por uma sociedade doente; cada vez mais doente.

Onde reside a grande dificuldade? 

Caso façamos a opção por nos distinguirmos por outros valores, não seremos mais considerados parte dos grupos que se distinguem por coisas como aquelas que coloquei acima, seremos gradativamente excluídos e teremos de procurar por nossos iguais, para que junto deles possamos novamente nos sentir bem vindos e queridos.

Mas imagine que você pertença a um pequeno grupo, que você não tenha trinta amigos, tenha três, mas estes três sejam efetivamente seus semelhantes, seus iguais… imagine que vc tenha isso em sua casa, com seu marido ou esposa, que você plante isso em seu filho e regue dia a dia com todo o carinho, lembrando que a sociedade estará trabalhando no sentido contrário ao seu trabalho…

Pois amigos tenham a certeza, vamos voltar a origem da palavra… vaidade… vão…

O vão será preenchido e a sensação de vazio, de deserto, irá desaparecer…

Na outra hipótese, naquela na qual tentamos nos preencher com bobagens, fica também uma dica, a satisfação é temporária, tudo é profundamente efêmero, a sensação é sempre de solidão acompanhado, você tampa o vazio com uma bolsa nova, um óculos, um novo relacionamento, garrafas e garrafas de whisky, demonstrações infindáveis de poder aquisitivo, piadinhas e superficialidades… e em alguns dias, horas ou até minutos depois… O vazio estará lá novamente!

As pessoas podem mentir aos outros sobre suas pseudo felicidades, podem enganar até mesmo a si mesmas, mas por pouco tempo. Em um determinado dia, por algum gatilho mínimo, que as ponha em contato com as suas reais situações, elas precisarão chorar, chorar muito.

Escolha a sua trilha.

 Cristiane Silva


A virtude do Quarto Mandamento – Honra a teu pai e a tua mãe

“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá. – Êxodo 20:12″

FAMÍLIA - MÃOS DADASCriou Deus o homem e também a mulher. Deu-lhes um ao outro para amar e servir, e a ambos deu filhos pra lhes dar alegria formando assim a primeira família. Constituiu-se a sociedade, sobre os olhos do projeto perfeito de Deus, pois a verdadeira consagração de um casal acontece na constituição da família e os filhos são herança do Reino de Deus.

Quando o casal se entrega e aceita o projeto de Deus, seu mistério divino começa a se idealizar na vocação da mulher a maternidade, toda mulher se realiza promovendo e gerando a vida. O feminismo coloca a maternidade como uma ameaça a liberdade e a realização da mulher, o Papa coloca a maternidade como o centro da realização da mulher, mesmo que está não tenha filhos, a maternidade é um mistério não apenas físico, mais espiritual.

Me veio à mente o fato de termos o pai como referência (seja boa ou ruim, ele sempre será uma referência) para nossa escolha (consciente ou não) de um objeto amoroso. Então nesse caso, ele é o único que pode ser nomeado como “O HERÓI”

É preciso sabedoria , com todos os seus prós e contras, o mundo é cheio de facilidades, fadadas a derrota da família.

“Só peço que Deus te dê sabedoria!”, sociedade, maternidade, família, trabalho, e tudo mais, aí sim essa tal Sabedoria faz toda a diferença na vida. Aí que miséria seria eu sem ela, Jesus. É como Salomão que poderia pedir tudo a Deus e escolheu a sabedoria, Deus ficou tão surpreso que disse vou dar a sabedoria e tudo mais por acréscimo. Me vejo aí, como alguém que ia ganhar um presentinho simples, e que quando abriu o pequeno embrulho todo o resto fez sentido.

Não brigue com seus pais antes de sair de casa, nunca diga “eu te odeio” e vire as costas, temos visto em acontecimentos recentes que, talvez você não volte para casa, por isso deixe sempre as pessoas amadas com demonstrações de amor, uma frase bonita ou um simples beijo acompanhado de um abraço apertado.

Cris Silva


“Do solo, está clamando por mim a vida do teu irmão” – (Gn 4,10)

Diante da assustadora onda de ódio e violência que ora se abate sobre a querida cidade de São Paulo e se prolonga por todo nosso Estado, nós – Dom Edmar Peron, padres, religiosos e religiosas, leigos e leigas da Região Episcopal Belém -, reunidos em assembleia do Conselho Regional de Pastoral, manifestamos nossa irrestrita solidariedade a todas as pessoas vítimas da maldade humana que tolhe o direito de viver e ter paz.

Numerosos e crescentes casos de homicídios e ataques ferem e matam indiscriminadamente.

Índices comprovam que os homicídios mais que dobraram nesses últimos dias. Por toda parte, ouve-se o pranto, sente-se a dor, o medo e a intranquilidade! Choca-nos presenciar vidas e famílias inteiras destruídas pela maldade de quem, promovendo o ódio, desrespeita seu próximo e, na cegueira de seus atos injustos, atenta contra a vida do seu semelhante.

Diante deste quadro atual desolador, queremos afirmar nosso repúdio a toda e qualquer forma de violência vinda de onde vier.

Como Cristãos, momentos graves como este nos fazem lembrar a circunstância em que o próprio Jesus, cuja morte foi planejada e executada de maneira cruel, derramou seu sangue redentor como sinal demonstrativo de que a vida é dom de Deus e deve ser promovida e defendida.

Ligados pela fé de que a vida é dom sagrado inegociável, ressaltamos que quem mata atenta contra Deus e sua criação, sendo que esta sua crueldade coloca o ser humano na contramão do que Jesus fez e ensinou. Atentos aos clamores de nosso povo, apelamos, particularmente, às autoridades do Poder Público em vista de assumirem medidas urgentes, que sejam pautadas na ética e eficácia de quem conhece as responsabilidades de governar e conduzir a população pelo caminho da concórdia e pacificação dos ânimos. Não podemos nos subtrair, como Igreja de Jesus Cristo, da responsabilidade de amar nosso próximo, zelando por seus direitos e defendo-o de toda forma de maldade.

Elevamos ao Senhor Altíssimo nossas preces por todos os feridos e falecidos vitimados pela atual violência. Rogamos ao Senhor, ainda, que toque os corações dos promotores da violência a fim de que se convertam e vivam.

Apelamos, enfim, com veemência, a que cesse imediatamente a violência e abram-se caminhos largos para paz.

Pe. Air José de Mendonça, mSC


Eu me pergunto: “Era para ser assim?”

Certa vez, participando de um retiro, tive de ler um livro chamado “O cavaleiro preso na armadura – Robert Fisher”, dentre outras lições, o livro fala sobre o quanto nós, seres humanos, nos frustramos, pelo fato de vivermos sobre as expectativas que criamos.

É claro que, a imaginação e os sonhos são parte do ser humano, parte inclusive, muito importante, afinal, somos movidos por nossos sonhos. Mas uma coisa é certa, sempre estamos insatisfeitos com algo. Porque a conversa não teve o resultado que eu gostaria… naquele evento
não aconteceu o que eu esperava…aquela pessoa não era bem o que eu imaginava…o tempo não estava como eu queria que estivesse…e por aí vai.

Se conseguíssemos simplesmente deixar as coisas acontecerem de forma um pouco mais leve, mais natural, mais a seu tempo…até porque nem tudo acontece da maneira que queremos e no momento que esperamos.

É um trabalho difícil, na minha particular opinião, porque quanto mais sede de viver nós temos, quanto mais projetos, mais questionamentos, consequentemente mais expectativas criamos. Nem por isso devemos deixar estas emoções de lado, por assim dizer, mas podemos fazer isso de forma cadenciada, e mais saudável. Vale lembrar que o excesso nunca é bom companheiro, ele pode ofuscar nosso discernimento.

Fica a dica da leitura mencionada. Certamente de grande valia.

Por: Kamilla Eduarda Rios  Araujo


Ainda assim… Ele sempre esteve ali

“A vida mais parece uma montanha-russa”. Quem nunca ouviu isso? Ou melhor, quem nunca viveu isso?

Algumas situações inesperadas às vezes nos fazem espectadores de nossas próprias vidas, como se pudéssemos assistir de camarote tudo acontecendo ao nosso redor, sem nada poder fazer.

Somos tomados por uma forte angústia diante da impotência que nos é conferida. O inconformismo momentaneamente nos entorpece, existe apenas a dor. Não queremos ouvir que tudo ficará bem, muito menos que nos peçam para ter paciência. As respostas precisam ser imediatas.

Aos poucos a euforia passa, e então podemos sentir… Ele sempre esteve ali. Os pequenos milagres vão surgindo. A dor dá espaço a um fio de esperança. O coração aos poucos vai ganhando forças, e de espectadores, vamos passo a passo, conquistando de volta o papel de protagonistas. E Ele ainda vai estar ali. Senti-lo já não é assim tão difícil.

“Mil cairão ao teu lado, e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido…” Salmo 91.

Por: Kamilla Eduarda Rios  Araujo


Simplesmente elas… Entram em nossas vidas

Elas entram em nossas vidas após longos anos de espera… Ou não, simplesmente o fazem inesperadamente. Mais do que aprender, ensinam estes “donos da verdade” que a vida é muito mais do que a vemos. Tiram-nos do sério, mas também são capazes de elevar nossas almas com aquela risada gostosa que nos faz rir junto sem nem saber o porquê, e chorar só de pensar em vê-los sofrer. Elas são espontâneas, dizem o que pensam e sentem sem titubear, e às vezes até nos põe em saias justas por tamanha sinceridade! Elas têm uma pureza que é só delas. São capazes de criar mundos onde tudo é perfeito, e os sonhos não tem limites.

São como esponjinhas, que absorvem tudo ao seu redor, e quando menos esperamos nos surpreendem com palavras e expressões que às vezes nem nós conhecemos.

Elas podem ter um playground exclusivo, ou apenas um pão para repartir. Podem ser vigorosas, correr desenfreadas levando tudo que estiver pela frente, ou estar enfrentando uma batalha de gente grande por sua saúde.

Elas podem chorar, adoecer, nos deixar noites em claro, ou de cabelos brancos. Mas a verdade é que são a forma mais genuína do que é o amor, e a esperança.

“Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas. Em verdade vos declaro: quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha, nele não entrará.” (Lucas 18,15-17)”.

Por: Kamilla Eduarda Rios  Araujo


O que busco, afinal? aonde quero chegar?

Darei início a este artigo sugerindo-lhes uma leitura, a meu ver, bastante interessante: “Em Busca de Sentido”, de Viktor E. Frankl. Trata-se de uma narrativa descritiva, de fatos verídicos, cujo autor é um ex-prisioneiro de um dos vários campos de concentração da época, e conta, sob uma perspectiva bastante íntima, o que lá se passava.

Todo início de ano, traçar novas metas para os próximos meses é mais do que uma tradição, representa uma nova oportunidade de recomeçar. O que é muito positivo! No entanto, com o passar do tempo estes projetos podem ser esquecidos, ou mesmo, interrompidos, por quaisquer motivos. E é aí que normalmente entra a tal da “semana que vem; da próxima vez”. Seja para decidir, para falar, para melhorar, para arriscar, enfim…

E então a semana que vem vira a próxima, e a próxima, e a próxima… Há, provavelmente, neste protelamento uma série de fatores, como o medo do novo, comodidade, insegurança. Mas acredito que existe um ponto culminante, e grande responsável por toda esta confusão. Chego então à fatídica conclusão: a pergunta que devemos fazer a nós mesmos é: “aonde quero chegar?”.

Afinal, como saberemos quais medidas tomar, ou posturas adotar se nem sabemos aonde queremos chegar com tudo isso, qual é a intenção, afinal? O ser humano, e a sociedade estão em constante mudança, então é bastante provável, e normal, que no meio do caminho possamos vir a mudar de opinião, ou tentar fazer as coisas de um jeito diferente, mas vislumbrar dias melhores, e ter motivos pelos quais acreditar e lutar, é o que nos move.

É preciso ter fé, para acreditar que nada é impossível em Deus. É preciso ter otimismo, pois negatividade não ajuda em nada! Ter disciplina, para estar preparado quando a oportunidade se mostrar. É preciso ter coragem, pois não dá para ser espectador a própria vida. E acima de tudo, é preciso amor, porque sem ele, nada vale à pena.

Por: Kamilla Eduarda Rios  Araujo


Riqueza de vida, herança de poucos

É mais difícil ser honesto com os outros, ou com si próprio? Às vezes preferimos disfarçar a verdade para nos proteger de nós mesmos. Tememos que a pureza da sinceridade nos faça lidar com emoções que há muito evitamos.

A preocupação em não parecer ingrato ou arrogante para com quem temos o mínimo de consideração pode nos fazer calar, mesmo quando sabemos que o mais correto é fazer o contrário.

A honestidade, a sinceridade está inserida nos atos mais simples do cotidiano. Na complacência, na coragem e no amor. Ainda que às vezes a honestidade possa implicar em tomar decisões mais difíceis, acredito piamente que seja sempre o melhor caminho, afinal as turbulências de hoje podem ser o caminho para a serenidade e o equilíbrio do amanhã.

E que se façam valer as palavras de William Shakespeare: “Nenhuma herança é tão rica quanto a honestidade.”

Ser honesto é também ser justo, e ser justo é o mínimo da base do comprometimento que devemos ter com nós mesmos se quisermos, algum dia, conquistar a verdadeira paz e prosperidade.

Por: Kamilla Eduarda Rios  Araujo


Entre Pais e Filhos

Há tantas coisas que o coração quer dizer. Desabafos, alegrias, lampejos de momentos importantes. E por que então ele se cala? Qual é o abismo que quebra a confidencialidade entre pais e filhos?

Insegurança, timidez, medo das conseqüências que uma confissão, ou mesmo um questionamento possam causar. A confiança e a troca entre pais e filhos, é um fator crucial em todas as etapas da vida, pois serve como um alicerce para a criança que está em formação, como um guia para o adolescente, que tende a ter suas inseguranças sobressalentes, e mais tarde, como um porto seguro para o adulto que irá traçar seu próprio destino, muitas vezes com base naquilo que lhe foi ensinado.

É possível existir esta cumplicidade respeitando-se a privacidade e individualidade do outro, até mesmo porque é importante que o ser humano viva suas próprias experiências, que na tentativa de acertar erre, para que possa tirar alguma lição disso, que fique triste para saber apreciar os momentos felizes, e que deixe, por ventura, passar uma oportunidade para estar preparado e atento quando chegar a hora certa de agarrá-la.

Abaixo, um pensamento sobre o qual vale a pena refletir, tanto para pais, quanto para filhos:

“Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.” William Shakespeare

Por: Kamilla Eduarda Rios  Araujo

 


Página 4 de 8« Primeira...23456...Última »